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domingo, 5 de agosto de 2012

4 pra valer 2


Tricolores e hereges de outras cores, 


No jogo de hoje, mesmo sem ser brilhante, o Flu marcou ainda na fase inicial, com Wellington Nem, e depois mais três vezes na etapa complementar (o primeiro gol contra, o segundo do Fred e o terceiro do Thiago Neves). 

Placar final 4 a 0, certo? Errado. Apenas dois dos quatro gols citados foram confirmados pelo árbitro. Sem contar um impedimento absurdamente mal assinalado, que parou um lance claríssimo de gol a nosso favor. 

Porém, meus amigos, não há o que lamentar. Como já disse aqui diversas vezes, time que quer ser campeão precisa ganhar não só dos adversários, mas também da arbitragem, da janela de transferência, da CBF, etc. Não tem desculpa. 

Foi assim em 2010. Superamos os adversários, a festa armada pro centenário do Curintia, o fechamento precoce do Maracanã... Aquele time, comandado pelo Super Mouse Muricy, jogava feio, passava aperto, mas acabava ganhando de 1 a 0. 

O time desse ano é melhor. Embora não tenha feito nenhuma grande atuação até aqui, tem mostrado uma zaga firme (a menos vazada do campeonato) e um ataque eficiente(o segundo melhor). Temos tudo pra seguir vencendo. Mesmo que seja necessário marcar quatro vezes pra valer duas. 

Faltam 5 jogos pro final do turno. 11 pontos devem ser suficientes pra nos dar o título simbólico de campeão do turno e nos deixar no caminho certo para o tetra. 

Pra cima deles, Fluzão! 
ST

terça-feira, 31 de julho de 2012

Rapidinhas


Tricolores e hereges de outras cores, 

Pra não dizerem que eu não falei nada, deixo comentários rápidos sobre o nosso último jogo. 

Arbitragem:
Quem não assistiu ao jogo todo pode achar que o pecado do árbitro foi apenas o gol mal anulado (em lance difícil, diga-se de passagem). Mas a verdade é que ele veio pra empatar o jogo. Apitava qualquer coisa no meio campo, e nada perto da área. Na dúvida, dava sempre pró-defesa (contrariando o que pede a FIFA). Marcou umas 30 faltas de ataque, a maioria delas inventadas, o chamado “perigo de gol”. 

Mando de campo:
O árbitro registrou ofensas na súmula e o Flu pode até perder o mando de campo. E daí? Alguém se importa? Desde o fechamento do Maracanã, em 2010, que o Flu não joga em casa. Além disso, se jogarmos no Espírito Santo, em Brasília ou na Paraíba, por exemplo, teremos mais apoio das arquibancadas do que estamos tendo agora. 

Digão:
Abel elogiou muito a atuação do Digão como volante. Ele cumpriu bem o que lhe foi pedido, é verdade. Marcou com firmeza e seriedade. Mas com ele, o time perde em mobilidade no meio. Fica mais previsível na criação. 

Líder, até quando?
Cuca compete com Celso Roth pelo título de maior especialista em cavalos paraguaios do futebol brasileiro. Em 2007 disparou na frente com o Botafogo. Chegou a ser líder com uns 10 pontos de vantagem pro segundo, mas perdeu o fôlego... Ano passado ganhou até o troféu “Boston Medical Group”, oferecido por esse blog, por seu começo de ano arrasador pelo Cruzeiro que mais uma vez deu em nada. Porque esse ano seria diferente? 

ST

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Acontece


Fiéis tricolores,

Não vale a pena vociferar contra as arbitragens da Conmebol. Não mudará nada. Há 100 anos o Brasil joga um esporte diferente do resto do mundo. Aqui, e só aqui, não vale trombada, matar contra-ataque vale cartão amarelo, e qualquer contato mais ríspido é falta. Nem acho que é o caso de adotarmos o padrão internacional. Jogando diferente do resto do mundo ganhamos 5 copas e outra infinidade de títulos importantes. Time que quer ser campeão deve ganhar também da arbitragem.

Tampouco seria justo criticarmos nosso treinador. Não podemos esquecer que o Flu jogava hoje com 6 reservas e ainda assim foi superior. Se o Abel demorou a mexer, talvez tenha sido porque não tinha as melhores opções no banco (Wellington Nem está longe dos 100%, Marcos Júnior ainda é um menino, e Lanzini já tá com a cabeça no River).A zaga, tão criticada outrora, vem se mostrando cada vez mais firme, e o time vem ganhando uma consistência pra lá de satisfatória.

Os jogadores também não devem ser criticados. É claro que se esperava mais de alguns deles. Mas mesmo aqueles que não estavam em uma boa noite (e há alguns que há muito tempo não sabem o que é uma boa noite) se entregaram, lutaram como puderam.

A verdade é que o Flu não merecia perder. O Boca atual, insisto, é menos time que o Botafogo. Vive de lampejos do Riquelme (que hoje se limitou a passes para o lado e pra trás) e pouca coisa mais. Mas nenhum time do mundo perde 6 titulares impunemente.

Ao Flu faltou saber definir o jogo quando teve a oportunidade. Faltou um pouco de sorte, talvez. É pena, mas acontece. O futebol (como a vida) nem sempre é justo.

Agora é esquecer e seguir adiante, pois domingo já temos o Figueirense pela frente e vamos em busca do tetra no brasileirão. Vida que segue.

ST

quinta-feira, 15 de março de 2012

Com gosto de derrota


Cruzmaltinos desse planeta,

o resultado não foi ruim. Como eu havia dito, a vitória do Alianza sobre o Nacional nos colocou numa situação em que um empate nos deixaria na segunda posição do grupo, com 1 ponto a mais sobre os adversários. Porém, por tudo que foi o jogo, o Vasco saiu de campo sentindo um gosto amargo de derrota. Podia ter sido mais fácil, se o time tivesse mantido o ímpeto do início da partida, onde vimos um Vasco indo pra cima do Libertad sem tomar conhecimento dos paraguaios. O 1x0 na cabeçada de Diego Souza foi pouco, podíamos ter virado o primeiro tempo com pelo menos mais uma bola na rede. Aí, veio o intervalo, e com ele uma ligação direta entre a presidência da Conmebol e o vestiário dos árbitros... Pois só isso explica a atuação do chileno de amarelo no segundo tempo. As expulsões foram corretas, não é isso que questiono. Porém, ele deixou o pau quebrar e não marcou seguidas faltas contra o ataque cruzmaltino. Só marcava quando era lance escandaloso, pra cartão, mas aí não mostrava a desejada tarjeta para os gringos. Diego Souza deu a cotovelada infantil logo após ser agredido pela décima quinta vez. Não justifica, mas explica. Os paraguaios perderam Nuñez no final do jogo, talvez para o juiz argumentar que fez justiça, mas não desce. 
Em São Januário, o Vasco deve jogar como no início para garantir vitória e liderança no grupo. Não importa se jogaremos contra 11 caras de listrado e mais 3 de amarelo. Vitória é obrigação.



***

Cristóvão continua fazendo das suas. Primeiro, colocou Juninho no jogo do vale nada carioca contra o Madureira e o poupou na partida importante da semana. Durante o jogo, substituiu mal, colocando 3 zagueiros em campo no segundo tempo, justo quando o que precisávamos era de velocidade para sair no contra-ataque... Deixou pra colocar Allan no finzinho, insistindo com o medonho Rodolfo... E segue a sina de ter um time bastante técnico sem, no entanto, ter um técnico de verdade...

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Metade do time ontem reclamava de cãibras ao final do jogo. Estamos em março. A temporada está só começando. Ou o preparo físico está mal feito ou os jogadores precisam ser poupados em mais partidas do carioquinha. Mais provável que o melhor seja tomar as duas medidas. 

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Foi bom ver o garoto Rômulo de volta ao campo ontem. Não, ele não entrou bem, quase entregando lances fáceis. Coisa de quem está sem ritmo de jogo. Isso seria minimizado se Cristóvão tivesse aproveitado os amistosos oficiais da FERJ para condicionar o rapaz... Mas, apesar dos pesares, foi uma boa.

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Willian Barbio tem velocidade, mas não tem experiência e não sabe segurar a bola no campo de ataque. Me fez pedir por Chico Bento. Não o perdoarei por esse crime.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Passeio em Campos

Amigos tricolores,

Foi-se o tempo em que jogar contra o Americano, lá em Campos, era uma pedreira. O time do Caixa D’água (presidente da FERJ entre 86 e 2006) tinha sempre o campo esburacado e o trio de arbitragem a ser favor. Hoje os tempos são outros. O juiz até apitou um pênalti pro Flu (aleluia!). É verdade que depois expulsou o Rafael Moura injustamente. Mas, sinceramente, desta vez eu alivio a barra do homem de preto. Na hora eu achei que ele tava certo. Só com o replay percebi o teatro do jogador do Americano, que enganou ao árbitro e a mim. Mas o Flu foi valente e teve a cabeça no lugar pra virar um jogo que não tinha porque ser difícil, mesmo com um a menos.

Mas se o jogo de hoje não merece maiores comentários, encontrei na internet um vídeo interessante, que mostra um outro time muito beneficiado no período do Caixa D’água...

P.S: Boca Jr. e Corinthians empatam na Venezuela. Vasco perde em casa. Santos perde fora. Alguém ainda duvida que a estréia do Flu na Libertadores foi boa?

ST

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O que deve mudar no futebol? (Ou "o que aprendi com o Rugby")


Cruzmaltinos desse planeta,

há já algum tempo venho falando da arbitragem brasileira que é vergonhosa. O Vasco foi claramente prejudicado pelos assopradores no Brasileirão 2011, mas qual foi a reação dos demais clubes? Minimizaram. Chamaram de "chororô". Aí, no primeira clássico em que o Vasco é beneficiado, os mesmos que nos ridicularizaram vêm engrossando a voz falando que existe um complô. Menos. Bem menos. A atuação do juiz foi ruim, mas não foi muito diferente do que vem sendo mostrado pelos assopradores em todos os jogos dos campeonatos nacionais. Nos acostumamos com a mediocridade. Sempre fui contra a utilização de recursos eletrônicos nos jogos, mas hoje em dia já mudei de opinião. Os árbitros são tão fracos que toda ajuda possível é válida. Porém, os torcedores do Fluminense têm que tomar vergonha na cara e entender que dor de barriga não dá uma vez só: hoje somos nós, amanhã podem ser vocês.

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Os tricolores reclamam de dois pênaltis. O primeiro é uma daquelas infrações interpretativas. A maioria dos juízes brasileiros apitaria se fosse fora da área, mas jamais se fosse pra dar pênalti. Sulamericanos e europeus não dariam nada, em lugar nenhum do campo. Pra mim, o lance até merece a polêmica, mas não foi pênalti. O segundo foi pênalti claro, não há o que se discutir. Porém, os erros mais graves do juiz acabam aí. O erro de escanteio é algo que acontece. Já vimos acontecer dezenas de milhares de vezes. O que aconteceu a seguir, infelizmente, também é comum. Uma coisa que aprendi jogando rugby é que a decisão do juiz é soberana. Não se discute com o juiz, não se questiona suas marcações. No máximo, se lamenta. Jogador de futebol tem a burrice suprema de achar que pode discutir em cada marcação do árbitro. Pra mim, cartão amarelo por reclamação é o segundo tipo de cartão mais estúpido que um jogador pode levar (só perde pra cartão em comemoração de gol, quando jogador tira a camisa mesmo sabendo que é proíbido). O futebol podia aprender com seu primo que o jogo se joga calado. Na Copa do Mundo de 2007, a Nova Zelândia foi eliminada graças a um try surgido em uma jogada irregular e nenhum jogador se dirigiu ao árbitro (aliás, isso é algo que precisa ficar claro: o uso da tecnologia só auxilia em lances capitais, tipo se a bola entrou ou não. Querer que a arbitragem consulte o vídeo a cada falta ou impedimento é uma loucura). Essa é uma das coisas que o futebol podia importar do rugby.

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Outra coisa: se o jogador brasileiro não tivesse tanto a mania de se atirar dentro da área simulando falta, menos vezes o juiz teria que duvidar de seus olhos e ficar se questionando se foi ou não falta. A "malandragem" de querer driblar a regra o tempo todo faz com que os justos paguem pelos pecadores.

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Se mudassem essas duas coisas no futebol, acho que o impacto seria bem maior do que se colocassem arbitragem de vídeo nas partidas.


(pra quem entende inglês, clique aqui para ampliar)
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O maior prejudicado nessa história toda foi o Vasco. O Vasco venceria o Fluminense facilmente se estivesse com seu time principal em campo, isso é fato. Com o mistão, também podia vencer. Agora vamos ter que ouvir tricolores inventando 1000 desculpas pra justificar a derrota que todos sabiam que era inevitável.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Vergonha!

Amigos tricolores e secadores de outras cores,

Assim como aconteceu na Bahia, a greve da PM no Rio também é aproveitada por criminosos.
Pra não falarem que é choro de torcedor, passional e tal, reproduzo abaixo o post do Juca Kfouri, corinthiano, sobre o jogo de hoje.

"Vasco e apito batem no Flu - Juca Kfouri

O Vasco segue 100% na Taça Guanabara.

Diante de menos de 8 mil pagantes no Engenhão o time cruzmaltino livrou-se de uma bela sapecada no primeiro tempo, quando Thiago Neves abriu o placar logo aos 7 minutos, Fernando Prass fez milagre para evitar a ampliação do placar e o árbitro deixou de marcar um pênalti claro de Dedé (que não está o mesmo do ano passado) em Fred.

Para o segundo tempo o Vasco voltou melhor, capaz de equilibrar o jogo apesar de ainda envolvido pelo toque de bola superior do tricolor, com seu quarteto Deco/Rafael Sóbis/Thiago Neves e Fred.

Aos 15, Alecsandro aproveitou-se de uma bela descida e cruzamento de Fágner pela direita e empatou.

Em seguida o mesmo Fágner fez um pênalti ainda mais claro em Carlinhos que o de Dedé em Fred, não marcado pelo cegueta do apito.

E para azar do péssimo árbitro e maior ainda do Flu, aos 32, Alecsandro subiu no primeiro poste e cabeceou a bola, de escanteio batido por Bernardo, de maneira inapelável.

Diego Cavalieri já tinha feito um milagre em arremate do mesmo Alecsandro minutos antes, à queima-roupa.

De tão ruim, e depois de dar oito amarelos aos tricolores, além de não ter dado um escanteio claro para o time das Laranjeiras aos 40, o assoprador de apito acabou por expulsar Edinho e Fred, aos 43 e aos 45.

Daí quase o Vasco ampliou para 3 a 1.

Mas nem precisava para garantir sua quinta vitória em cinco jogos."

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

2011=2005


Cruzmaltinos desse planeta,

hoje o papo é rápido porque - assim como o futebol - estou de férias. Acompanhar essa Copa SP de Juniores é tipo aqueles viciados que quando acaba o cigarro ficam no cinzeiro catando as bingas. A competição só serve para os olheiros gringos levarem os melhores jogadores mais cedo... Mas não é disso que eu quero falar.
Enquanto a maioria dos brasileiros está distraída do futebol, pensando no BBB12, eis que explode mais um escândalo da arbitragem.
O último parágrafo merece ser citado:
""No fim de 2010, Gutemberg havia substituído Péricles Bassols no quadro da FIFA. Agora, Bassols retomou a posição. No último Campeonato Brasileiro, Gutemberg foi o árbitro FIFA que menos apitou. Apenas oito jogos."


Pra quem tem memória muito fraca, Péricles Bassols Pegado Cortez foi o árbitro que deixo de dar 2 pênaltis claros - um em cada jogo contra o Flamengo - e assim garantiu o título do Corinthians. Corinthians? Sim, o "Timão", do Sérgio Corrêa, do Andrés Sanchez...
O que no início parecia ser só uma teoria da conspiração está se tornando um caso tão explícito quanto o de 2005, e tem gente que ainda acha que é "chororô"... Ainda bem que a CBF não apita na Libertadores...

***

Até agora, de novos, somente Rodolfo e Thiago Feltri. Os dois chegam com vida fácil: o primeiro dificilmente será pior do que Renato Silva e certamente será pior do que Dedé. O segundo vem com a missão de substituir o bisonho Márcio Careca e a promessa Julinho, que desde o começo nosso comandante disse que NÃO vinha para ser lateral... Ainda estamos aguardando um nome forte para o ataque... A diretoria vem tentando diversos gringos, vamos ver se algum desses emplaca... Mas já é melhor do que a mulambada, que vem inovando na reciclagem e só anuncia a re-contratação dos mesmos trastes que estavam por lá no ano passado...

***

Para substituir Ricardo Gomes depois do AVE, ficou o auxiliar Cristóvão Borges. Para substituir Rodrigo Caetano, vem o ex-auxiliar Daniel Freitas. É a velha solução caseira... Segundo o presidente, a ideia é ter uma comissão para gerir o futebol. Resta saber se essa comissão pensa com o cérebro ou se é um bando de velho palpiteiro (pra quem ainda não viu, assista "O Homem que mudou o jogo", filme com Brad Pitt que fala sobre um manager de baseball, mas que tem tudo a ver com o futebol brasileiro...). 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Mania de perseguição

Amigos tricolores,


Das várias manias dos torcedores, talvez a mais patéticas seja a mania de perseguição. Certos clubes se dizem sempre prejudicados e seus torcedores só ficam felizes quando podem repetir essa profecia do mal.

Quando eu morava em Porto Alegre, eu presenciei um caso bem interessante desse fenômeno. Em 2008 o Grêmio disparou na liderança do Brasileirão. Chegou a ter 10 pontos na frente do segundo. Pois, enquanto durou esse reinado, não se via um tricolor na rua. Porém, foi só o time da Azenha perder o primeiro posto para que pipocassem camisas e bandeiras por todos os lados. Acostumado ao discurso da perseguição, o torcedor gremista parecia incomodado, envergonhado até, com aquele sucesso todo, e se sentiu muito mais à vontade quando o time deixou os holofotes e ele pode resgatar as velhas teorias conspiratórias.

O mesmo acontece esse ano, com a torcida bacalhau. Ao invés de olhar pras limitações do seu time, pra incompetência que ele demonstrou nas diversas oportunidades que teve para assumir a liderança, ele se agarra a uma fantasia, criando até mesmo um site boboca, espécie de tamagotchi, bichinho virtual que se alimenta da imaginação e chororô desse tipo de torcedor.

A reclamação sobre o jogo de ontem é a prova inconteste disso. Vamos aos fatos:

No primeiro lance de ataque do Vasco, realmente houve um impedimento mal assinalado pela arbitragem. Não dá pra dizer, porém, que foi um gol mal anulado pois, quando o Diego Souza chutou, o jogo já estava parado. O juiz poderia até ter dado cartão amarelo pro vascaíno, assim como ele fez em jogada semelhante no segundo tempo. Além disso, estávamos no primeiro minuto da partida. Caso a jogada tivesse sido validada, o jogo seria outro dali pra frente. Dizer que o Vasco teria, simplesmente, um gol a mais no placar final (como faz o tal site de ficção) é simplesmente ridículo.

A reclamação do rigor dos cartões é ainda mais desvairada. O carrinho do Alan no Carlinhos é um lance simples, página 2 de qualquer manual de arbitragem. O vascaíno matou um contra-ataque tricolor com um carrinho por trás, sem a menor intenção ou possibilidade de atingir a bola. Vermelho direto. Até a geladeira aqui de casa sabe disso... E o que dizer desse menino, revelação do Brasileirão de 94, que cometeu pelo menos 4 faltas violentas e continuou em campo? Ora, se houve algum absurdo aqui, foi o fato de o Vasco ter terminado o jogo com 11 jogadores.

Por fim, o lance do gol tricolor foi absolutamente legal. O Fred tá parado, olhando pra bola, enquanto Renato [Aragão] Silva, vai recuando. Ao perceber que não chegaria na bola, e sentindo a presença do atacante atrás dele, Didi (o parceiro do Dedê) abre os braços e se joga pra frente (talvez com medo da fama de comedor do artilheiro). Em nenhum momento o jogador vascaíno foi empurrado ou coisa que o valha. Ele simplesmente se atira, tentando ludibriar o árbitro.

Assim, não há porque os vascaínos reclamarem da arbitragem. Ela em nada atrapalhou o Vasco no empate de ontem. É isso mesmo, meus amigos, no EMPATE. Isso porque, durante o chilique do banco vascaíno, os jogadores tricolores ficaram sabendo da vitória do Corinthians. Naquele momento o campeonato acabou. Sem nenhuma vocação pra vice, todo o resto do jogo passou a ser mera formalidade. Eu mesmo levantei do sofá e fui cuidar da vida. O que aconteceu daí por diante não tem a menor importância.


PS.: Estive uma semana sem internet, então não comentei posts passados. Mas achar que o Vasco tá com o time preparado pra Libertadores do ano que vem é piada, né?! Só se for pra Libertadores de master, ou alguém acha que esse meio-campo geriátrico aguenta mais uma temporada?

Comentário geral

Cruzmaltinos desse planeta,

No quesito pegação, o Vasco já é campeão por antecipação. Dedé leva cantadas, Victor Ramos com a Nicole Bahls, dizem que o preparador físico Rodrigo Poleto está com a Ellen Roche... Enquanto isso, na Gávea...

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Enquanto quebrávamos a cabeça para encontrar o companheiro de zaga para o mito Dedé, a solução estava bem na nossa frente. Segundo o twitter @futebol_pontual (obrigatório para quem gosta de futebol mais do que simplesmente "gols do Fantástico"), existe uma sondagem pela volta do zagueirão Anderson Martins.
Anderson foi vítima da estupidez de seu empresário. Em grande fase pelo Vasco após a conquista da Copa do Brasil, estava liderando a Bola de Prata (ao lado de Dedé), quando foi vendido para o Catar. O pior: não conseguiu ser inscrito a tempo e não pode jogar no clube árabe... Resultado: 6 meses parado. Voltar agora para a Libertadores pode alavancar a promissora carreira do jovem beque.
Anderson nega, mas quem sabe...

***

Leandro Vuaden para o Vasco x Flamengo? Tá de sacanagem... Aliás, o nível da arbitragem brasileira esta calamitoso...

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Aliás, me lembro de algo que li. Se não me engano, foi no "Como o Futebol explica o Mundo". Lá fala que na Itália, há muitos anos, havia uma reclamação constante de favorecimento para os times de Milão e Turim. Não por acaso, eram os times que detinham o controle da mídia esportiva do país. Um dos times prejudicados (não lembro se era a Sampdoria ou o Genôva) montou então um jornal, onde, entre outras notícias, começou a mostrar o quanto eles eram garfados. E, depois de um tempo, os juízes passaram a poupar o time de suas ladroagens. Será que precisaremos de uma mídia vascaína para combater a Band-Folha de São Paulo (Corinthians) e a Rede Globo-Marca-Lance (Flamenguista)?

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Pra quem ainda enxerga Teoria da Conspiração, olha o que diz o Sanchez...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Filme repetido

Cruzmaltinos desse planeta,

eu tento, o mais possível, não cair nas teorias da conspiração, mas fica difícil ignorar algumas coincidências que sempre acontecem beneficiando sempre as mesmas equipes. Eu tento sempre que possível ser Pollyana e repetir que o problema não é favorecimento, que é o nível dos apitadores brasileiros que é muito baixo, o que prejudica o campeonato como um todo. Isso é plausível se pegarmos o primeiro turno. Vemos que o nas 19 primeiras partidas, foram 7 erros em partidas envolvendo o gigante da colina, sendo que 4 nos beneficiaram e 3 nos prejudicaram. Ok, condizente com a tese "os juízes são ruins e erram pros dois lados". No entanto, no primeiro turno o Vasco corria por fora. As coisas mudaram depois do dia 18/9. Nessa data, após o Vasco vencer o Grêmio e o Corinthians perder para o Santos, o time da Colina assumiu pela primeira vez a liderança. Desde então, foram 6 "erros" contra o Vasco, e nenhum a favor. Se contarmos que na 23a. rodada o Vasco deixou de assumir a ponta uma semana antes do esperado por um gol de Élton mal anulado contra o Figueirense, temos 7 erros cruciais contra o cruzmaltino. Batemos uma espécie de recorde no jogo de ontem: nas últimas 5 rodadas foram 5 lances "duvidosos" contra a gente, entre pênaltis não marcados e gols mal anulados.
Os corintianos vão dizer que é chororô, mas eles têm um longo histórico nesse tipo de falcatrua, até mesmo em campeonatos que eles não ganharam. O "chororô" parece ter virado o argumento definitivo para se roubar impunemente, sem que ninguém possa reclamar... Os indícios estão aí (aqui, aqui, aqui), não enxerga quem não quer.

E pra não dizerem que é complexo de perseguição contra o Vasco, vocês se lembram o que aconteceu no dia 13 de novembro de 2010?



PS: http://www.placarreal.com.br/ Colaboração do leitor e amigo @camilorangel