
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Rapidinha

domingo, 7 de agosto de 2011
Carta marcada
Mais uma vez, o Flu não consegue ganhar a terceira partida seguida. Até ai nada de anormal, já que o Brasileirão é realmente muito equilibrado e tal. O problema é o jeito que o Fluminense perdeu. O Flu, que já tinha perdido pro Bahia e pro Atlético-MG, mais uma vez não entrou em campo. Uma preguiça, uma má vontade incrível, de quem não quer nada no campeonato. Perder de 3 a 0 pro lanterna é dose...
O que preocupa é que, semana que vem, enfrentaremos outro time que vem mal e está com técnico novo (o Grêmio). Veremos esse mesmo filme novamente?
Do jogo eu não tenho muito mais o que falar. Achei o pênalti do América (no segundo gol) meio mandrake. Na minha opinião, o atacante esqueceu a bola, foi travado pelo Gum, e se jogou. Mas, não mudaria nada. No mais, só a atuação cretina do Júlio César, Souza, Rafael Sóbis... pensando bem, alguém jogou bem?
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Pra completar o domingo ruim em Minas, o Flu perdeu a final da Taça BH de juniores. 1 a 0 pro Atlético MG. Pelo menos, nesse caso, a boa campanha da garotada traz esperança.
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Revendo o caso Fred, mudo aqui a minha opinião. Escrevi que o jogador merecia punição depois que li que ele havia sido visto bebendo sem moderação na véspera do jogo, e que havia pedido pra não jogar por ¨problemas psicológicos¨. Talvez por não ser jornalista, não me preocupei em apurar melhor os fatos. Depois fiquei sabendo que, na verdade, era antevéspera do jogo, 1 e pouco da noite (que não me parece tão tarde), e que o jogador estava de folga. Isso muda tudo.
Pra mim, o jogador tem o direito de fazer o que bem entende em seu tempo de folga, desde que não falte ao seu compromisso. Se algum jogador não está rendendo no treino ou no jogo (seja porque bebe, fuma, cheira, come muito, dá a bunda, ou porque é ruim mesmo) cabe a comissão técnica e a diretoria afastá-lo, negociá-lo, ou o que seja. Se os torcedores querem cobrar alguém, que cobrem a diretoria ou a comissão técnica. Ninguém tem o direito de agredir, ameaçar, vigiar ou perseguir jogador (nem mesmo jornalista). Não gostei do fato de ele ter pedido pra não jogar. Porém, sem saber exatamente como foi o ¨papo¨ com os torcedores é difícil julgá-lo.
Sobre a possibilidade de ele sair, não acho que seria uma boa pro clube. Ruim com ele, pior sem ele. Os números mostram que, o rendimento do Flu com ele em campo é melhor do que sem ele. Além disso, o Fluminense só tem 10 ou 15% dos direitos federativos dele. No caso de uma transferência, se o valor da multa fosse pago integralmente (o que eu duvido muito), o Fluminense receberia cerca de 1 milhão de euros. Vale a pena perder o jogador por tão pouco?
Dia de espantar a urucubaca

quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Quinta-feira movimentada
É inegável a frustração por mais uma lesão do luso-brasileiro. Desde que chegou ao Flu, essa vem sendo a sina do jogador, muito mais útil no marketing do que em campo (aqui em Recife, pelo menos 50% das camisas do Flu que vejo nas ruas tem o 20 nas costas e o nome do meia). Nesse brasileiro, pela primeira vez, Deco vinha sendo importante também dentro de campo. Principalmente após a saída do Conca, havia assumido a criação no meio de campo e vinha (finalmente) mostrando um bom futebol. A nova lesão vem como uma ducha de água fria... Sinceramente, acho que a aposentadoria é a melhor saída pro clube e pro jogador. ***
Nova roupa: Gostei da nova camisa 3. O desenho é simples e elegante, o dourado combinou bem com o grená e a homenagem ao estádio das Laranjeiras me pareceu uma ótima idéia. Tudo bem que podiam ter preservado o escudo tradicional, ou retirado o patrocínio nas mangas. Mas o balanço é positivo.
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Embalos da terça-feira à noite: Longe de mim dar razão a ameaças de torcedores a jogadores. Mas não dá pra tapar os olhos a mais essa do Fred. Foi só elogiar que ele fez m... Espero que a diretoria puna o jogador de alguma forma.
Aliás, não consigo entender isso. Eu sou funcionário público (que todo mundo diz ser uma esculhambação). Mas, se falto ao trabalho sou descontado no fim do mês. No mês passado, Marquinho pediu pra não jogar contra o Coritiba. Agora, o Fred não quis jogar. Vai ter desconto no holerite?
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Também não dá pra esquecer o He-Man. Tudo bem que ele não faltou ao jogo. Mas, a nutricionista do clube tem que chamar a atenção dele. Quatro refrigerantes! Onde é que já se viu...
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Ah! E teve jogo também. O time (só) de Guerreiros enfrentou o Inter no Engenhão. O primeiro tempo foi chatíssimo, com apenas uma cabeçada do Gum e um pênalti não marcado no Marquinho como destaque. No segundo tempo, o Flu passou a valorizar mais a posse de bola e a jogar no campo do adversário, embora sem grande criatividade. E como tanto bate até que fura, um cruzamento acabou achando o Souza livre pra marcar. Logo depois ainda teve mais um pênalti não marcado pro Flu e um pênalti pro Inter (só pra consagrar nosso camisa 12). Já no final, o terceiro pênalti pro Flu, esse sim marcado e convertido.
Se tecnicamente o time não foi brilhante, taticamente o tricolor já me parece mais consistente. O time já está ficando com a cara do Abel. Isso ficou claro depois do primeiro gol, quando o Inter tentou pressionar o Flu, que não se abalou e soube controlar bem o jogo.
Flu 2 a 0, abraços na mãe e no pai.
ST
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
A ignomínia

domingo, 31 de julho de 2011
Flamengo x Santos na latinha

O lugarejo fica próximo a uma represa construída há décadas. E ao mesmo tempo, é servido com serras de pedra maravilhosas, cachoeiras e uma vegetação diferente da que estamos acostumados na zona da mata de Minas. O vento em Lapinha da Serra, seu nome completo, canta forte, nesta época de inverno. Não sou especialista, mas parece a brisa do lago indo e voltando, do entardecer até o meio-dia. Porém, incrivelmente, o local onde fiquei hospedado, apesar do canto das árvores, fazia menos frio do que o som anunciava lá fora. Era uma casa bastante simples, porém confortável até com geladeira e fogão, além de banho quente e rede na varanda. Sem conexão externa. Concentração na natureza, na revisão dos hábitos e energização para o semestre que iria começar.
É claro que não tive qualquer força para esboçar, "mulé, vou lá fora nessa ventania ver se encontro uma TV que passe o Flamengo". O vento tava muito forte e fomos para casa cedo. Olhei para o relógio algumas vezes. Cheguei a marcar num bloco de notas: 18:12, 18:35, 19:01, 19:44, 22h14. Me distraí e o jogo que tinha tudo para ser bom, já tinha começado. Antes da partida, tentei explicar pra Nina que era um momento especial, que o pessoal dos Santos podia querer crescer sobre o Fla, por conta do fiasco sepulcral da seleção brasileira etc etc. Não é totalmente, mas parecia vento passando. "Cê vai ver onde", perguntou, "po, não vou ver. Vou ouvir, fiz uma gambiarra no rádio do carro e vou ouvir a Rádio Globo". Na falta de um clipes, usei uma argola de chaveiro para contruir uma antena de recepção - a original não estava no lugar Já tinha passado muito tempo ouvindo jogo pelo rádio na juventude. E raciocinei que a transmissão deve estar bem mais evoluída que naquela época. E no alto da montanha, tinha certeza que os 1220 iriam pegar. E falo que foi uma transmissão limpa e somente em alguns momentos, perdia volume e ía lá embaixo, parecia que sairia do ar, mas voltava.
Quando liguei o rádio, o Garotinho demorou para falar o placar. Só soube praticamente quando o juiz apontou o penalti de Willians em Neymar. Depois dos 40'. Pela transmissão, fiquei achando que tinha havido rebote na cobrança. Só depois na TVque entendi direito o lance. Imaginei também que se tivesse ligado mais cedo, no início da partida, seria bem provável que ficasse puto e fosse para as cobertas. Mas Iansã, deusa dos ventos me conduziu por um encanto para os melhores momentos da partida e em um estado diferente da maioria das impressões contemporâneas desse espetáculo que é o futebol. Gérson, disse que pelo VT não tinha sido falta. Acho que foi, mas fora da área. Enfim, ainda bem que foi penalti, ainda bem que o Brasil tem Elano e o Flamengo o humor do Filipe.
Em seguida, o gol de Deivid. No intervalo, entrei em casa e expliquei pra Nina o que estava acontecendo. E ela sorriu, mais até pela minha empolgação do que pelo emocionante da partida. Lembrei do pai dela. Sá Chica devia estar chocado com a zaga do mengão e seu coração a mil. Voltei pro carro a tempo de ouvir os gols. Como haviam sido seis, o intervalo só repetiu dois - imaginei que o tempo deveria estar contadinho e não dava pra por os outros. Foram muitas emoções para um tempo só. Comentários e conversa pra caramba. No segundo tempo, apesar do gol de Neymar, já estava satisfeito de não ser 3 x 0. Ouvi, antes da falta inesperada, o Garotinho dizer "é esse o Ronaldinho que todo mundo quer". Foi no lance em que entortou o soldado de Murici. Gérson, já havia alertado para a proeza e criatividade do craque naquele tipo de cobrança. O canhota pensou em todas as variáveis, inclusive em uma que ele tinha cobrado pelo Barcelona, pelo lado da barreira. Para ele, o melhor seria por cima da barreira mesmo. Deu no que deu. Ronaldinho driblou até o tricampeão, exxxxpecialista.
Ainda fiquei emocionado ao ouvir uma tabelinha Neves-Gaúcho em um templo que serviu de narração para Pelé e Coutinho. E no fim, quase um 6 x 4.
Desculpem o excesso de palavras e talvez a falta até de uma emoção mais autêntica, todavia tem momentos e coisas que não ainda que as palavras saem diferentes. Ouvir o jogo no carro me garantiu um momento duplamente único ou completamente ímpar. Apesar de quê, se for para acontecer o que aconteceu, prefiro cancelar o Sportv.
p.s.: só uma coisa me assusta. Jogo na rádio parece camisa de time do interior: tem mais anunciante do que partida. É exagero, mas tem hora que enche o saco.
O aguerrido camisa 9

Amigos tricolores,
Não tivemos, na tarde de hoje, uma atuação das mais brilhantes. Depois de uma primeira etapa ruim, conseguimos tirar proveito das facilidades que apareceram (o jogo era difícil até a expulsão justíssima de um eqüino cearense) e goleamos o adversário. Mas eu quero falar aqui de um personagem um tanto polêmico do nosso elenco: o nosso capitão.
Meu pai costuma dizer que o Fred é um dos maiores lobistas do futebol brasileiro. Tem lá sua parcela de verdade. Nosso atacante gosta de chamar os holofotes pra si, e por isso conta com a simpatia de boa parte da imprensa, que precisa de notícias para encher as folhas dos jornais. Outra parte da imprensa, a conhecida Fla-Press, gosta de malhar nosso jogador, muitas vezes pelo mesmo motivo.
Claro que também há críticas justas, que se referem a suas seguidas contusões, seu alto salário e sua vida noturna agitada, por exemplo. Até concordo em parte com essas críticas. Mas acho que o jogador tem outras qualidades importantíssimas pra equipe, que não podem ser esquecidas.
Fred é um jogador diferenciado. É claro que tem fases boas e más. Porém, no elenco atual, é dele (e do Deco) que podemos esperar algo mais, como uma tabela bem feita, um passe de primeira, etc. Do resto podemos esperar muita dedicação, empenho, mas nada de brilhantismo.
Fred também é o líder do atual elenco. Na Libertadores deste ano, muitos torceram o nariz e disseram que ele mandava na equipe. Ora, se manda é porque deixam mandar. Eu conheço muita casa onde quem manda é o cachorro. Os donos da casa são tão fracos, tão indecisos, que é o mascote que decide a hora de acordar, a hora de comer, que móveis ficam ou não na sala... Nesses casos, não adianta mandar o bicho pro canil. Além disso, não podemos esquecer que essa liderança sobre o grupo foi fundamental na arrancada de 2009, quando ele chamou a responsabilidade pra si e tirou o peso das costas da equipe.
Fred é um jogador de grupo. Prova maior disso, tivemos na Copa América. O atacante podia ter livrado sua barra, convertido o seu pênalti... Mas não, isso seria egoísmo, coisa de ¨traíra¨. Se três companheiros já haviam desperdiçado suas cobranças, ele tinha que solidarizar-se.
Mas, acima de tudo, nosso camisa 9 é um valente. Não foge de cara feia, não tira o pé de dividida. Pode parecer pouco, mas no futebol atual, cheio de ¨craques¨ que passam mais tempo no cabeleireiro do que treinando, faz toda a diferença. Inclusive, foi essa a característica que o levou de volta a seleção. O Mano sabe que, na hora que a coisa encrespar, o Pato pode virar um ensopado.
O time inexplicável

quarta-feira, 27 de julho de 2011
Tropeço imperdoável

Já disse aqui que alguns times grandes, embora joguem a série A, permanecem em uma série B psicológica. O Atlético, sem dúvida nenhuma, é um deles. Na verdade, nem sei se ainda podemos dizer que o Atlético é grande. Se levarmos em consideração a torcida, sim, o Galo é grande. Agora, se o critério for conquistas, o time mineiro (com apenas 1 brasileiro a longínquos 40 anos) pertence ao segundo escalão do futebol brasileiro, junto com Coritiba, Sport, Botafogo, etc.
Além disso, o Atlético está quase na zona de rebaixamento, com técnico ameaçado, torcida pressionando... Por tudo isso, não dá pra entender por que o Flu respeitou tanto o time mineiro. Com uma escalação equivocada (até quando o Abel insistirá nesse 4-5-1?), o tricolor não agrediu o time mineiro. Ficou aguardando, tocando a bola de lado, esperando sei lá o quê. Podíamos ter matado o jogo no primeiro tempo, quando o adversário estava nervoso e inseguro. Mas como nada fizemos, o Atlético foi ganhando confiança, se arriscando mais ao ataque.
No segundo tempo a coisa mudou de figura. O Atlético se lançou ao ataque, e mesmo sem muita qualidade, começou a rondar o gol tricolor. Nosso goleiro (que vem mostrando muita segurança, diga-se de passagem) já tinha sido obrigado a fazer uma ou duas defesas importantes, quando acabou acontecendo o inevitável.
Daí pra frente foi um bombardeio tricolor, com um festival de gols perdidos e cruzamentos errados. Aliás, essa é uma cena que tem se repetido à exaustão: nossos zagueiros e atacantes bons de cabeça na área, e o cruzamento vem por baixo. É impressionante como Carlinhos (principalmente), Mariano, Souza e Marquinho não conseguem acertar um cruzamento. No próximo treino, o Abel tem que separar esses jogadores e deixá-los de castigo, brincando de “cruzinha” até cansar. Garanto que será produtivo.
Independente disso, no fim ficou a impressão de que o Flu perdeu porque não teve gana de vencer. Faltou jogar como favorito, se impor como o atual campeão. Um tropeço imperdoável.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
O Mito




