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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Um líder que só joga por 45 minutos

O torcedor do Fluminense deve ter acordado nessa segunda-feira com uma bela dor de cabeça. E não é pra menos. Pela terceira partida seguida, o time jogou apenas um tempo. Somente 45 minutos de bom futebol. Foi assim contra o Vasco, contra o Goiás e agora contra o São Paulo. Dos últimos nove pontos que disputamos, só ganhamos cinco. É pouco pra quem deseja se manter na liderança do Campeonato Brasileiro e ficar com o título no fim do ano. Reparem que neste mesmo período, o Santos e o Inter venceram seus três compromissos. E como ainda tem uma partida a menos que todos os outros, um deles pode encostar de forma perigosa no tricolor.

No caso específico do empate com o São Paulo, Muryci Ramalho errou ao escalar Belletti entre os titulares. Recém recuperado de uma contusão, o jogador deixou espaços no meio campo, não protegeu a zaga, como pretendia Muryci, e ainda cometeu muitas faltas. Numa delas, Rogério Ceni marcou o primeiro gol do São Paulo. Na volta pro segundo tempo, Rodriguinho mostrou que deveria ter sido o escolhido do treinador para começar jogando. O ex-goleador do Santo André deu mais velocidade ao ataque e melhorou o time. Pena que Washington mais uma vez estava apático. Perdeu o pênalti e praticamente não foi notado em campo. Volta logo, Fred.

No tropeço diante desse São Paulo que não mete mais medo em ninguém, livro apenas a cara um jogador. E não é a do goleiro Fernando Henrique, que fez grandes defesas, mas falhou nos dois gols adversários. Livro Deco, que jogou muito. Deixou pelo menos uns três sãopaulinos descadeirados, macou um gol, sofreu o pênalti e mostrou uma categoria impressionante. Anotem aí tricolores, esse Deco vai fazer história com a camisa do Fluminense.

Agora teremos dois jogos até o fim do primeiro turno. Duas pedreiras. Palmeiras e Guarani venceram no fim de semana, de virada e ganharam moral. Ainda assim sou mais Flu. Mas está na hora do time voltar a jogar 90 minutos e não apenas a metade.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O Fluminense vive!

Dia desses me peguei lembrando daquele elenco do Fluminense que tinha Carlinhos Itaberá com ícone de uma geração que não ganhou nada. Na época de colégio eu também era chamado de Carlinhos Itaberá. Tudo porque eu jogava como lateral direito e era o único tricolor no time da escola. Mas garanto que meus cruzamentos eram mais precisos. E posso dizer que, como jogador, me transformei num jornalista razoável. Já Itaberá foi um dos piores laterais da história recente do Fluminense. Porém, os dias são outros. Hoje temos elenco. Temos um técnico de ponta. E o mais importante, temos torcida.

Nessa minha primeira postagem não quero falar sobre Conca, Deco, Emerson, Mariano, Fred, Washington... quero homenagear a mais fascinante e espetacular torcida do país. E isso não tem nada a ver com o jogo de domingo, contra o Internacional, quando colocamos quase 60 mil pessoas no Maracanã. Refiro-me ao torcedor que desde a queda pra Série C, em 1999, não cansa de acreditar na recuperação desse ente tão querido chamado Fluminense. É como aquele paciente que está em coma na Unidade de Terapia Intensiva e os parentes insistem em não deixar o hospital enquanto o médico não der a alta. A boa notícia, tricolores, é que o doutor já avisou que o doente está pronto para voltar pra casa. A fé, o apoio e as orações de todos os tricolores deram certo.


O Fluminense vive! O Fluminense, somos todos nós que nesses últimos onze anos gritamos, cantamos, choramos e acreditamos que um dia tudo iria voltar a ser como nos tempos de Castilho, de Pinheiro, de Telê, de Rivelino, de Romerito e tantos outros.


O Fluminense de hoje só existe porque cada um de nós deu sua contribuição. Seja rezando em casa, seja berrando nas arquibancadas dos estádios, seja apenas tirando a camisa da gaveta e mostrando ao Mundo que somos tricolores.


Ainda faltam muitas rodadas para o fim desse Brasileirão. Mas de uma coisa eu já sei. Esse Fluminense é o Fluminense que eu sempre sonhei ver. E como diria uma musiquinha antiga, dos tempos do Casal 20, “graças a Deus eu nasci foi tricolor”.