
Meus amigos tricolores,
Que o Fluminense é mais time que o Zamora qualquer paralelepípedo da minha rua sabe. O problema é quando os jogadores se dão conta disso, e passam a jogar como se a vitória fosse apenas uma questão de tempo. Após duas ou três boas tramas no começo do primeiro tempo, o Flu passou a sofrer desse mal. Sabendo-se superior, passou a acreditar que não seria preciso suar para vencer. Assim, as disputas pela bola se tornaram mera formalidades, e o nosso ataque passou a ser parnasiano, buscando sempre o rebuscado, o belo. Tudo bem que a arbitragem prejudicou o Flu, deixando de dar um pênalti claro no W. Nem. Mas o Flu perseguia não o gol da vitória, mas sim uma obra prima, um gol para ser emoldurado e exposto no Museu de Arte Contemporânea de Niterói.
E o tempo passando... Intermináveis 70 e tantos minutos, que foram capazes até de animar o adversário, que já se engraçava perto da nossa área. Até que Abel resolveu se coçar. Botou em campo Lanzini no lugar do Thiago Neves (que já me parecia cansado com 25 minutos do primeiro tempo), e Rafael Sóbis no lugar do Wellinton Nem. E não é que, na primeira vez que tocou na bola, o nosso atacante roqueiro fez o gol da vitória? Não a pintura perfeita que se buscava, mas um gol simples, de falta, com desvio na barreira, que valeu ao Flu a classificação para a próxima fase e a manutenção dos 100% de aproveitamento. Só o necessário, nada mais do que isso.
Para os críticos e secadores de plantão vale destacar que o Flu, até aqui, tem jogado conforme a necessidade. Nada de espetáculo, é verdade, mas sempre o suficiente para chegar aos seus objetivos. E como já dizia Arnaldo Baptista: Give enough a chance (dê uma chance ao suficiente!).
ST