Mostrando postagens com marcador Diego Cavalieri. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diego Cavalieri. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cavalieri em dia de Batatais


Tricolores e hereges de outras cores,

Falar da tradição tricolor de grandes goleiros é chover no molhado. Marcos Mendonça, Castilho, Félix, Paulo Victor... Mas o jogo de ontem nos remete a Algisto Lorenzato Domingos, o Batatais, herói do lendário Fla x Flu da Lagoa.

Em 1935, o profissionalismo ainda era uma novidade no futebol brasileiro. O Flu, que não ganhava o carioca desde 1924, trouxe em uma só tacada, Romeu, Lara, Sandro, Machado e Batatais. Todos da seleção paulista. Dois anos depois ainda chegaria Tim. E com essa base paulista o Flu ganhou 5 campeonatos em 6 anos (tri em 36/37/38, e bi em 40 e 41).

A decisão do carioca de 41, disputada no Estádio da Gávea, é certamente um dos capítulos mais emocionantes dessa centenária rivalidade. Após estar vencendo por 2 a 0 e ceder o empate, o tricolor teria usado o expediente de chutar bolas na Lagoa Rodrigo de Freitas para segurar o resultado que lhe era favorável. Detalhe: o goleiro tricolor Batatais atuou boa parte do jogo com a clavícula deslocada, e mesmo assim garantiu o resultado com suas grandes defesas.

Batatais à frente do Flu, na decisão de 41

71 anos depois, outro goleiro paulista, também de sobrenome italiano, garante uma vitória importante do Flu sobre seu principal rival, mesmo após ter recebido um chute na garganta durante o jogo. Homenagem maior a Batatais não haverá.

ST

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Recordar é viver!


Fiéis tricolores, 

Quartas de finais da Libertadores de 2008. O Flu, desfalcado de Thiago Silva, enfrenta o São Paulo, do ainda craque Adriano. Após a partida no Morumbi os paulistas comemoravam a vitória por 1 a 0 (que além de ser uma vitória, significava não ter levado gol em casa) quando Renato Gaúcho sentenciou: Foi um ótimo resultado pro Flu, vamos classificar!

É dessa atitude que precisamos na quarta-feira que vem. Não tem porque respeitar muito o Boca. Como eu já disse em outra ocasião, o time deles não é melhor que o Botafogo.

Se o resultado de hoje não foi o esperado (mesmo sem 5 titulares, o Flu é mais time), tampouco foi um desastre. Após a infantilidade de Carlinhos e a garfada do juiz no primeiro tempo, o Flu suportou bem a pressão no segundo. Cavalieri foi o grande destaque, com pelo menos três grandes defesas dignas de nossa tradição em grandes goleiros. Mas também não podemos esquecer da dupla Gum e Anderson, que mostraram firmeza e seriedade, e do sempre muito criticado Edinho, que conseguiu marcar bem a Riquelme. Além deles, vale também destacar a luta do grupo.

Tenho certeza que vamos passar. Semana que vem tem volta. Pra cima deles Fluzão!

ST

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Lembranças do paralelo 30


Tricolores e secadores de outras cores,

Devo confessar: há uma coisa que sempre me alegra. Previsão do tempo. Todos os dias, quando vejo uma nova massa de ar polar ou um ciclone extra-tropical, levando frio e chuva para o Rio Grande do Sul, eu recupero automaticamente o bom humor. Fico feliz por estar bem longe dos gaúchos, no eterno 30 graus do nordeste brasileiro.

O jogo de hoje, no estádio à beira do lago Guaíba (onde por sinal, corre um vento terrível), também me fez lembrar de outras coisas. Primeiro, do cômico provincianismo da mídia gaúcha. Em uma comparação jogador por jogador entre os dois times, feita pelo jornal Zero Hora, o Inter se revelava quase imbatível. Quase todos colorados foram considerados melhores. Só não foram todos porque Edinho e Rafael Sóbis ainda são ídolos por lá. Nem parecia que o Flu foi o melhor da primeira fase, enquanto os colorados se classificaram com as calças na mão.

Outra lembrança boa foi o retrospecto recente deste confronto. De 2000 pra cá, foram 10 vitórias nossas, contra apenas 5 deles (com 7 empates). Se considerarmos apenas os jogos em Porto Alegre, já somado o zero a zero de hoje, mesmo assim temos 4 vitórias contra apenas 2 derrotas (6 empates).

Mas, quando a bola rolou, o que me deixou feliz foi o que vi no campo. Nosso adversário é limitado, só chegou na base da empolgação, do apoio da torcida. Sempre que a bola rolou, o Flu foi superior. Além de mais qualidade, o Flu mostrou ainda ser um time cascudo, que não treme, que não sente jogo importante. Destaque especial para a seriedade do Gum, a extrema categoria do mago Deco, e para o nosso goleiro, Diego Cavalieri.


O Flu podia ter vencido, é verdade. Até merecia, diria eu. Mas a fase do nosso atual arqueiro me faz pensar que o empate sem gols não foi ruim. Permanecendo assim, a vaga será decidida nos pênaltis. Aí, feliz daquele que pode contar com um goleiro iluminado e protegido por São Castilho.

ST

sábado, 18 de junho de 2011

Justo

Essa talvez tenha sido a semana mais tranquila do ano para nós. De janeiro pra cá, tivemos semanas tensas, semanas eufóricas, mas nenhuma tão tranquila como essa. Apesar da derrota no domingo passado, não tivemos no noticiário semanal nenhuma declaração bombástica, nenhuma desavença entre dirigentes ou coisa do tipo. Nos bastidores, o Fluminense parece começar a colher os frutos do bom trabalho do discreto Sandro Lima, e também da chegada do tão esperado técnico.

Em campo, as mudanças no time, promovidas por Abel, já eram esperadas e conhecidas por todos: a estréia do Ciro, uma nova oportunidade para Carlinhos e Diego Cavalieri, e outras duas mudanças por contusão (Souza no lugar do Deco, e Márcio Rosário no lugar do Leandro Euzébio). Nada disso causou comoção ou surpresa na torcida. Faltava transformar toda essa tranqüilidade em bom futebol.

Mas não foi o que aconteceu. No primeiro tempo, como até era de se esperar em um time com tantas alterações, o Flu começou sem se entender. Um festival de passes errados, chutões, jogadas mal-ensaiadas e muita lentidão. Até poderíamos ter aberto o placar, caso o juiz tivesse marcado um pênalti claro no Carlinhos, aos 42 minutos, mas a verdade é que o Flu, pelo pouco que fez, não merecia ir para o vestiário em vantagem.

No segundo tempo, o tricolor voltou com Marquinho no lugar do Carlinhos, alterando também o esquema tático, do 4-4-2 para o 3-5-2 (recuando o Edinho para a zaga e transformando os laterais em alas). A intenção era boa, porém, na prática, o Flu não ganhou uma grande jogada pelas pontas e ainda perdeu o meio-campo. Ao recuar o Edinho, Abel deixou um buraco na frente da área. Com apenas o Valencia marcando no meio (dedicando-se quase que exclusivamente ao Carlos Alberto), os ataques do Bahia, que no primeiro tempo morriam na intermediária, começaram a chegar a nossa área. Jóbson e Júnior começaram a dar trabalho e o Flu, vulnerável, só conseguia levar perigo em chutes de longe.

O Bahia era melhor e Abel se desesperou. Mexeu mal. Encheu o time de atacantes - trocou Ciro por Rafael Moura e Conca por Matheus Carvalho - e a armação das jogadas, que já era ruim, desapareceu de vez. A tragédia estava anunciada. O Flu tentou partir pro abafo, na base do chuveirinho e da ligação direta e, no fim, veio o castigo. Triste, porém justo.

***

Não consigo ver o Souza no nosso time titular. Não que lhe falte futebol. Pra mim, lhe falta postura. Vejo o Edinho se desdobrando entre a zaga e meio-campo, vejo o Rafael Moura tentando ajudar na marcação (apesar de toda a sua limitação), e o Gum, todo estabanado, tentando subir ao ataque. Marquinho, quando entra, briga pela bola, tenta incendiar a partida. Enquanto isso, não vejo o Souza dividir, dar um carrinho, entrar em uma disputa mais ríspida. Parece que está sempre se poupando. Pro churrasco depois do jogo?

***

A parte boa, se é que podemos tirar uma parte boa de uma derrota em casa pra um time que provavelmente será rebaixado, é a boa atuação do nosso novo goleiro titular. Pode até ser que ele venha a falhar nos próximos jogos, já que não se readquire ritmo em apenas um jogo. Mas, tem tudo pra ser nosso novo titular por um bom tempo. Paciência com ele, galera!

ST