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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Acima de tudo, acima de todos!

Companheiros Flamengos, Campeões do Mundo!

Não sabia como iria me expressar neste espaço para homenagear o Flamengo, Campeão Mundial 30 anos passados.
Certamente cada palavra escrita neste post vem carregada de sentimentos distintos.
O primeiro e mais verdadeiro deles é o orgulho de ser Rubro-Negro, orgulho de ser filho de Rubro-Negro e orgulho de ser futuro pai de Rubro-Negros.
Nasci em 1985 e não vi o time de 1978-1983 jogar, mas sei do que se passou na Imaculada Gávea nesse período. Sei por fotos, vídeos da internet e documentários que pipocam mundo afora glorificando um dos maiores times do futebol mundial, mas tenho uma fonte ainda mais fidedigna: meu pai!
O velho, rubro-negro de arquibancada que foi não consegue mentir quando das nossas infinitas conversas sobre bola. Quando surge(e como surge) o time 78-83 como assunto ele não contém seu sorriso árabe-rubro-negro-mulambo. E dali sei que brotarão altos e potentes brados de exaltação.
O segundo sentimento que esse texto carrega é uma bacteriana e pustulenta inveja não só de meu pai,mas daqueles privilegiados que foram contemporâneos de Raul,Leandro,Marinho,Mozer e Júnior;Andrade,Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico.
Acho que decorei esta escalação antes mesmo da tabuada ou do nome da minha mãe.
Meu pai e eu sabemos que dificilmente eu verei coisa parecida com este time do Mengão na minha passagem terráquea. E, um de meus vários pecados é rezar para que isto aconteça, senão comigo com os filhos que Deus me concederá!
Assisti na ESPN o documentário de Dudu Monsanto "1981 - O Ano Rubro-Negro" que conta a história da carcada monstruosa que o Flamengo deu no Liverpool desde a cabeçada dourada do Deus da Raça na final do Carioca de 1978 sobre o Vasco. E nas várias vezes em que falei com o velho pelo telefone durante a exibição tive que conter emoções pra ouvir o que ele me contava.
Coisas como a lembrança que ele tem do momento exato do lançamento do Zico para o Nunes no 1º gol. Meu pai conta ter "chutado aquela bola sobre a cabeça do beque do Liverpool" para que ela chegasse aos pés do João Danado...o fim da jogada os senhores já sabem.
No próximo ano teremos a chance de renovar essa emoção de sermos Campeões do Mundo de novo,mas ainda que sejamos, provavelmente não terá o mesmo gosto de 1981. Não é hora de conjecturar a qualidade o time atual ou possíveis reforços, é tempo de festa. E só quem é campeão do mundo sabe.
De qualquer modo me sinto privilegiado porque, mesmo não tendo visto o time de 1981, já nasci com a estrela de Campeão do Mundo no peito.
E agradeço a Zico e companhia, e a meu pai!

SAUDAÇÕES RUBRO-NEGRAS, CAMPEÃO DO MUNDO!!

Hoje não tem música, hoje tem a narração original do jogo Flamengo 3 x 0 Liverpool na voz de Jorge Curi da Rádio Globo.

http://radioglobo.globoradio.globo.com/player/player.htm?areaId=773&radioSigla=RADGL&servicoSigla=TIOND1&estado=A&mediaId=218715&OAS_sitepage=radioglobo/futebol

http://radioglobo.globoradio.globo.com/player/player.htm?areaId=773&radioSigla=RADGL&servicoSigla=TIOND1&estado=A&mediaId=218717&OAS_sitepage=radioglobo/futebol

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Profeta

Cruzmaltinos desse planeta,

em 31 de maio desse ano, escrevi uma coluna sobre a chegada de Zico ao Flamengo e comparando sua função simbólica à de Roberto Dinamite. Esse texto, de 4 meses atrás, faz várias profecias. A mais importante eu reproduzo abaixo:

Há mais ou menos dois meses, vi uma entrevista de Zico dizendo que jamais seria técnico no Brasil, para não correr o risco de enfrentar o clube da Gávea. Ok. Respeito. Mas perguntado se treinaria o próprio Urubu, foi covarde e disse que jamais assumiria nenhum cargo no Clube pois não queria ver a mulambada o xingando de burro. Parece que a coragem voltou e o camisa 10 da Gávea repensou essa decisão. Mas ele que não se engane. Será xingado de burro e não vai demorar muito. Pois se em campo ele só dependia de si, na "cartolagem" vai responder pelas cagadas de muita gente.

Pois, o tempo me deu razão. Denúncias de corrupção e críticas apareceram e a coragem do Galinho parece ter se esvaído mais uma vez. Deixa o Flamengo bagunçado e a 3 pontos da zona de rebaixamento. Quando a coisa ficou realmente preta, o ídolo do império do mal pulou fora. Preferiu preservar sua imagem como ídolo do que tentar salvar seu clube. Coloca a culpa num ex-integrante de torcida organizada que virou diretor. Diz que "o Flamengo atual morreu em seu coração", fingindo que não foi ele quem trouxe craques como Val Baiano, Borja e Leandro Amaral. Boa parte da torcida flamenguista acreditará nisso - eles nunca foram conhecidos pela inteligência mesmo... - e Zico continuará ídolo, a despeito da situação caótica do clube.

E o que nós, vascaínos, temos com essa história toda? Esse caso todo serve como mais um parâmetro pra analisarmos a postura de nosso presidente Roberto Dinamite. Há três anos, quando Roberto assumiu, o Vasco mergulhava em uma de suas maiores crises, que culminaria com o fatídico rebaixamento. Muitos em seu lugar nem dariam a cara a bater. Outros criariam uma situação e sairiam de fininho. Roberto encarou de frente. Montou a equipe, passou pela segunda divisão de forma vitoriosa e ainda está no Vasco. Se ainda não tivemos as conquistas prometidas (e que merecemos), serve de alento saber que o time está no caminho certo. Temos o melhor time desde a máquina de 2000, e tenho a convicção de que comemoraremos em breve.
Por outro lado, há três anos, o nome de Roberto Dinamite era uma unanimidade entre os torcedores. Considerado o maior ídolo da história da Colina, Dinamite era um deus vivo do futebol, daqueles que causava brigas se alguém ousasse criticá-lo. Hoje, envolvido na política do clube, Roberto é bombardeado até dentro do próprio Vasco. Mas segue no cargo. Prefere ser mortal, falível e alvo de críticas - justas e injustas - do que abandonar o timão da nau vascaína nas mãos de escroques como os que o antecederam na presidência. Assim, quatro meses depois, repito a frase que encerrou o texto daquele 31 de maio:

Tem que ser muito homem pra botar seu nome pra se xingado pela torcida. Liderar nas vitórias é ótimo, e fácil. Se sacrificar pela causa é que faz o herói.