
Cruzmaltinos desse planeta,
acabo de chegar do estádio e vou escrever antes de ver qualquer tipo de tira-teima ou coisa do tipo: é a impressão bruta.
O friozinho e a chuva fina espantaram parte do público que era esperado, fazendo com que o Caldeirão ficasse pela metade. E parece que o clima de "50%" contaminou o time. No primeiro tempo, o Vasco tomou um sufoquinho inicial, garantido pela zaga do horror Renato e Rodolfo, mas logo se situou e começou a jogar bem. Alecsandro errava muito, mas atribuo isso à tentativa tola de jogar fora da área, fazendo o papel de pivô. O careteiro não sabe fazer isso, e é uma bobagem queimá-lo com isso. O lugar do camisa 9 é dentro da área, e assim que teve a oportunidade, foi lá e marcou. Outro que destoava - negativamente - no campo de ataque era Diego Souza. Jogava enfiado, sem dar melhores possibilidades para Tiago Feltri - que já não é dos mais brilhantes. Ele NUNCA ia pros espaços vazios, sempre buscando se enfiar no meio dos zagueiros... E não é que numa dessas ele me acha um chapéu e faz um lindo gol!? Por mais que estivesse mal (e estava mesmo), esse já é o quarto gol que vejo Diego Souza fazer na Colina Sagrada e ele tem meu voto de confiança por isso. 2x0, o Vasco dominava, tudo ia bem...
Veio o segundo tempo, e o Vasco continuava melhor. O juiz chegou a dar um pênalti na primeira cagada de Fagner no jogo, mas o bandeirinha milagrosamente nos salvou, apontando impedimento. O ruim é que era um pênalti infantil, aos moldes de alguns que ele já cometeu no Carioca que acabou de passar. O pior é que não seria o único erro do lateral na noite de hoje. Poucos minutos depois, o juiz deixou de dar um pênalti claro em Diego Souza. O camisa 10 recebeu dentro da área e só não marcou porque foi agarrado com as duas mãos por um argentino. Foi o último lampejo de bom futebol que o Vasco apresentou. Dali pra frente, o que estava fácil virou drama.
Quase simultaneamente, Fagner errou na marcação - facilitando a vida do 10 grenate, que dominou e bateu de dentro da pequena área, diminuindo o placar - e Cristóvão começou a mexer no time, talvez com medo de que a má atuação do lateral direito o ofuscasse. No primeiro tempo, já havia tirado Rômulo (que sentiu) pra colocar Eduardo Costa. Porém, a paciência acabou quando saiu o Felipe bom para a entrada do Felipe ruim. Aliás, ruim não: Bastos! Esse jogador é um mistério, merecia um Globo Repórter para ser investigado mais a fundo. Ele chuta razoavelmente bem. Porém, marca mal e passa mal demais. No entanto, se coloca bem, recebendo muitas bolas no jogo, todas prontamente desperdiçadas. Não consigo entender como esse cara tem a coragem de se proclamar "jogador de futebol", e entendo menos ainda como alguém o escala para o Vasco. Nas arquibancadas, várias teorias eram tecidas... A que tinha mais força não pode ser publicada aqui porque esse é um blog-família... A real é que Felipe Bastos - tal qual Satan Goss - tem o poder de enfurecer a torcida e torná-la um monstro incontrolável. Nesse momento os primeiros gritos de "burro" já se faziam ouvir. Pra mostrar que gente burra não é Highlander - pode haver mais de um - parte da torcida pedia Carlos Alberto. O camisa 20 entrou e fez o que se esperava dele: Nada. Cisca pra cá, pra lá, mas objetividade zero.
O final do jogo foi um tormento. Aos 37 eu já rezava pra acabar. Quando o juiz apitou, agradeci ao senhor. Apesar da vitória, o clima na saída do estádio era ruim.
Que fique claro que eu confio na classificação. O time do Lanús é ruim demais e com a volta de Dedé a zaga deve melhorar exponencialmente. Mas tudo podia ter sido bem mais fácil. Ah! Podia...