sábado, 9 de outubro de 2010

Adeus 2010...

Caros Alvinegros,

Desisti do Brasileirão de 2010. Após o jogo contra o timeco do Guarani, eu desisti.

Retiro tudo que eu disse sobre o Botafogo possuir um elenco de qualidade, que estava fazendo a diferença e que brigaria, no mínimo, pela Libertadores.
Não dá pra confiar em um elenco que não tem laterais reservas (esquerdo e direito) e que depende de Túlio Souza, Fahel e a LESMA do Lúcio Flávio.

Aliado ao que eu disse acima, o time se quebrou todo, literalmente: Maicosuel, Herrera e Fábio Ferreira param por no mínimo 6 meses, lesionados, Jobson envolvido em supostos casos de vadiagem noturna, Marcelo Mattos, um GIGANTE no meio de campo, 40 dias parado e suspensões em massa por cartões amarelos, vermelhos, tudo junto, misturado, de uma vez só.

Não há time que resista a tanto revertério de uma vez só. É lamentável.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Profeta

Cruzmaltinos desse planeta,

em 31 de maio desse ano, escrevi uma coluna sobre a chegada de Zico ao Flamengo e comparando sua função simbólica à de Roberto Dinamite. Esse texto, de 4 meses atrás, faz várias profecias. A mais importante eu reproduzo abaixo:

Há mais ou menos dois meses, vi uma entrevista de Zico dizendo que jamais seria técnico no Brasil, para não correr o risco de enfrentar o clube da Gávea. Ok. Respeito. Mas perguntado se treinaria o próprio Urubu, foi covarde e disse que jamais assumiria nenhum cargo no Clube pois não queria ver a mulambada o xingando de burro. Parece que a coragem voltou e o camisa 10 da Gávea repensou essa decisão. Mas ele que não se engane. Será xingado de burro e não vai demorar muito. Pois se em campo ele só dependia de si, na "cartolagem" vai responder pelas cagadas de muita gente.

Pois, o tempo me deu razão. Denúncias de corrupção e críticas apareceram e a coragem do Galinho parece ter se esvaído mais uma vez. Deixa o Flamengo bagunçado e a 3 pontos da zona de rebaixamento. Quando a coisa ficou realmente preta, o ídolo do império do mal pulou fora. Preferiu preservar sua imagem como ídolo do que tentar salvar seu clube. Coloca a culpa num ex-integrante de torcida organizada que virou diretor. Diz que "o Flamengo atual morreu em seu coração", fingindo que não foi ele quem trouxe craques como Val Baiano, Borja e Leandro Amaral. Boa parte da torcida flamenguista acreditará nisso - eles nunca foram conhecidos pela inteligência mesmo... - e Zico continuará ídolo, a despeito da situação caótica do clube.

E o que nós, vascaínos, temos com essa história toda? Esse caso todo serve como mais um parâmetro pra analisarmos a postura de nosso presidente Roberto Dinamite. Há três anos, quando Roberto assumiu, o Vasco mergulhava em uma de suas maiores crises, que culminaria com o fatídico rebaixamento. Muitos em seu lugar nem dariam a cara a bater. Outros criariam uma situação e sairiam de fininho. Roberto encarou de frente. Montou a equipe, passou pela segunda divisão de forma vitoriosa e ainda está no Vasco. Se ainda não tivemos as conquistas prometidas (e que merecemos), serve de alento saber que o time está no caminho certo. Temos o melhor time desde a máquina de 2000, e tenho a convicção de que comemoraremos em breve.
Por outro lado, há três anos, o nome de Roberto Dinamite era uma unanimidade entre os torcedores. Considerado o maior ídolo da história da Colina, Dinamite era um deus vivo do futebol, daqueles que causava brigas se alguém ousasse criticá-lo. Hoje, envolvido na política do clube, Roberto é bombardeado até dentro do próprio Vasco. Mas segue no cargo. Prefere ser mortal, falível e alvo de críticas - justas e injustas - do que abandonar o timão da nau vascaína nas mãos de escroques como os que o antecederam na presidência. Assim, quatro meses depois, repito a frase que encerrou o texto daquele 31 de maio:

Tem que ser muito homem pra botar seu nome pra se xingado pela torcida. Liderar nas vitórias é ótimo, e fácil. Se sacrificar pela causa é que faz o herói.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Agora sim...

Cruzmaltinos desse planeta,

sei que vos abandonei, mas foi por uma boa causa. Havia feito uma promessa que só escreveria novamente nesse blog quando o Vasco desencantasse. E finalmente aconteceu. E logo contra a pivetada mal educada da Vila Belmiro. Uma vitória maiúscula, que poderia ter sido mais folgada ainda caso o time conseguisse aproveitar melhor as oportunidades que cria ao longo da partida. Já tava dando agonia a sina dos empates, das derrotas por vacilo como contra o Inter e o Guarani. Ainda não fomos 100%. Tomamos um gol num vacilo de Cesinha, substituto do mito Dedê. Zé Roberto foi uma nulidade, mais atrapalhou do que ajudou, como no jogo contra o Guarani e contra a cachorrada.
Mas vencemos. E contra o time daquele moleque mimado que botou na cabeça que é craque. Neymar fez hoje o que sabe fazer de melhor: firula, mergulho na grama e cara de "magoei". Até quando a imprensa vai ficar dando trela pra esse moleque?
Enfim, o importante é usar essa vitória pra embalar. Chegamos aos 25 jogos com 33 pontos. Temos tudo pra vencer o Goiás e somar 36 em 26 rodadas, somente 2 pontos a menos que o Império do Mal tinha no ano passado à essa altura do campeonato, como nos mostrou o tricolor Felipe... Não podemos vacilar, temos que acreditar...

..

A coluna de hoje é escrita com grande pesar pela contusão de nosso cão de guarda Zidanilton. O dono da camisa 5 vai fazer muita falta no time. Para nosso alento, o volante Jumar entrou jogando muito hoje. Se o juiz não tivesse caído na onda do cai-cai da baixada, teriamos O Sombra em campo na sexta... Retorna logo, Guardião!


domingo, 26 de setembro de 2010

A volta de Jobson e Marcelo Cordeiro

Caros Alvinegros,

Hoje é dia de comemorar. Sim, comemorar a vitória: da raça, da superação e da volta de Jobson e Marcelo Cordeiro. Temos facilidade em vencer "Atléticos", seja o do Paraná, de Minas ou de Goiás. Somos especialistas.

Os dois jogadores voltam à equipe após afastamento por delicadas lesões. Jobson não poderia voltar em melhor hora, já que Loco Abreu está suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo e Marcelo Cordeiro volta pra cumprir a função que só ele pode, já que é o único lateral esquerdo da equipe.

O Fogão está muito desfalcado mas estou certo de que dá pra vencer. Alguns reservas tem aparecido bem nos últimos jogos, como Edno e Renato Cajá, e são fundamentais nesse momento.

É hora de dar força pro "Maestro" Lúcio Flavio e confiar no seu toque de bola e cobranças de falta. É provável que, até o fim do campeonato, seja ele o responsável por conduzir o time como nos velhor tempos, quando se destacava pelo toque diferenciado.

É hora também de fazer gols, muitos, e dedicar ao Maicosuel, que ficará entre 6 e 8 meses afastado por uma fatalidade, uma lesão no joelho esquerdo. Outros muitos gols merecem ser dedicados ao Jefferson, arqueiro de confiança do Técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes.

Precisamos aproveitar a derrota do Cruzeiro para o Santos e tirar a diferença. Vamos voltar, aos poucos, para o lugar onde merecemos estar: o topo!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Em um passado pouco distante...

Caríssimos, folheava jornais velhos esta semana e me deparei com um Lance! do ano passado. Falava da vitória do Flu sobre o Avaí pela 26ª rodada do Brasileirão 2009. Chegávamos a incríveis 21 pontos. Lanternas e desesperados, há 12 rodadas do fim do certame.

O que mais chamou a atenção nem foi a situação do Flu, mas a posição de alguns times na tabela. A liderança folgada estava com o Palmeiras (50), cinco pontos a frente do Goiás (45). Completavam o G4 São Paulo (45) e Inter (44). O Flamengo (38) estava em oitavo, 12 pontos atrás do líder, e Cruzeiro (35), quarto colocado geral, era o 13º na tabela.

Portanto, qualquer previsão após 24 jogos é mera especulação. Não existe embasamento possível para definir campeão, G4 ou G3, zona de rebaixamento em 2010. Acredito nos três primeiros colocados, pelos pontos conquistados e bom futebol apresentado. Embora não impeça que times lá da meiuca tirem a diferença e se aproximem de vez. Ano passado tivemos arrancadas épicas na parte de baixo e de cima da tabela.

Dez dias é a previsão para que os titulares no estaleiro estejam defendendo as cores do Fluzão diante da melhor torcida do mundo. Precisamos aproveitar os próximos jogos - contra adversários medianos - para voltar ao topo e preparar o terreno para que Emerson, Diguinho e Fred voltem quebrando tudo. As chances são boas!

ST

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Empate e superação alvinegra

Caros Alvinegros,

Não fosse o elenco que temos e suas possibilidades de variações de jogadas teríamos perdido o jogo contra o Vasco. Ah, e vamos levantar a mão pro céu e agradecer o fato de não termos sido goleados ainda no primeiro tempo.

Estamos distante daquela equipe com futebol envolvente, com uma defesa bem armada e ataque rápido e matador e isso se justifica pelas constantes lesões dos jogadores. Há algum tempo tenho comentado sobre a importância de um grupo repleto de peças, apesar de não ser novidade para ninguém. Mas não é só isso que faz a diferença: qualidade é fundamental.

No jogo contra o Vasco o Fogão quase se rendeu à fortíssima marcação do adversário, principalmente no primeiro tempo e sofreu muito com as investidas do bom lateral Ramon. Enquanto isso, na frente, praticamente todas as jogadas de ataque pelo alto, com Loco Abreu, eram desarmadas pelo Dedé (outro bom jogador).

A sequência de jogos que estamos enfrentando é cruel, principalmente nos inícios dos turnos. Enfrentaremos em sequência os principais colocados no campeonato e adversários diretos na busca pela Libertadores e, por que não dizer, do título?!
Agora é hora de mostrar raça, pura e simplesmente, já que nossos principais articuladores de nossas principais jogadas estão lesionados (Maicosuel, jobson, Marcelo Cordeiro, Marcelo Mattos).


Apesar dos pesares, acredito na força do grupo. A limitação que vem sendo imposta por contusões, principalmente, é superada jogo após jogo. E Loco Abreu vem liderando a equipe em campo. É Hora de superação.

sábado, 18 de setembro de 2010

Padre é fachada

Caríssimos tricolores, flamenguista tem pacto com o diabo. É e sempre será o lado negro da Força. Esse pároco mulambo benzendo a cabeça de Deivid chega a ser ridículo. O trabalho está sendo feito contra nós, como sempre foi. Fernando Henrique quebrou o dedo, Deco é dúvida, fora todos os já conhecidos desfalques tricolores.

O momento é de faca nos dentes para segurar essa liderança na marra. Vencer o mais saboroso de todos os jogos. Se possível, esculachar a imensa massa de iletrados. Uma lástima a última rodada do certame não ser Fla-Flu. Um título nacional em cima dos mulambos vale em dobro. E ano passado não teriam jogo entregue, com certeza. Aguaríamos o chopp (chopp não, nem sabem o que é isso) dos urubus fedorentos.

Se ganhar dos líderes é a motivação maior do outro lado, estabelecer-se sobre o centenário rival é nosso respiro de alívio. Precisamos apoiar incondicionalmente, como nossa torcida não anda fazendo. Sei do orgulho de torcer para o Flu, para nosso time de craques guerreiros, mas isso não deve se transformar em soberba.

O campeonato está em aberto, é cedo pra dizer quem ganha ou quem cai. Entretanto, estamos em primeiro e nossa caminhada pode ser mais tranquila. Devemos retornar aos tempos de regularidade para fazer valer a força do escrete de Muricy. A retomada começa amanhã e a vítima será a melhor de todas.

ST

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A volta de Somália e Herrera: prevejo mais 3 pontos

Caros Alvinegros,

Não se preocupem, a coça que tomamos do Goiás foi algo surreal e não mais se repetirá. Não vou entrar no mérito da questão.

O fato é que 2 guerreiros estão de volta e prontos pra briga: Herrera e Somália. Somália é um dos poucos jogadores fudamentais no atual elenco e é titular absoluto e incontestável. E Herrera é símbolo da garra e disposição desse time.

O Cruzeiro que não conte com esses 3 pontos. Eles são alvinegros.

Mudanças no clima e no tempo

Lembro de um tempo em que só ficava sabendo dos resultados da rodada no carro, de manhã, com o rádio ligado na emissora AM. Isso por que aqui em Juiz de Fora só sintonizávamos Rádio Globo direto do Rio, no 1220. Geralmente, as notícias chegavam quando estava a caminho do colégio e meu pai nos conduzia para as aulas do ensino fundamental. Uma outra alternativa era tentar assistir na Band, em meio a um toró de chuviscos e ruídos, o Januário de Oliveira gritar que havia um corpo extendido no chão. Atualmente, é possível saber em tempo real o que está acontecendo em todos os estádios e no mesmo instante, não vou ao colégio de carona, nem meu pai está por aqui. Mesmo assim, somente às 9h dessa última quinta fiquei sabendo que o Flamengo havia saído vencedor no confronto da quarta. Não por conta de falta de fontes, mas de vontade, de medo do que estava se transformando aquela jornada angustiante, irmã das outras passadas.
No meio da semana anterior, foi duro sofrer pela inoperância diante os bambis e a falta total de competência reapareceu contra o Vitória, já no sábado. Às vezes uma força sinistra se apodera do astral do Mengão e dá vontade de chorar, quebrar o chão, bicar a TV por que é inexplicável, são erros bizonhos que se repetem e minam o coração de quem assiste a partida.Todavia resisto por que sei que futebol é uma moral muito mais paciente e pacífica do a que se tenta vender por aí. Não é preciso fanatismo, mas é necessário ser fanático se for o caso. 
Pedia para que alguém aparecesse para vazar da porta do bar. Estava difícil de ficar ali parado, sem cerveja, sem cigarro. Apareceu a carona, vazei, fui pra casa, dormi. Acordei, dei aula e na sala dos professores vi o jornal com a vitória do Flamengo. Antes, durante a noite, comentei que esse Fla estava me lembrando o início dos anos 2000, me que eu não queria assistir aos jogos, mas mesmo assim, os via e só me ferrava. 
Bom, mas o importante é que o Fla sobe e o Flu desce a ladeira. Sei que ainda lutaremos na parte inferior da tabela, mas acho que os tricoletes já estão com as pernas bambas preparando a bitola para a ferrada. E o pior é que fingem que são machos!