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sexta-feira, 26 de julho de 2013

O movimento "Vasco Dívida Zero" deveria inspirar os torcedores de outros clubes!


Caros leitores,

Havia lido rapidamente há algum tempo sobre um movimento vindo lá da Colina que tem como principal propósito quitar todas as dívidas vascaínas junto à Fazenda Nacional inscritas em dívida ativa da União. Fiquei curioso e resolvi buscar mais informações sobre o assunto e até resolvi dedicar algumas linhas aqui.

Me chama muito a atenção uma iniciativa como essa pois demonstra total envolvimento do torcedor vascaíno com a rotina de seu clube bem como a preocupação, principalmente, em ficar livre das pendências e obter a certidão negativa de débitos o que possibilitaria obter recursos diversos juntos ao Estado, incluindo aí cotas de publicidade.

No início da campanha o clube possuia 17 dívidas ativas que acumulavam um passivo de mais de R$ 52 milhões de reais. O objetivo dos idealizadores desta campanha é liquidar uma a uma as 17 dívidas atuais do clube sem que qualquer quantia doada pelos torcedores passe pelas mãos de terceiros.

O Valor pago até o momento é de R$ 532.275,00 e o movimento possui 13242 torcedores cadastrados no site. O Estado do Rio de Janeiro encabeça a lista de pagamentos com valor em torno de R$ 340.075,00 e Minas Gerais aparece com R$ 19.540,00. Em segundo lugar aparece o Distrito Federal com R$ 30.350,00 pagos até agora.

A iniciativa é louvável e deveria inspirar torcedores e gestores de outros clubes a agirem da mesma forma, com total transparência. Por outro lado, esses mesmos fanáticos que tiram do próprio bolso seu dinheiro para quitar esses débitos podem e devem cobrar maior responsabilidade e transparência dos gestores de seu clube na administração e contabilidade, afinal de contas o endividamento não pode ser eterno.

Para os vascaínos, o site do "Vasco Dívida Zero" é esse aqui e os dados que utilizei para escrever esse post retirei da própria página da campanha: http://www.vascodividazero.com.br/

Parabéns a esses torcedores!


segunda-feira, 22 de julho de 2013

Esse time é cascudo!


Caros Alvinegros,

Tive uma boa sensação após o jogo contra o Náutico. Desconfio que, esse ano, as coisas parecem estar se desenhando de uma maneira bem diferente. Obviamente precisamos sempre ter um pé atrás afinal de contas "existem coisas que só acontecem com o Botafogo". Ou aconteciam? Não sei. Eu disse lá no início: "parecem".

Temos esse ano, enfim, uma equipe muito mais madura e cascuda, que parece não se assustar com times retrancados (Náutico), o atual Campeão do Mundo (Corinthians), o atual Campeão Brasileiro (Fluminense) e o Grêmio, no seu temido campo de jogo. Nosso time se saiu muito bem contra todas essas equipes que, à exceção de Náutico, que deve cair pra Segundona, devem brigar o ano todo pelas primeiras colocações.

Além disso tudo estamos conseguindo repor perdas importantes em nossa equipe. Vitinho, quando não prende demasiadamente a bola normalmente se sai bem nos jogos e Gilberto não se acovardou em sua estréia em Brasileirões, desempenhou bem seu papel na lateral direita. Boa promessa.
E se Vitinho não vai bem, temos Elias!

E, pra fechar, afinal de contas botafoguense que se preza é supersticioso de nascença, terá sido a reencarnação de Biriba a invadir nosso campo de jogo no último sábado?

Abraços!!!!!

domingo, 18 de novembro de 2012

Foi bonita a festa, pá... continuação


E o público pagante hoje foi 28.438! Como?! Se teve torcedor que passou horas na fila e saiu sem ingresso? Se a diretoria anunciou que os 36 mil postos a venda haviam sido vendidos? Alguém me explica? 

Aliás, se o Engenhão tem 45 mil lugares, porque nunca permitem jogos com mais de 40 mil pessoas? Não é um estádio "moderno", construído a apenas 5 anos? Significa então que o Maracanã, que encolheu para pouco mais de 70 mil lugares, não terá jogos para mais de 60, 65 mil pessoas? 

ST

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Foi bonita a festa, pá...


Tricolores e hereges de outras cores, 

Era pra ser só alegria. Mais um título brasileiro, recordes e etc. Nos bastidores, um aguardado programa de associação e melhorias na sede das Laranjeiras. Tudo isso contrastando com o caos administrativo e técnico em que se encontram nossos rivais. Fim de ano perfeito, não?

Não. Infelizmente não é bem assim. 

Torço muito pela administração atual. Não escondo. Acho que, apesar dos títulos, a gestão anterior, do Horcades, foi terrível para o clube. Até por isso, tenho grandes expectativas no trabalho do Peter. 

Mas a realidade teima em me desapontar. 

Primeiro foi a presença de Leandro Campinho comandando a festa do Tetra nas Laranjeiras. Para quem não lembra, Campinho agrediu Diguinho, ao invadir um treino em 2009, e ano passado perseguiu e ameaçou Fred, em um episódio que quase tirou o atacante do Flu. O que justifica sua escolha como mestre de cerimônias? 

As filas pelos ingressos do jogo de domingo também são inaceitáveis. A venda pela internet não funciona como devia, nas bilheterias desorganização, falta de informação, cambistas agindo livremente e desrespeito ao torcedor. A repetição de 2008 e 2010.

Diz a diretoria que tudo se resolverá com o novo programa de sócios. Será? Se na primeira semana, o site para cadastramento de novos sócios já entrou em parafuso. (Ainda sobre o novo programa sócio-torcedor: não entendi a limitação de 6 mil novos sócios. Título Brasileiro, Natal, 13º, vaga na libertadores, não era o momento de aproveitar a euforia para uma associação massiva?) 

O CT ficou pro fim ano que vem (será?). O equilíbrio das contas (prometido para esse ano) também não será atingido, mesmo com a venda do Wallace ou de mais alguma jovem promessa. O desrespeito do fornecedor de material esportivo com o clube continua o mesmo (o caso das camisas numeradas foi emblemático). E até a relação com o patrocinador não parece ter mudado tanto (basta ver as especulações de contratações para o próximo ano). 

Ainda acredito na atual administração. Mais do que isso, torço por ela. Apesar de não gostar de seu discurso “modernizante”, acho que ela tem muito a contribuir pro clube. Mas, confesso, já não sou tão otimista quanto antes. 

Já murcharam tua festa, pá 
Mas certamente 
Esqueceram uma semente 
Nalgum canto de jardim 

PS.: Pro ano acabar melhor, não custa torcer pela reeleição da Patrícia Amorim na Gávea. Isso sim seria uma boa notícia. 

ST

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Los caballeros de la angustia


Fiéis tricolores e hereges de outras cores,

A anti-notícia do fim de semana foi o tetra do tricolor. Digo anti-notícia porque não houve nenhuma surpresa nesse fato. Eu já havia vaticinado esse título na primeira rodada, e até mesmo os mais pessimistas torcedores já tinham vestido a faixa de campeão. A única pendência era saber se seria essa semana ou nas próximas.

Ainda assim, mesmo com toda a superioridade traduzida nos números, ainda apareceram uns “especialistas” desfazendo do melhor campeão da história. Primeiro era a arbitragem. Depois, quando os fatos desmentiram qualquer teoria conspiratória, passaram a valorizar o futebol dos nossos rivais em detrimento do Flu. A ladainha é sempre a mesma, “venceu sem convencer”, “o futebol do (Atlético, São Paulo ou Grêmio) é mais bonito, mais empolgante”, e por ai vai. Pura dor de cotovelo de quem não consegue ver o óbvio: o Fluminense atual é um daqueles esquadrões raros, marcados para vencer, e será lembrado em conversas de bar por décadas e mais décadas.

Para quem não entende a proposta de jogo do Flu, vale uma pequena palestra histórica. Já disse aqui que o Fluminense atual tem a cara dos grandes times argentinos, com muito aguante e frieza. Eis que, após essa crônica, encontrei-me com a seguinte passagem no livro Vencer ou Morrer, de Gilberto Agostino:

“Em Buenos Aires, La Máquina, como ficara conhecido o time do River Plate nos primórdios dos anos 40, fora encarada como uma das maiores equipes do mundo em sua época, contando com um esquema de jogo mágico e astros do porte de Muñoz, José Manuel Moreno, Adolfo Pedernera, Angel Labruna e Loustau. Para os torcedores, estes ficariam na lembrança como Los caballeros de la angustia, capazes de dominar o jogo por todo o tempo, mas ganhar por um placar apertado, geralmente com a diferença de um gol, deixando represada a sensação da vitória até o apito final.”

Assim foi o Flu. Eficiente, midiático (capaz de segurar audência mesmo em um jogo fácil, como o de ontem), traiçoeiro. Mas acima de tudo, TETRACAMPEÃO!!!! QUE VENHA O PENTA!

ST

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Contagem regressiva


5 – Esse será o nosso quinto título nacional. 4 brasileiros (70, 84, 2010, 2012), e mais o título da Copa do Brasil de 2007; 


4 – Em 2013 disputaremos pela 4ª vez em seis anos a Libertadores da América, consolidando-nos no cenário internacional. 

 3 – Com mais três vitórias o Fluminense chegará a 77 pontos, e se tornará a melhor campanha da história dos Brasileiros de pontos corridos, superando o São Paulo de 2007; 

2 – Se vencer as próximas duas partidas, o Fluminense superará também o seu recorde de vitórias consecutivas em Brasileiros. 

1 – 1 gol falta pro Fred atingir a marca de 100 gols com a camisa do Fluminense. 

0 – Zero é o número de vezes que o Fluminense foi vice no Brasileiro. Entre os 12 grandes (será que são mesmo 12?) somente o Fluminense e o Flamengo podem se orgulhar de nunca terem fracassado na hora H. Já o Patético-MG tá acostumado a morrer na praia. Já foi vice 3 vezes (77, 80 e 99) e terceiro outras 7 vezes (70, 76, 83, 86, 87, 91 e 96). 

ST

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A inveja é uma merda!



Tricolores e hereges de outras cores, 


A imprensa “especialista” não se cansa de ver defeitos em nosso time. Dizem que o Fluminense faz a melhor campanha de todos os tempos apesar da zaga, apesar dos laterais ruins, apesar da má fase do Thiago Neves, apesar dos erros de estratégia do Abel... pura inveja. 

Tanta inveja (de jornalistas mulambos, lusos ou chorões) não permite que eles enxerguem o óbvio: esse não é um time montado pra disputar o Brasileirão. Brigaríamos pelo título mesmo se estivéssemos no campeonato inglês, alemão ou espanhol. Em campos brasileiros, lideramos com sobras. 

Isso porque o Fluminense atual foi pensado para vencer a Libertadores e até mesmo o mundial. Este ano uma infeliz coincidência de desfalques acabou nos derrubando antes da hora no torneio continental. Porém, assimilamos o golpe e nos tornamos mais fortes, ao incorporar a principal qualidade de nosso algoz. É impressionante a capacidade que temos demonstrado de suportar a pressão do adversário sem nos desesperarmos, sem desorganização. Essa frieza é o que os argentinos chamam de aguante

Nosso time atual tem muito aguante. Não se afoba, não perde a cabeça em momento algum. Ancorado em um goleiro confiável e um ataque venenoso, o Flu sabe que não precisa muito para vencer seus jogos. Basta uma chance. Traiçoeiro, o Flu arma uma arapuca para seus adversários. Já reparou que todo mundo acha que pode vencer o Flu? Que, depois do jogo, nossos adversários sempre dizem que jogaram melhor? 

Ilusão, meu bem, mera ilusão. O controle do jogo em nenhum momento deixa de estar conosco. Se o outro time ataca, e por que nós deixamos. Atraímos o rival para o nosso campo, e assim preparamos o contra-ataque fatal. 

2012 já acabou. Podemos deixar a humildade de lado e comemorar o Tetra. Nossa luta agora é apenas com a história, com os recordes que queremos quebrar. 

 2013 vem aí. Desta vez, tenho certeza que a Libertadores não vai nos escapar. 

ST

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cavalieri em dia de Batatais


Tricolores e hereges de outras cores,

Falar da tradição tricolor de grandes goleiros é chover no molhado. Marcos Mendonça, Castilho, Félix, Paulo Victor... Mas o jogo de ontem nos remete a Algisto Lorenzato Domingos, o Batatais, herói do lendário Fla x Flu da Lagoa.

Em 1935, o profissionalismo ainda era uma novidade no futebol brasileiro. O Flu, que não ganhava o carioca desde 1924, trouxe em uma só tacada, Romeu, Lara, Sandro, Machado e Batatais. Todos da seleção paulista. Dois anos depois ainda chegaria Tim. E com essa base paulista o Flu ganhou 5 campeonatos em 6 anos (tri em 36/37/38, e bi em 40 e 41).

A decisão do carioca de 41, disputada no Estádio da Gávea, é certamente um dos capítulos mais emocionantes dessa centenária rivalidade. Após estar vencendo por 2 a 0 e ceder o empate, o tricolor teria usado o expediente de chutar bolas na Lagoa Rodrigo de Freitas para segurar o resultado que lhe era favorável. Detalhe: o goleiro tricolor Batatais atuou boa parte do jogo com a clavícula deslocada, e mesmo assim garantiu o resultado com suas grandes defesas.

Batatais à frente do Flu, na decisão de 41

71 anos depois, outro goleiro paulista, também de sobrenome italiano, garante uma vitória importante do Flu sobre seu principal rival, mesmo após ter recebido um chute na garganta durante o jogo. Homenagem maior a Batatais não haverá.

ST

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O Flu e a imprensa esportiva

Tricolores e hereges de outras cores,

Passadas 26 rodadas o cenário é desolador: para os outros clubes. O Flu não é apenas o líder do Brasileirão de 2012, é o maior líder de todos os tempos. Nunca na história ninguém foi, a essa altura do campeonato,  tão líder. Com 56 pontos (4 de frente pro segundo), e mais de 70% de aproveitamento, temos ainda a melhor defesa, o melhor ataque e o artilheiro. Perfeito, né?

Pois a imprensa “especialista” briga com os números, e encontra defeitos às pencas no Flu. A revista paulista Placar, por exemplo, escala assim sua seleção do campeonato: Jefferson; Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Fábio Santos; Paulinho, Ralf, Juninho e Seedorf; Bruno Mineiro e Osvaldo. 3 jogadores do vice-líder, 3 do Corinthians (oitavo), 2 do Botafogo (sexto), 1 do Vasco (terceiro), 1 do São Paulo (quinto), e até 1 da Portuguesa (décimo terceiro!). Nenhum jogador do maior líder de todos os tempos. Dá para acreditar?!

Mas não para por ai. André Rizek (comentarista da SportTV) classificou recentemente nossa dupla de zaga, a menos vazada em 2010 e também este ano, de horrorosa.

Para completar, tratam o erro do árbitro a nosso favor (no último jogo, contra o Náutico) como o maior roubo da história do futebol, uma prova irrefutável de teorias conspiratórias fantasiosas (o que mais dizer da tal “denuncia” do Kajuru?). Se esquecem que o Flu foi prejudicado pela arbitragem contra o Santos, Coritiba, Cruzeiro e Atlético-MG. Se esquecem que jogamos contra o Corinthians com o corinthiano Sandro Meira Ricchi no apito. Se esquecem que o Atlético-MG foi beneficiado contra o São Paulo, contra o Atlético-Go, e em outros tantos jogos onde jogadores adversários são estranhamente expulsos (segundo levantamento da Flusócio, desde o segundo turno do ano passado – quando o time mineiro estava para cair - o atlético teve 21 adversários expulsos em 45 jogos . Quase 1 a cada dois jogos).

Como explicar tamanha miopia?

ST

domingo, 9 de setembro de 2012

Primeiríssimo!


Tricolores e hereges de outras cores, 


Devo confessar-lhes: a euforia já não me deixa dormir. Desde a última quinta-feira a certeza do título deixou de ser algo retórico, abstrato, para se tornar concreto, palpável. Já não pensamos no tetra em termos de potencialidades ou promessas, a partir de agora vivemos dias de confirmações. 

Desde o princípio do campeonato, era evidente que o Fluminense era candidatíssimo ao título. Todos apontavam-nos como uma equipe forte, com o melhor elenco do Brasil. Mas daí até a liderança vai uma distância enorme. O primeiro colocado tem sempre uma responsabilidade a mais. A visibilidade expõe seus defeitos e atiça a inveja alheia. É preciso ter coragem para ser líder. 

Basta lembrarmos do Vasco no campeonato passado. Quantas oportunidades a equipe lusitana teve para assumir a ponta? 15? 20? Pois falhou em todas. A verdade, meus amigos, é que embora fosse uma equipe sólida, bem montada, faltava aos vascaínos a audácia necessária a um campeão. Os jogadores cruz-maltinos temiam a liderança. Talvez não se sentissem preparados, talvez estivessem confortáveis no segundo lugar, não sei. Só sei que o Brasileiro de 2011 poderia ter durado 20 anos, e mesmo assim o Vasco nunca seria líder. 

Pois o Fluminense mostrou não temer a dianteira. Mais do que isso, mostrou que a liderança é a sua eterna vocação. Em pleno 6 de setembro (dia do barbeiro e do cabeleireiro) fizemos barba, cabelo e bigode. Ganhamos o jogo e assumimos a ponta no campeonato e em quase todos os seus quesitos técnicos: melhor ataque, melhor defesa, melhor saldo de gols e artilheiro. 

O jogo de hoje foi a redenção. No campo do adversário, perdendo jogador por lesão com 5 minutos de jogo, com o juiz atrapalhando, com chuva, com frio... nada foi capaz de deter-nos. Foi uma vitória na raça, brigada, típica de um time que recusa ser batido, recusa o segundo lugar. Sei que Atlético-MG e Grêmio também fazem boas campanhas, históricas até. Pois deram azar. Gastaram suas fichas no ano errado. Este ano o título já tem dono: é nosso e ninguém tira. 

Na sequência a tabela nos reserva Portuguesa (no Canindé), Atlético-GO e Náutico (em Volta Redonda). Vamos em busca dos 9 pontos, para isolarmos ainda mais na dianteira. Pra cima deles, Fluzão! 

ST

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Flu contra o dragão da maldade


Tricolores e hereges de outras cores, 


Vivemos dias históricos. Aguardamos, ansiosos, o desfecho do julgamento do mensalão. Será que o bem vencerá o mal, pelo menos desta vez? Os vilões serão presos? Um homem negro, de capa preta, se transformará no novo herói nacional? 

No futebol também temos nossos embates, nossos juízes, nossos vilões. O jogo de hoje colocou frente a frente dois opostos, mais antagônicos do que nunca. 

De um lado um time pressionado, cheio de vontade e de responsabilidade. Precisando e desejando vencer. Querendo jogar futebol. 

Do outro, um time relaxado, apenas cumprindo tabela. Mas engana-se quem pensa que essa despreocupação se refletiu em futebol bonito, colorido, e leve. O nosso adversário de hoje era cinza, e cinza foi o seu futebol. Retranca, provocações, cera desde o primeiro minuto de jogo, faltas sucessivas... Uma aula de anti-futebol. 

O juiz, que não vestia capa preta, preferiu se omitir. Assistiu a tudo passivamente, com uma preguiça digna de Jorge Amado ou Dorival Caymmi. Caminhando tranquilamente, não ruborizou diante do triste espetáculo que ajudava a produzir. 

O resultado foi um verdadeiro roubo. Não apenas ao Fluminense, que precisava jogar e não teve o seu direito garantido, mas a todos aqueles que assistiram a partida. Nos preparamos para 90 minutos de futebol e tivemos uns 25, talvez menos. Cada tiro de meta demorava 5 minutos. Qualquer adversário, quando esbarrado, desmoronava, e parecia sofrer mais que mãe de moto-boy. 

No fim, o empate não foi nenhuma tragédia. Evitou, pelo menos, uma injustiça maior. Mas não posso deixar de pensar: Algum dia, teremos um herói, de capa preta ou não, que goste de futebol, e que impeça esse verdadeiro estelionato de futebol? Ou teremos que nos acostumar, achar que isso é normal, coisa de “time moderno”? 

 ST

sábado, 25 de agosto de 2012

A camisa faz diferença

Tricolores e hereges de outras cores,

Recentemente levei minha sobrinha para ver um jogo do Flu. Intrigada com os palavrões e impropérios que eu gritava a todo instante durante a partida a menina, no alto dos seus 8 anos, me indagou: 

- Porque você grita tanto? 
- Quem você acha que ganha o jogo? Devolvi a pergunta. 
- Os jogadores. Me respondeu. 
- Pois te enganas. Nós, aqui da arquibancada, ganhamos os jogos. Os jogadores apenas seguem nossas ordens. 

Cito esse diálogo real para exemplificar que, certas coisas, só não são óbvias para crianças de 8 anos de idade. Qualquer um que tenha mais de uma década de vida deve saber que, no futebol, campeonatos são decididos em detalhes: um grito, um cara e coroa, uma camisa. No caso da partida de hoje, diria que não foi apenas a camisa, mas as camisas. 

O Fluminense venceu porque seus jogadores entraram em campo com a camisa 1, de Félix. Venceu também porque Thiago Neves resolveu trocar o número 7, lazarenta, pelo 10. Venceu ainda porque os 114 anos recém completos do rival, celebrados pela camisa do seu principal jogador, não poderiam passar sem nosso carimbo. E, principalmente, venceu porque desde os primórdios do futebol, o Fluminense sempre vence o Vasco quando é realmente necessário. 

Reparem, meus amigos, que todos nossos títulos brasileiros contaram com vitórias sobre os lusitanos. Em 70, 3 a 1 (gols de Flávio, Silveira e Marco Antônio). Em 84, Romerito decidiu a nosso favor, no primeiro jogo da final. Em 2010, Tartá fez a festa. E hoje foi a vez de Thiago Neves. 

Incluo o jogo de hoje no rol de vitórias que resultaram em títulos para destacar o óbvio: O Fluminense será o campeão brasileiro de 2012! 

Não se iludam com a campanha do Atlético Mineiro. Ao clube de Belo Horizonte falta esse detalhe essencial no futebol: camisa. Com isso, não quero dizer que o irmão/empresário do Ronaldinho saqueará o clube, levando de lá várias peças de vestuário, como fez recentemente na Gávea. Mas sim que o clube das veredas, pelo seu histórico de conquistas, não pode ser considerado grande. Em mais de 100 anos de história, o Galo só ganhou um título importante. É, portanto, menor que o Botafogo, o Bahia e o Sport. É, no máximo, um clube médio, como o Coritiba, Atlético-PR e o Guarani. Com uma diferença significativa: o título de 71 foi conquistado com a ajuda de um jovem técnico visionário. Por mais que tenhamos muito carinho pelo Cuca (e temos!), alguém ai acha que ele é um novo Telê? 

Que venha o segundo turno! 

ST

domingo, 5 de agosto de 2012

4 pra valer 2


Tricolores e hereges de outras cores, 


No jogo de hoje, mesmo sem ser brilhante, o Flu marcou ainda na fase inicial, com Wellington Nem, e depois mais três vezes na etapa complementar (o primeiro gol contra, o segundo do Fred e o terceiro do Thiago Neves). 

Placar final 4 a 0, certo? Errado. Apenas dois dos quatro gols citados foram confirmados pelo árbitro. Sem contar um impedimento absurdamente mal assinalado, que parou um lance claríssimo de gol a nosso favor. 

Porém, meus amigos, não há o que lamentar. Como já disse aqui diversas vezes, time que quer ser campeão precisa ganhar não só dos adversários, mas também da arbitragem, da janela de transferência, da CBF, etc. Não tem desculpa. 

Foi assim em 2010. Superamos os adversários, a festa armada pro centenário do Curintia, o fechamento precoce do Maracanã... Aquele time, comandado pelo Super Mouse Muricy, jogava feio, passava aperto, mas acabava ganhando de 1 a 0. 

O time desse ano é melhor. Embora não tenha feito nenhuma grande atuação até aqui, tem mostrado uma zaga firme (a menos vazada do campeonato) e um ataque eficiente(o segundo melhor). Temos tudo pra seguir vencendo. Mesmo que seja necessário marcar quatro vezes pra valer duas. 

Faltam 5 jogos pro final do turno. 11 pontos devem ser suficientes pra nos dar o título simbólico de campeão do turno e nos deixar no caminho certo para o tetra. 

Pra cima deles, Fluzão! 
ST

terça-feira, 31 de julho de 2012

Rapidinhas


Tricolores e hereges de outras cores, 

Pra não dizerem que eu não falei nada, deixo comentários rápidos sobre o nosso último jogo. 

Arbitragem:
Quem não assistiu ao jogo todo pode achar que o pecado do árbitro foi apenas o gol mal anulado (em lance difícil, diga-se de passagem). Mas a verdade é que ele veio pra empatar o jogo. Apitava qualquer coisa no meio campo, e nada perto da área. Na dúvida, dava sempre pró-defesa (contrariando o que pede a FIFA). Marcou umas 30 faltas de ataque, a maioria delas inventadas, o chamado “perigo de gol”. 

Mando de campo:
O árbitro registrou ofensas na súmula e o Flu pode até perder o mando de campo. E daí? Alguém se importa? Desde o fechamento do Maracanã, em 2010, que o Flu não joga em casa. Além disso, se jogarmos no Espírito Santo, em Brasília ou na Paraíba, por exemplo, teremos mais apoio das arquibancadas do que estamos tendo agora. 

Digão:
Abel elogiou muito a atuação do Digão como volante. Ele cumpriu bem o que lhe foi pedido, é verdade. Marcou com firmeza e seriedade. Mas com ele, o time perde em mobilidade no meio. Fica mais previsível na criação. 

Líder, até quando?
Cuca compete com Celso Roth pelo título de maior especialista em cavalos paraguaios do futebol brasileiro. Em 2007 disparou na frente com o Botafogo. Chegou a ser líder com uns 10 pontos de vantagem pro segundo, mas perdeu o fôlego... Ano passado ganhou até o troféu “Boston Medical Group”, oferecido por esse blog, por seu começo de ano arrasador pelo Cruzeiro que mais uma vez deu em nada. Porque esse ano seria diferente? 

ST

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Os 4 pecados de Abel


Tricolores e hereges de outras cores,

Tenho andado sem tempo pra escrever, mas otimista com o tricolor. Tenho notado o time com uma consistência, um equilíbrio maior do que o dos últimos anos. Isso está refletido nos números: Temos a melhor defesa e o segundo melhor ataque do campeonato.

Mas antes que eu tivesse tempo de tecer esses elogios, o Fluminense me desmentiu.

Abel cometeu ontem 4 erros fatais, que nos valeram a primeira derrota no campeonato. O primeiro deles, menos grave, foi o de escalar o time em um esquema novo, com 3 zagueiros e 2 volantes. Digo menos grave porque, em um primeiro momento, eu também pensei que poderia dar certo. Mas, após o primeiro tempo, eu já não tinha a mesma fé. E esse foi o segundo erro: talvez confiante na conversa do vestiário, Abel voltou com o mesmo time pro segundo tempo.

Gravíssimo, porém, foi o terceiro erro: não mudar o time após os primeiros 15 minutos do segundo tempo. Ali estava claro que o time não tinha melhorado, que a pressão do adversário se tornava cada vez maior, e que o gol adversário era questão de tempo. Abel esperou ver a casa arrombada pra tomar providência.  

E ai veio o último erro. As mexidas foram péssimas, bagunçaram tudo. Abel encheu o time de atacantes, e sem ter um meio-campo capaz de fazer a bola chegar até eles, passou a apostar na ligação direta. A desorganização era tanta que no fim Leandro Euzébio (nosso único zagueiro em campo) se mandava pro ataque enquanto o Wagner ficava na zaga... Assim como acontecia no ano passado, começamos o jogo cheio de zagueiros e terminamos cheio de atacantes.

Vida que segue. Não há motivos para preocupação. 25 pontos em 12 jogos é uma excelente marca. Se continuarmos com esse aproveitamento até o fim do campeonato, certamente seremos campeões. Até porque os dois times que estão na nossa frente têm tradição de entregar a paçoca no final.

ST

P.S.: Que tal um selecionado do RJ, com Jeferson, Leo Moura, Gum, Dedé e Felipe. Renato, Seedorf, Juninho e Deco. Wagner Love e Fred? 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Histórico da 10ª Rodada


Meus comentários sobre a goleada de hoje, só amanhã. Por hora, relembro como estavam os campeonatos passados na altura da décima rodada. 


2003 – 10ª rodada
Cruzeiro
21
Santos
18
São Paulo
18
Atlético-MG
17
16º
Fluminense
13

2004 – 10ª rodada
Criciúma
18
São Caetano
18
São Paulo
18
Cruzeiro
18
11º
Fluminense
14

2005 – 10ª Rodada
Ponte Preta
23
Fluminense
20
Inter
19
Santos
18


2006 – 10ª Rodada
Cruzeiro
21
Inter
21
São Paulo
20
Fluminense
19

2007 – 10ª rodada
Botafogo
21
Goiás
19
São Paulo
18
Palmeiras
17
10º
Fluminense
14

2008 – 10ª rodada
Flamengo
23
Vitória
20
Cruzeiro
18
Grêmio
18
20º
Fluminense
6

2009 – 10ª rodada
Atlético-MG
21
Inter
20
Vitória
19
Palmeiras
19
18º
Fluminense
10

2010 – 10ª rodada
Fluminense
22
Corinthians
21
Ceará
19
Inter
16

2011 – 10ª rodada
Corinthians
28
São Paulo
21
Flamengo
20
Palmeiras
19
12º
Fluminense
12

2012 – 10ª rodada
Atlético-MG
25
Vasco
23
Fluminense
22
Grêmio
18

Notas:

Entre os líderes na 10ª rodada, apenas Cruzeiro (2003), Fluminense (2010) e Corinthians (2011) acabaram campeões.

Em 2004, 2005, 2008 e 2009, os campeões sequer estavam entre os 4 primeiros, a essa altura do campeonato.

Pela primeira vez, na história dos campeonatos de pontos corridos, o Flu chega invicto à 10ª rodada.

A pontuação atual do Fluminense é semelhante a de 2010 e superior a todos os outros anos.

ST