
sábado, 3 de dezembro de 2011
Um final melancólico

segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Mania de perseguição
Das várias manias dos torcedores, talvez a mais patéticas seja a mania de perseguição. Certos clubes se dizem sempre prejudicados e seus torcedores só ficam felizes quando podem repetir essa profecia do mal.
Quando eu morava em Porto Alegre, eu presenciei um caso bem interessante desse fenômeno. Em 2008 o Grêmio disparou na liderança do Brasileirão. Chegou a ter 10 pontos na frente do segundo. Pois, enquanto durou esse reinado, não se via um tricolor na rua. Porém, foi só o time da Azenha perder o primeiro posto para que pipocassem camisas e bandeiras por todos os lados. Acostumado ao discurso da perseguição, o torcedor gremista parecia incomodado, envergonhado até, com aquele sucesso todo, e se sentiu muito mais à vontade quando o time deixou os holofotes e ele pode resgatar as velhas teorias conspiratórias.
O mesmo acontece esse ano, com a torcida bacalhau. Ao invés de olhar pras limitações do seu time, pra incompetência que ele demonstrou nas diversas oportunidades que teve para assumir a liderança, ele se agarra a uma fantasia, criando até mesmo um site boboca, espécie de tamagotchi, bichinho virtual que se alimenta da imaginação e chororô desse tipo de torcedor.
A reclamação sobre o jogo de ontem é a prova inconteste disso. Vamos aos fatos:
No primeiro lance de ataque do Vasco, realmente houve um impedimento mal assinalado pela arbitragem. Não dá pra dizer, porém, que foi um gol mal anulado pois, quando o Diego Souza chutou, o jogo já estava parado. O juiz poderia até ter dado cartão amarelo pro vascaíno, assim como ele fez em jogada semelhante no segundo tempo. Além disso, estávamos no primeiro minuto da partida. Caso a jogada tivesse sido validada, o jogo seria outro dali pra frente. Dizer que o Vasco teria, simplesmente, um gol a mais no placar final (como faz o tal site de ficção) é simplesmente ridículo.
A reclamação do rigor dos cartões é ainda mais desvairada. O carrinho do Alan no Carlinhos é um lance simples, página 2 de qualquer manual de arbitragem. O vascaíno matou um contra-ataque tricolor com um carrinho por trás, sem a menor intenção ou possibilidade de atingir a bola. Vermelho direto. Até a geladeira aqui de casa sabe disso... E o que dizer desse menino, revelação do Brasileirão de 94, que cometeu pelo menos 4 faltas violentas e continuou em campo? Ora, se houve algum absurdo aqui, foi o fato de o Vasco ter terminado o jogo com 11 jogadores.
Por fim, o lance do gol tricolor foi absolutamente legal. O Fred tá parado, olhando pra bola, enquanto Renato [Aragão] Silva, vai recuando. Ao perceber que não chegaria na bola, e sentindo a presença do atacante atrás dele, Didi (o parceiro do Dedê) abre os braços e se joga pra frente (talvez com medo da fama de comedor do artilheiro). Em nenhum momento o jogador vascaíno foi empurrado ou coisa que o valha. Ele simplesmente se atira, tentando ludibriar o árbitro.
Assim, não há porque os vascaínos reclamarem da arbitragem. Ela em nada atrapalhou o Vasco no empate de ontem. É isso mesmo, meus amigos, no EMPATE. Isso porque, durante o chilique do banco vascaíno, os jogadores tricolores ficaram sabendo da vitória do Corinthians. Naquele momento o campeonato acabou. Sem nenhuma vocação pra vice, todo o resto do jogo passou a ser mera formalidade. Eu mesmo levantei do sofá e fui cuidar da vida. O que aconteceu daí por diante não tem a menor importância.
PS.: Estive uma semana sem internet, então não comentei posts passados. Mas achar que o Vasco tá com o time preparado pra Libertadores do ano que vem é piada, né?! Só se for pra Libertadores de master, ou alguém acha que esse meio-campo geriátrico aguenta mais uma temporada?
Por que que a gente é assim?
Comentário geral


domingo, 27 de novembro de 2011
Aprendam



Eu já sabia. Em janeiro, quando o Vasco estava mal no campeonato carioca, começando com derrotas para Resende, Nova Iguaçu e Boavista, eu apostei uma caixa de cerveja com o Daniel e outra com o Nando de que o Vasco terminaria o Brasileirão na frente deles. Não apostei com nenhum tricolor porque não consegui achar nenhum por ali. Parece que o Vasco naquele momento tropeçava somente para aumentar a empáfia de seus adversários. Tal qual um Rocky Balboa, o time parecia render mais nos momentos em que estava mais desacreditado. Em seus últimos escritos, meu irmão Renato pavoneava a "superioridade" do laranjal, se gabando da boa fase do artilheiro-surfista... Achavam que o Vasco já tinha dado o que tinha que dar...
Aprendam: O Vasco não é chamado de Gigante da Colina a toa.
Os matemáticos estimam que as chances do Corinthians ser campeão estariam em 88%, restando 12% ao Vasco. Sabendo como foi 2011, vocês TÊM certeza de que apostariam contra o Vasco?

tentaram mais uma vez nos parar no apito. No primeiro lance de jogo, anularam um gol legítimo do atacante PelÉlton. O time do laranjal parecia dotado de imunidade diplomática, enquanto os craques da cruz de malta eram punidos por qualquer esbarrão que dessem... Pela primeira vez, acredito que Cristóvão entrou com a escalação correta, e o bom desempenho da equipe na primeira etapa nos indica que eu estava certo. Porém, no intervalo, ao ver que nosso centroavante não estava com sorte, comentei que era jogo para Alecsandro. Ele não é nenhum gênio, mas já mostrou repetidas vezes que tem estrela. Com gols dele e de Bernardo, o Vasco tirou o doce da boca dos bandidos paulistas. Naquele momento, se eles têm algum juízo, já começaram a tremer.