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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quem vai, volta ou fica


Tricolores e hereges,

Vai acabando o mês de junho (para os jogadores do Flu que recebem em dia. Nos outros clubes do Rio o mês costuma demorar mais...), e com ele acaba também alguns contratos e empréstimos.  Deixo aqui meus pitacos.

Marquinho: O Roma acaba de confirmar a compra do meia, campeão pelo Flu em 2010, por R$ 9 milhões. Não sei quem acertou os valores (o Flu tinha apenas 15% dos direitos federativos), mas foi um péssimo negocio. Se o atleta surpreendeu positivamente na Itália (como foi dito pelo técnico e pela imprensa local), porque o desconto de 1 milhão de euros no valor original?

Lanzini: Alguém achou que ele ia ficar? Pelo preço que o River Plate queria, dá pra comprar uns 3 jogadores de alto nível, até melhores que o argentino.

Sóbis: Também tô achando caro. Eu até gosto muito do jogador (finaliza bem e tem um bom passe). Mas, atualmente, é reserva. Será que podemos nos dar ao luxo de pagar R$ 13 milhões por um reserva?

Thiago Ribeiro: A mesma situação do Rafael Sóbis. Porque pagar tão caro por um reserva? Principalmente se já temos um bom jogador no banco (Marcos Júnior), ou podemos reincorporar o Martinuccio sem custo algum.

Conca: A diretoria não tem escolha. Caso o jogador queira voltar para o Brasil, terá que ser pro Flu. Mas, sinceramente, não acho uma boa ideia. Pelo menos, não agora. Se o argentino viesse, Abel seria obrigado (pela torcida) a escalá-lo junto com o Deco. Thiago Neves e Wágner, que hoje disputam a vaga, iriam definitivamente para o banco. Além de me parecer um desperdício ter dois jogadores tão caros na reserva, temo que o descontentamento deles azede o clima nas Laranjeiras.  O melhor é que o Conca aguente mais um ano na China, e volte pra ocupar o lugar do Deco, que se aposentará.


P.S.: Amanhã estarei nos Aflitos.Comentários pós-jogo só quando Deus quiser...
ST

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A culpa é sua!

É, amigo leitor, não adianta fingir que não é contigo: a culpa é sua! Ou pelo menos, a culpa também é sua! Toda vez que você compra um produto pirata, ou uma bobagem qualquer, sem se importar aonde ela foi feita, você está contribuindo pra isso. Você pode até ficar feliz naquele momento, já que provavelmente economizou uns cruzeiros, mas se esquece que seu esse ato tem outras conseqüências. Esse produto, certamente made in China, foi produzido por trabalhadores que recebem uma miséria e não tem quase nenhum direito trabalhista. Além disso, você está contribuindo pra desindustrialização do Brasil e pro progresso da economia dos amarelos, que não respeitam as liberdades individuais, os direitos humanos e, pior ainda, compram nossos jogadores.

Conca deixa o Flu com 210 (ou 211, não tenho certeza) jogos. Não ultrapassa, portanto, os 215 jogos de Romerito, o estrangeiro que mais vezes defendeu o tricolor.

Ainda sobre isso: Dizem que o contrato será a realização financeira do nosso craque. No Flu ele só recebia R$ 500 mil por mês, fora os bichos e seu contrato com a Topper. Uma ninharia!

Lembra? Em 2005, o volante Marcão recebeu uma proposta irrecusável de um time do Oriente Médio. Deixou o Flu no meio do Campeonato Brasileiro e, menos de dois meses depois, já estava de volta. A realidade não correspondia com o que lhe haviam prometido. Quem sabe não acontece novamente?

Confesso que não posso opinar muito sobre o jogo de ontem. Assisti apenas por dever cívico, quase dormindo, com um olho meio aberto e o outro meio fechado. Talvez por isso, não entendi o Abel. Com o jogo dominado, 3 a 0 fácil, ele tirou o único atacante do time e um meia e pôs 2 volantes! Se alguém entendeu, por favor me explica.

Legal a reação do Ciro em seu primeiro gol. É a emoção de um jogador que era dado como craque no começo da carreira e acabou no Flu envolvido em uma troca pelo Willians! Quer desvalorização maior do que essa?

No fim de tudo, sabemos que, com ou sem nosso craque, o Fluminense segue firme. Como já dizia Nelson Rodrigues, o Flu tem vocação para a eternidade. A razão disso, e também de todo o meu sono, vocês podem ver na foto abaixo, dormindo com minha companheira Cristina. Esse mais novo tricolor é Iberê, meu primeiro filho, nascido na quarta, dia 29. Viva a vida!

domingo, 26 de junho de 2011

Coração de torcedor

Se tem algo que me irrita, é quando alguém diz que os torcedores são “clientes do espetáculo”, e que em nome disso devemos ter estádios com ar-condicionado, lojas, poltronas, e etc. Uma ova! É claro que precisamos tratar bem o torcedor. Mas, tratar bem, para mim, significa ter acesso rápido ao estádio, um horário legal para o jogo (que, definitivamente, não é 10 da noite), alguma facilidade pra comprar os ingressos e cerveja gelada antes e DURANTE o jogo. Tudo isso, com segurança e a preço justo. Só. O resto é frescura, coisa de quem nunca entrou em uma arquibancada é quer estragar o divertimento dos outros.
Mas não quero tratar aqui das reformas dos estádios brasileiros, ou das exigências absurdas da Fifa. Hoje, eu quero falar da lógica que guia o coração do torcedor. Eu confesso que já fiz muita promessa pelo Flu. Já raspei a cabeça, assisti a jogos de joelhos, e me impus diversas outras privações em nome de alguma vitória (uma cláusula de sigilo me impede de contar maiores detalhes). Sempre acreditando que o meu sacrifício empurrava o time pra frente.
Também já aconteceu de algum compromisso inadiável me impedir de assistir a algum jogo importante. Em 2005, por exemplo, no momento da final do carioca, contra o Volta Redonda, eu fazia a prova de um concurso público. Nesses casos, o que faço é me dedicar 100% a minha tarefa, esperando que os jogadores tricolores também façam o mesmo.
Acho que foi esse o caso hoje. Foi essa devoção de torcedor que deu a vitória ao Flu. Isso porque, havia em campo, vestindo a camisa tricolor, um jogador dividido. Cabeça, tronco e membros em campo, mas o coração longe, angustiado. Porém, se enganam aqueles que crêem que um atleta nessas condições rende menos. Nosso herói, pelo contrário, se agigantou. Se desdobrou em campo em uma doação empolgante e comovente. Marcou, criou e brigou como um verdadeiro guerreiro. Correu não apenas para suprir a ausência de seu companheiro expulso. Correu na esperança de que, bem longe dali, os jogadores de seu time do coração fizesse o mesmo.
Não fizeram.
A torcida tricolor agradece ao Conca por mais um dia de alegria, e se solidariza com sua dor.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Guerreiros

Caríssimos tricolores, com profunda emoção escrevo meu primeiro post pós-campeonato. Prêmio mais do que merecido para a melhor torcida deste Universo. Domingo perfeito, um 5 de dezembro inesquecível eternizado pela sabedoria de um líder nato. Do banco de reservas, Muricy Ramalho regia um escrete atônito pela grandeza daquele momento. Milhões de tricolores suavam, rezavam, cantavam a todo vapor pelo tricampeonato. Sob a benção de João de Deus e a presença ilustre de todas as almas tricolores desencarnadas. Não foi à toa o abraço do mestre Telê em Muricy na madrugada de sábado. Nada mais simbólico do que o Fio de Esperança sorrir para o homem mais digno do futebol brasileiro. Num simples olhar, sinalizou em sonhos para o seu pupilo que uma história vitoriosa começaria na tarde seguinte. Fato consumado.


Na cancha, um camisa 11 se consagrou no Brasileirão. Deste, a imprensa já cuidou de idolatrar. Será do Flu por mais cinco anos e deixará seu nome na galeria de astros tricolores. Muito obrigado Darío Conca!!! E outro que voou foi Mariano. Completa a trinca de ases da vitoriosa equipe de 2010. Chegou à seleção porque é hoje o melhor lateral direito em atividade no país e, jogando pelo Flu, foi imprescindível no apoio aos nossos atacantes.


Sem Jamais deixar de lado todos os outros jogadores, comissão técnica e profissionais do dia-a-dia tricolor, em nome de nossa torcida, agradeço de coração a cada um por esse marco da retomada. Após todas as glórias do passado, tenho a certeza de que o Fluminense iniciará uma trajetória vitoriosa na modernidade, pulverizando qualquer argumento rival contra a grandeza do clube de Álvaro Chaves. 2011 será ainda melhor!

“Faz a torcida querida vibrar de emoção, o tricampeão!”

Saudações tricolores e parabéns ao time de guerreiros

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Que João de Deus nos abençoe


"Acreditem: — o Fluminense começou a ser campeão muito antes. Sim, quando saiu do caos para a liderança. "Do caos para a liderança", repito, foi a nossa viagem maravilhosa. Lembro-me do primeiro domingo em que ficamos sozinhos na ponta. As esquinas e os botecos faziam a piada cruel: — "Líder por uma semana. Daí para a frente, o Fluminense era sempre o líder por uma semana."

Nelson Rodrigues já previu nosso trinfo nesta campeonato que está por terminar há quase 40 anos. O Profeta Tricolor sabia desde sempre que a taça seria nossa por méritos e justiça. Sim, justiça. A histórica arrancada em 2009 que livrou o Fluminense do rebaixamento só poderia ser coroada com um título. E um título não se ganha em um único jogo, em um único domingo. Se conquista com alma, com coração, com sangue.

Ainda sem voz por causa da goleada sobre o São Paulo, tento conter a euforia. Tento calçar as sandalhas franciscanas da humildade. Mas confesso que já me imagino pelas ruas e bares da cidade festejando o título. Chego a sentir uma dor quase física de tanta ansiedade. As próximas duas semanas serão as mais longas da minha vida.

O que me faz acreditar mais do que nunca na conquista do campeonato é que Deco finalmente estreou com a camisa tricolor. Fred voltou a marcar e dá força ao nosso ataque. Emerson deve voltar nas duas últimas rodadas para coroar nossa campanha. E Conca, bom... Conca é Conca. Esse último merece uma estátua de bronze na porta de Álvaro Chaves.

Estamos a 180 minutos de uma conquista histórica. A 180 minutos da glória. Que João de Deus ilumine nossos craques e abençoe essa torcida maravilhosa. Amém!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Fluminense vive!

Dia desses me peguei lembrando daquele elenco do Fluminense que tinha Carlinhos Itaberá com ícone de uma geração que não ganhou nada. Na época de colégio eu também era chamado de Carlinhos Itaberá. Tudo porque eu jogava como lateral direito e era o único tricolor no time da escola. Mas garanto que meus cruzamentos eram mais precisos. E posso dizer que, como jogador, me transformei num jornalista razoável. Já Itaberá foi um dos piores laterais da história recente do Fluminense. Porém, os dias são outros. Hoje temos elenco. Temos um técnico de ponta. E o mais importante, temos torcida.

Nessa minha primeira postagem não quero falar sobre Conca, Deco, Emerson, Mariano, Fred, Washington... quero homenagear a mais fascinante e espetacular torcida do país. E isso não tem nada a ver com o jogo de domingo, contra o Internacional, quando colocamos quase 60 mil pessoas no Maracanã. Refiro-me ao torcedor que desde a queda pra Série C, em 1999, não cansa de acreditar na recuperação desse ente tão querido chamado Fluminense. É como aquele paciente que está em coma na Unidade de Terapia Intensiva e os parentes insistem em não deixar o hospital enquanto o médico não der a alta. A boa notícia, tricolores, é que o doutor já avisou que o doente está pronto para voltar pra casa. A fé, o apoio e as orações de todos os tricolores deram certo.


O Fluminense vive! O Fluminense, somos todos nós que nesses últimos onze anos gritamos, cantamos, choramos e acreditamos que um dia tudo iria voltar a ser como nos tempos de Castilho, de Pinheiro, de Telê, de Rivelino, de Romerito e tantos outros.


O Fluminense de hoje só existe porque cada um de nós deu sua contribuição. Seja rezando em casa, seja berrando nas arquibancadas dos estádios, seja apenas tirando a camisa da gaveta e mostrando ao Mundo que somos tricolores.


Ainda faltam muitas rodadas para o fim desse Brasileirão. Mas de uma coisa eu já sei. Esse Fluminense é o Fluminense que eu sempre sonhei ver. E como diria uma musiquinha antiga, dos tempos do Casal 20, “graças a Deus eu nasci foi tricolor”.