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domingo, 2 de dezembro de 2012

Somatório de Pontos 2003 - 2012

Somatório dos pontos conquistados nos últimos 10 anos no Campeonato Brasileiro.

  Time 2012 2011 2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003      total
1    São Paulo 66 59 55 65 75 77 78 58 82 78 693
2  Inter 52 60 58 65 54 54 69 78 67 72 629
3  Cruzeiro 52 43 69 62 67 60 53 60 56 100 622
4  Santos 53 53 56 49 45 62 64 59 89 87 617
5  Fluminense 77 63 71 42 45 61 45 68 67 52 591
6  Flamengo 50 61 44 67 64 61 52 55 54 66 574
7  Corinthians 57 71 68 52    44 53 81 74 59 559
8  Grêmio 71 48 63 55 72 58 67    39 50 523
9  Palmeiras 34 50 50 62 65 58 44 70 79    512
10  Vasco 58 69 49    40 54 59 56 54 54 493
   Atlético - MG 72 45 45 56 48 55    47 53 72 493
12  Botafogo 55 56 59 47 53 55 51 59 51    486

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Anencefalia

Companheiros Flamengos;

Vou mandando logo este post pro ar pra me livrar logo desse grito que dá vontade de soltar!
Não há nada no mundo que irrite mais um rubro-negro que esse marasmo escroto que o time tá metido!
Aquele sentimento de revolta já não é mais tão revoltante com o perdão das más-palavras,já que não é nenhuma novidade esse pé-de-chumbo da nossa outrora genial molambada.
Fica meio difícil lembrar a última vez que Ronaldinho e Thiago Neves jogaram pra cacete juntos...se é que isso já aconteceu algum dia!
Esse papo do time grego querendo levar o R10 pra lá já começa a me soar interessante...paguem os milhões da multa e levem!
Não tenho medo algum de parecer leviano ou passional demais, sou isso tudo conscientemente...só não sou idiota ao ponto de achar que de Dezembro pra Fevereiro alguém vai resolver voltar a jogar meia-bola do que já tenha jogado.
Mas chega de falar do R10 e do TN7 e do LM2 e dessas siglas ridículas que eu uso aqui!
Vamos malhar o WL!
Queopariu!
O time do Flamengo parece um bando em campo, não há um só jogador que cumpra a mesma função todo o jogo, o contra-ataque é péssimo, mal organizado. O cara ganha uma baba, fala groselha pelos cotovelos, não consegue dar meio padrão pro time em 1ano.
Chega...de anencéfalos os 11 em campo estão cheios, não precisamos de mais um no banco!
Escanteio a favor do Flamengo é perigo de gol para o adversário, nem lateral escapa da zona que é o time!
Palmas apenas pro Paulo Victor...pegou um penal muito do mal batido, mas pegou...provou que se precisarmos dele podemos contar.
O que estou contado são as horas pra acabar essa merda de campeonato e ver se no ano que vem Papai Noel me arrume um técnico, 2 zagueiros, 2 laterais, uns 3 meio-campistas e  atacantes...
Próximo jogo é parada duríssima. Como o Mengão não ta jogando picas, qualquer jogo contra qualquer zé-butão da vida me tira o sono!
Impedimento ridículo assinalado em jogada do Ronaldinho...ainda bem que não marcaram, senão ele ia marcar o gol e achar que tava jogando o fino da bola!
Todos os árbitros são horrorosos, erram pra tudo que é lado, não acho que exista complô a favor ou contra ninguém...muito pelo contrário!
Pra cima deles Mengô!

SRN

P.S.: Música do Dia - Rua Ramalhete - Tavito Moura

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Que João de Deus nos abençoe


"Acreditem: — o Fluminense começou a ser campeão muito antes. Sim, quando saiu do caos para a liderança. "Do caos para a liderança", repito, foi a nossa viagem maravilhosa. Lembro-me do primeiro domingo em que ficamos sozinhos na ponta. As esquinas e os botecos faziam a piada cruel: — "Líder por uma semana. Daí para a frente, o Fluminense era sempre o líder por uma semana."

Nelson Rodrigues já previu nosso trinfo nesta campeonato que está por terminar há quase 40 anos. O Profeta Tricolor sabia desde sempre que a taça seria nossa por méritos e justiça. Sim, justiça. A histórica arrancada em 2009 que livrou o Fluminense do rebaixamento só poderia ser coroada com um título. E um título não se ganha em um único jogo, em um único domingo. Se conquista com alma, com coração, com sangue.

Ainda sem voz por causa da goleada sobre o São Paulo, tento conter a euforia. Tento calçar as sandalhas franciscanas da humildade. Mas confesso que já me imagino pelas ruas e bares da cidade festejando o título. Chego a sentir uma dor quase física de tanta ansiedade. As próximas duas semanas serão as mais longas da minha vida.

O que me faz acreditar mais do que nunca na conquista do campeonato é que Deco finalmente estreou com a camisa tricolor. Fred voltou a marcar e dá força ao nosso ataque. Emerson deve voltar nas duas últimas rodadas para coroar nossa campanha. E Conca, bom... Conca é Conca. Esse último merece uma estátua de bronze na porta de Álvaro Chaves.

Estamos a 180 minutos de uma conquista histórica. A 180 minutos da glória. Que João de Deus ilumine nossos craques e abençoe essa torcida maravilhosa. Amém!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O milagre tricolor


"Eu ficava por conta da vida quando perdia jogo. Não brincava, não saia, não tinha nada que me fizesse alegria. O Fluminense era a minha paixão". Essa frase foi dita pelo mestre Telê Santana e reflete o sentimento de milhões de tricolores nesta segunda-feira. O empate como Goiás foi um duro golpe na caminhada do Fluminense rumo ao título Brasileiro. Mas devemos lembrar que o campeonato não acabou. Esse não foi nosso último jogo. Ainda faltam três rodadas e enquanto houver esperanças, devemos acreditar.

Tentando encontrar forças para ainda acreditar no título, me lembrei das últimas jornadas do Brasileirão de 2002. Havia vários times à nossa frente na busca por uma das oito vagas para às quartas-de-final. O Flu precisaria vencer todos os seus jogos e torcer por combinações improváveis.

Só o tricolor mais otimista acreditava na classificação. Pois vencemos o Vasco, o Botafogo, a Portuguesa. Porém, uma derrota inesperada para o Paysandu quase colocou tudo a perder. Chegamos à última rodada precisando vencer a Ponte Preta, em Campinas, para garantir a classificação.

O jogo parecia um treino de ataque contra defesa. A Ponte massacrou o Fluminense. Aos 20 minutos do segundo tempo já vencia por 2 a 0 e estava roubando a vaga tricolor. Pois foi então que o imponderável entrou em campo. O técnico Renato Gaúcho colocou Magno Alves em campo e dele sairam os passes para dois gols de Roni. Mas o empate não era suficiente. Até que nos últimos minutos, o zagueiro da Ponte brincou na frente de Romário e o Baixinho chutou fraquinho, entre a trave e o goleiro. Vitória de virada por 3 a 2 e o Flu avançou no Brasileirão de 2002.

Com o Fluminense é sempre assim. Nada é fácil, tudo chega com uma dose generosa de dramaticidade. É por isso que nossas conquistas são tão saborosas.

Agora, mais uma vez precisaremos contar com o imponderável para ficarmos com o título. Mas meus amigos, nunca esqueçamos as palavras de Nelson Rodrigues. "O Fluminense nasceu com a vocação da eternidade e quando se fala em eternidade e Fluminense, os milagres acontecem".

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Os 300 de Muricy


Só mesmo um Time de Guerreiros para superar tantas adversidades, tantos obstáculos, tantas tormentas e ainda permanecer praticamente intocável na liderança de um campeonato difícil e equilibrado, como é o Brasileirão. O que os valentes tricolores tem feito ao longo desta jornada me faz lembrar da histórica batalha das Termópilas, travada durante a II Guerra Médica. Isso foi no Verão de 480 a.C, no desfiladeiro das Termópilas, na Grécia Central. Foi nesta época que 300 espartanos sob o comando de seu rei Leónidas, enfrentaram centenas de milhares de persas liderados por Xerxes, filho de Dario.

Naquele tempo, mesmo sabendo de suas limitações numéricas em relação ao adversário, Leónidas enfrentou os persas como se tivesse o mesmo número de guerreiros ao seu lado. Perdeu a batalha, mas derrubou milhares de inimigos e foi decisivo para a salvação de Atenas e, por conseguinte, da nascente Civilização Ocidental.

Agora, Muricy Ramalho faz o papel de Leónidas, o líder de um grupo incansável e predestinado. Um grupo que disputa cada jogada como se aquela fosse a última e decisiva peleja. Sim amigos, estamos diante de guerreiros verdadeiramente tricolores. A cada novo embate, perdemos peças valiosas. Mas nunca caímos porque sempre surge um novo herói.

Na batalha do Beira-Rio, Ricardo Berna parecia ter ganho asas de uma águia e a agilidade de um leopardo. Obra dos Deuses dos futebol. Berna voou em bolas indefensáveis e foi buscar no cantinho chutes impossíveis. Parecia o imortal Castilho com sua habitual leiteria, com uma sorte invejável. Ricardo Berna fez o que se espera de um goleiro. Evitou uma derrota quase certa e conquistou praticamente sozinho um ponto precioso na briga pelo título. Os 300 espartanos de Muricy derrubaram mais alguns milhares de persas nesta jornada.

Agora faltam apenas cinco inimigos pela frente. E com o retorno de nossos maiores guerreiros, Fred, Emerson e Deco, não haverá ninguém capaz de evitar nosso triúnfo.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Os sonhos não morrem


Era ainda um pré-adolescente, com algumas espinhas na cara, quando dei meu primeiro beijo. Eu tinha 12 anos. Foi só um estalinho numa garota chamada Juliana, na pracinha de Eugenópolis. Isso foi em janeiro de 1989. Nesse mesmo dia, o Fluminense decidiria com o Vasco uma vaga nas semifinais da Copa União de 88, que havia tido sua fase final adiada. O Flu jogava pelo empate porque vencera a primeira partida por 1 a 0, gol de Zé do Carmo, contra. E foi um jogão. O tricolor saiu na frente com um golaço de Donizete. Mas o Vasco empatou e depois virou, com um gol nos acréscimos. O resultado levou a decisão da vaga para a prorrogação. Meu Deus, que sofrimento. Até que no primeiro minuto da etapa final do tempo extra, um tal de Zé Maria, que eu nunca mais ouviria falar, colocou o Flusão em vantagem. E no finalzinho, Washington, o verdadeiro, encobriu Acácio e levou o Fluminense para as semifinais. Naquele dia, dei meu primeiro beijo e sonhei pela primeira vez com o meu tricolor campeão brasileiro.
Pra quem não conhece a história, o Flu não chegou nem à final daquele campeonato. Foi eliminado pelo Bahia, que acabaria campeão. Foi minha primeira grande tristeza no futebol.
Nossa, mas o tempo passa muito rápido. Já estou na casa dos 30 anos e ainda não vi o Flu campeão brasileiro. Nesse tempo, tive algumas namoradas, me casei, tive duas filhas, me divorciei, fiz duas faculdades, operei o coração por duas vezes, meu pai faleceu e o Fluminense… bom, o Fluminense vocês já sabem.
Eu poderia ter me divorciado do Fluminense também. Me daria menos dor de cabeça. Poderia fazer de conta que ele morreu. Ficaria só a saudade. Mas não, me recuso a abandonar o pavilhão tricolor. Sinto como se esse clube fizesse parte do meu corpo. É como um órgão vital. Se ele parar, eu paro junto. Eu respiro Fluminense, eu vivo Fluminense… sou viciado no Fluminense.
Decepções como a da Copa União de 88 se repetiram ao longo desses anos. E nem estou falando dos três rebaixamentos seguidos. Falo de 1991, na derrota para o Bragantino no Maracanã. Na eliminação humilhante de 95, para o Santos. Nas derrotas para São Caetano, Atlético Paranaense e Corinthians em 2000, 2001 e 2002. E nas tristes decisões de Libertadores e Sul-Americana para a LDU, em 2008 e 2009. Por tudo o que já passamos, merecemos o Brasileiro desse ano mais do que nenhuma outra torcida. Não que sejamos melhores que os outros, não me entendam mal. É apenas uma questão de justiça. Já estivemos tão perto, tantas vezes e nada. Chegou a hora, torcida tricolor. São seis jogos para o paraíso. Nelson Rodrigues diria nesse momento que “uma torcida vive e influe no destino das batalhas pela força do sentimento. E a torcida tricolor leva com enorme paixão sua presença para dentro dos gramados. Quando o Fluminense precisa de um milagre, os tricolores vivos, os doentes e os mortos aparecem. Os vivos saem de suas casas, os doentes de suas camas e os mortos de suas tumbas”. Portanto, o que são seis jogos para quem esperou a vida toda? Esse é o nosso momento e ninguém vai nos tirar essa taça.
Ainda parafraseando Nelson Rodrigues, “o Fluminense nasceu com a vocação da eternidade e quando se fala em eternidade e Fluminense, os milagres acontecem”.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Agora sim...

Cruzmaltinos desse planeta,

sei que vos abandonei, mas foi por uma boa causa. Havia feito uma promessa que só escreveria novamente nesse blog quando o Vasco desencantasse. E finalmente aconteceu. E logo contra a pivetada mal educada da Vila Belmiro. Uma vitória maiúscula, que poderia ter sido mais folgada ainda caso o time conseguisse aproveitar melhor as oportunidades que cria ao longo da partida. Já tava dando agonia a sina dos empates, das derrotas por vacilo como contra o Inter e o Guarani. Ainda não fomos 100%. Tomamos um gol num vacilo de Cesinha, substituto do mito Dedê. Zé Roberto foi uma nulidade, mais atrapalhou do que ajudou, como no jogo contra o Guarani e contra a cachorrada.
Mas vencemos. E contra o time daquele moleque mimado que botou na cabeça que é craque. Neymar fez hoje o que sabe fazer de melhor: firula, mergulho na grama e cara de "magoei". Até quando a imprensa vai ficar dando trela pra esse moleque?
Enfim, o importante é usar essa vitória pra embalar. Chegamos aos 25 jogos com 33 pontos. Temos tudo pra vencer o Goiás e somar 36 em 26 rodadas, somente 2 pontos a menos que o Império do Mal tinha no ano passado à essa altura do campeonato, como nos mostrou o tricolor Felipe... Não podemos vacilar, temos que acreditar...

..

A coluna de hoje é escrita com grande pesar pela contusão de nosso cão de guarda Zidanilton. O dono da camisa 5 vai fazer muita falta no time. Para nosso alento, o volante Jumar entrou jogando muito hoje. Se o juiz não tivesse caído na onda do cai-cai da baixada, teriamos O Sombra em campo na sexta... Retorna logo, Guardião!


quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Com o coração partido


Fui acordado na manhã desta quinta-feira com uma mensagem, de uma pessoa muito querida, no telefone celular.

_Estou muito triste, já chorei aqui no trabalho... depois do segundo gol, desliguei a tv e fui dormir.

A mensagem é de uma daquelas torcedoras que respiram o Fluminense 24 horas por dia. Lê todas as notícias, acompanha todos os programas de TV, vai ao estádio, veste a camisa e não aceita provocação de torcedor rival. É uma tricolor na essência da palavra. Perder um jogo pra ela, é como ir ao velório de um amigo querido. É como uma ferida exposta que demora a cicatrizar. E essa derrota para o Corinthians aconteceu justamente num momento em que todos nós, tricolores, nos sentimos fragilizados pela queda de rendimento do time e ascensão do Cruzeiro. Não havia momento pior para um resultado negativo. Por isso, tanto sofrimento.

O sentimento da torcedora que chorou por causa da derrota para o Corinthians foi o mesmo de milhões de tricolores espalhados pelo país. É a sensação de quem chegou a se imaginar com a faixa de campeão no peito e agora começa a duvidar disso. É a sensação de quem está se sentindo enganado por um time que encantou a todos com um futebol envolvente, rápido, vistoso e vencedor. Mas agora joga com má vontade, de forma burocrática, previsível e arrogante.

O maior tricolor de todos, Nelson Rodrigues, diria que os maus resultados dos últimos jogos são obra do Sobrenatural de Almeida.

_ Ele se instalou ao lado de Muricy Ramalho, no banco de reservas, e passou a dar palpites na escalação do time – afirmaria Nelson.

Não acredito em assombração, mas a verdade é que Muricy ainda não conseguiu encontrar um lugar para Deco no time. Desde que o luso-brasileiro estreou, há oito rodadas, o Fluminense venceu duas partidas, empatou três e perdeu outras três. Vinte quatro pontos disputados e oito conquistados. Aproveitamento de pouco mais de 30%, digno dos candidatos ao rebaixamento. Mas o que fazer com um jogador de custa rios de dinheiro aos cofres do patrocinador e tem um talento indiscutível? Muricy é pago, e muito bem pago, para responder a pergunta. E é bom ela encontrar a reposta antes do fim do campeonato. Deco não é culpado. Mas ainda não se mostrou como solução.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Um líder que só joga por 45 minutos

O torcedor do Fluminense deve ter acordado nessa segunda-feira com uma bela dor de cabeça. E não é pra menos. Pela terceira partida seguida, o time jogou apenas um tempo. Somente 45 minutos de bom futebol. Foi assim contra o Vasco, contra o Goiás e agora contra o São Paulo. Dos últimos nove pontos que disputamos, só ganhamos cinco. É pouco pra quem deseja se manter na liderança do Campeonato Brasileiro e ficar com o título no fim do ano. Reparem que neste mesmo período, o Santos e o Inter venceram seus três compromissos. E como ainda tem uma partida a menos que todos os outros, um deles pode encostar de forma perigosa no tricolor.

No caso específico do empate com o São Paulo, Muryci Ramalho errou ao escalar Belletti entre os titulares. Recém recuperado de uma contusão, o jogador deixou espaços no meio campo, não protegeu a zaga, como pretendia Muryci, e ainda cometeu muitas faltas. Numa delas, Rogério Ceni marcou o primeiro gol do São Paulo. Na volta pro segundo tempo, Rodriguinho mostrou que deveria ter sido o escolhido do treinador para começar jogando. O ex-goleador do Santo André deu mais velocidade ao ataque e melhorou o time. Pena que Washington mais uma vez estava apático. Perdeu o pênalti e praticamente não foi notado em campo. Volta logo, Fred.

No tropeço diante desse São Paulo que não mete mais medo em ninguém, livro apenas a cara um jogador. E não é a do goleiro Fernando Henrique, que fez grandes defesas, mas falhou nos dois gols adversários. Livro Deco, que jogou muito. Deixou pelo menos uns três sãopaulinos descadeirados, macou um gol, sofreu o pênalti e mostrou uma categoria impressionante. Anotem aí tricolores, esse Deco vai fazer história com a camisa do Fluminense.

Agora teremos dois jogos até o fim do primeiro turno. Duas pedreiras. Palmeiras e Guarani venceram no fim de semana, de virada e ganharam moral. Ainda assim sou mais Flu. Mas está na hora do time voltar a jogar 90 minutos e não apenas a metade.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Nenhum motivo para preocupações

Alguns tricolores me pareceram preocupados após o empate com o Vasco. Chegaram a me perguntar por que o técnico Muricy tirou Diguinho e colocou Deco, para logo depois trocar o atacante Washington pelo volante Fernando Bob. As alterações deram a impressão de que o treinador havia decidido partir pra cima dos vascaínos com a entrada do luso-brasileiro. Porém, teria se arrependido em seguida e recuou o time. Foi um pouco das duas coisas e o que prevaleceu no fim foi a prudência.

A bem da verdade é que o Fluminense não fez um jogo brilhante. Envolvente em alguns momentos, como nos primeiros 15 minutos de partida. Sonolento em outros, como todo o restante do primeiro tempo e o início do segundo. Quando acordou, já estava perdendo por 2 a 1 e teve que correr para frear a festa que a torcida adversária fazia na arquibancada. Importante ressaltar que alguns jogadores contribuiram para mau futebol apresentado contra o Vasco. Diguinho, Washington e Emerson, decisivos em outras rodadas, não viram a cor da bola. Por outro lado, o criticado Diogo fez sua melhor partida no campeonato. Júlio César também esteve bem e foi recompensado com um gol feito na marra, na base da raça mesmo. Ah, e Deco? Mostrou habilidade em alguns lances. Mas perdeu um gol inacreditável. Precisaremos ter paciência com ele.

O resultado não foi bem o que a torcida esperava. Uma vitória nos manteria com quatro pontos a frente do Corinthians. Mas precisamos lembrar que esse é um campeonato de pontos corridos e somar pontos é sempre importante. Quando Muricy tirou Washington para lançar Fernando Bob se lembrou disso. É melhor um ponto na mão do que três voando. Uma derrota no clássico poderia abalar time e torcida. E vamos ser honestos, o empate foi justíssimo.