
Já disse aqui que alguns times grandes, embora joguem a série A, permanecem em uma série B psicológica. O Atlético, sem dúvida nenhuma, é um deles. Na verdade, nem sei se ainda podemos dizer que o Atlético é grande. Se levarmos em consideração a torcida, sim, o Galo é grande. Agora, se o critério for conquistas, o time mineiro (com apenas 1 brasileiro a longínquos 40 anos) pertence ao segundo escalão do futebol brasileiro, junto com Coritiba, Sport, Botafogo, etc.
Além disso, o Atlético está quase na zona de rebaixamento, com técnico ameaçado, torcida pressionando... Por tudo isso, não dá pra entender por que o Flu respeitou tanto o time mineiro. Com uma escalação equivocada (até quando o Abel insistirá nesse 4-5-1?), o tricolor não agrediu o time mineiro. Ficou aguardando, tocando a bola de lado, esperando sei lá o quê. Podíamos ter matado o jogo no primeiro tempo, quando o adversário estava nervoso e inseguro. Mas como nada fizemos, o Atlético foi ganhando confiança, se arriscando mais ao ataque.
No segundo tempo a coisa mudou de figura. O Atlético se lançou ao ataque, e mesmo sem muita qualidade, começou a rondar o gol tricolor. Nosso goleiro (que vem mostrando muita segurança, diga-se de passagem) já tinha sido obrigado a fazer uma ou duas defesas importantes, quando acabou acontecendo o inevitável.
Daí pra frente foi um bombardeio tricolor, com um festival de gols perdidos e cruzamentos errados. Aliás, essa é uma cena que tem se repetido à exaustão: nossos zagueiros e atacantes bons de cabeça na área, e o cruzamento vem por baixo. É impressionante como Carlinhos (principalmente), Mariano, Souza e Marquinho não conseguem acertar um cruzamento. No próximo treino, o Abel tem que separar esses jogadores e deixá-los de castigo, brincando de “cruzinha” até cansar. Garanto que será produtivo.
Independente disso, no fim ficou a impressão de que o Flu perdeu porque não teve gana de vencer. Faltou jogar como favorito, se impor como o atual campeão. Um tropeço imperdoável.