
Amigos tricolores e secadores de outras cores,
Em um delírio febril e alucinado, após a conquista do importantíssimo título do segundo turno do campeonato carioca, o colega botafoguense comparou o nosso amado Fluminense ao atual líder do campeonato inglês. Segundo ele, sem o dinheiro do nosso patrocinador, não teríamos a grandeza atual.
A revista Superinteressante, há pouco tempo, provocou a ira dos santistas ao dizer que, sem o Pelé, o Santos seria como o Guarani... Inspirando-me nessa reportagem, e na série “What if” da Marvel, proponho um exercício de imaginação: O que seria de cada um dos quatro principais times do Rio, sem sua figura recente mais importante? Vamos aos resultados:
O que seria do Fluminense sem o Celso Barros (Unimed)?
A Unimed começou a patrocinar o Flu em 99. De lá pra cá, são 13 temporadas, onde o Flu foi campeão da Copa do Brasil (2007), Brasileiro (2010), e duas vezes campeão carioca (2002 e 2005). Se excluirmos esse período, o tricolor ainda teria 2 títulos Brasileiros (70 e 84), 28 cariocas, 2 Rio-São Paulo, e ainda a Copa Rio de 1952.
O que seria do Flamengo sem o Zico?
O Flamengo talvez ainda fosse o clube de maior torcida do País. Mas, sem o “Galinho”, perderia seus principais títulos. Excluída a Era Zico (1971 a 1990), o Flamengo teria 2 Brasileiros (92 e 2009), 2 copas do Brasil (1990 e 2006), 25 cariocas e a Rio São Paulo de 1961.
O que seria do Vasco sem o Eurico Miranda?
Eu sei que o principal jogador da história vascaína é o atual presidente do clube. Acontece que o personagem mais vitorioso que já passou por São Januário é justamente o presidente anterior.
Eurico entrou na política vascaína ainda na década de 60. Mas, mandar mesmo, ele mandou do final da década de 80 até meados da década passada. Tanto que era ele o representante vascaíno na fundação do clube dos 13, em 87, e foi justamente ele quem roeu a corda, aceitando um acordo esdrúxulo com a CBF para a final da Copa União daquele ano. Foi ele também quem cuidou da venda do Romário, em 88, e da compra do Bebeto, logo em seguida. Em 90, ele ainda ordenou que os jogadores do Vasco dessem uma volta olímpica ridícula, com uma caravela em mãos, reivindicando o título carioca daquele ano.
Mas, apesar de polêmico, não se pode negar que, excluído o período onde ele mandou (entre 87 e 2008), o Vasco teria apenas o Brasileiro de 74, a Copa do Brasil de 2011, 2 Rio-São Paulo (58 e 66) e 15 estaduais (7 a menos que atualmente).
O que seria do Botafogo sem...?; Pensei em fazer esse exercício com um jogador. Garrincha ou Nilton Santos, por exemplo. Acontece que essa geração deu muito espetáculo, ganhou muita coisa com a seleção, mas ficou devendo títulos ao clube (apenas uns 3 estaduais e mais uns 2 Rio-São Paulo). Pra falar a verdade, mesmo com a sua história inteira, o Botafogo não chega a ser muito vitorioso. Tem apenas 1 Brasileiro, 1 Taça Brasil (semelhante a atual Copa do Brasil), 4 Rio-São Paulo (sendo 2 divididos) e 15 cariocas (se desconsiderarmos o título de 1907 – conseguido no tapetão - e 1933/34/35 – quando jogou sozinho contra os pequenos em uma liga ainda amadora). Mas pra não deixar o “Glorioso” de fora da brincadeira...
O que seria do Botafogo sem o Carlos Augusto Montenegro?
Sim, meus amigos, esse é um personagem fundamental na história recente de General Severiano. Nem tanto pelo título brasileiro de 95, ou pelo estadual de 2007 (quando ele era o vice de futebol). A principal contribuição dele ao alvinegro é como presidente do Ibope. É no comando desse importante instituto de pesquisa que ele tenta convencer a todos de que o Botafogo ainda tem torcida.
ST