segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Rapidinha

Antes de morar em Porto Alegre eu tinha uma certa simpatia pelo Grêmio. Na verdade, era muito mais aversão pelo Inter (que nos roubou a Copa do Brasil de 92) do que atração pelo time da Azenha. De qualquer forma, após 6 anos vivendo entre os gaúchos, esse sentimento não sobreviveu. Porém, agora, essa simpatia tem tudo para voltar. Isso porque os gaúchos estão prestes a contratar o zagueiro André Luís e o lateral-esquerdo Júlio César, do Fluminense. Querem motivo melhor?

domingo, 7 de agosto de 2011

Carta marcada

No dia do GP Brasil de Turfe, barbada mesmo foi o jogo do Flu. Alguém aí ficou surpreso?

Mais uma vez, o Flu não consegue ganhar a terceira partida seguida. Até ai nada de anormal, já que o Brasileirão é realmente muito equilibrado e tal. O problema é o jeito que o Fluminense perdeu. O Flu, que já tinha perdido pro Bahia e pro Atlético-MG, mais uma vez não entrou em campo. Uma preguiça, uma má vontade incrível, de quem não quer nada no campeonato. Perder de 3 a 0 pro lanterna é dose...

O que preocupa é que, semana que vem, enfrentaremos outro time que vem mal e está com técnico novo (o Grêmio). Veremos esse mesmo filme novamente?

Do jogo eu não tenho muito mais o que falar. Achei o pênalti do América (no segundo gol) meio mandrake. Na minha opinião, o atacante esqueceu a bola, foi travado pelo Gum, e se jogou. Mas, não mudaria nada. No mais, só a atuação cretina do Júlio César, Souza, Rafael Sóbis... pensando bem, alguém jogou bem?

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Pra completar o domingo ruim em Minas, o Flu perdeu a final da Taça BH de juniores. 1 a 0 pro Atlético MG. Pelo menos, nesse caso, a boa campanha da garotada traz esperança.

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Revendo o caso Fred, mudo aqui a minha opinião. Escrevi que o jogador merecia punição depois que li que ele havia sido visto bebendo sem moderação na véspera do jogo, e que havia pedido pra não jogar por ¨problemas psicológicos¨. Talvez por não ser jornalista, não me preocupei em apurar melhor os fatos. Depois fiquei sabendo que, na verdade, era antevéspera do jogo, 1 e pouco da noite (que não me parece tão tarde), e que o jogador estava de folga. Isso muda tudo.

Pra mim, o jogador tem o direito de fazer o que bem entende em seu tempo de folga, desde que não falte ao seu compromisso. Se algum jogador não está rendendo no treino ou no jogo (seja porque bebe, fuma, cheira, come muito, dá a bunda, ou porque é ruim mesmo) cabe a comissão técnica e a diretoria afastá-lo, negociá-lo, ou o que seja. Se os torcedores querem cobrar alguém, que cobrem a diretoria ou a comissão técnica. Ninguém tem o direito de agredir, ameaçar, vigiar ou perseguir jogador (nem mesmo jornalista). Não gostei do fato de ele ter pedido pra não jogar. Porém, sem saber exatamente como foi o ¨papo¨ com os torcedores é difícil julgá-lo.

Sobre a possibilidade de ele sair, não acho que seria uma boa pro clube. Ruim com ele, pior sem ele. Os números mostram que, o rendimento do Flu com ele em campo é melhor do que sem ele. Além disso, o Fluminense só tem 10 ou 15% dos direitos federativos dele. No caso de uma transferência, se o valor da multa fosse pago integralmente (o que eu duvido muito), o Fluminense receberia cerca de 1 milhão de euros. Vale a pena perder o jogador por tão pouco?

Dia de espantar a urucubaca


Caros Alvinegros,

Hoje é dia de espantar a urucubaca. Vamos voltar a vencer e logo em cima do embalado Vasco da Gama.

Não fosse a infantilidade e descontrole do Maicosuel na última partida teríamos nosso time completo pela primeira vez num clássico. Nosso Mago deveria ser multado em função disso.

O jogo de hoje é perfeito para retomarmos o caminho das vitórias, Elkeson reencontrar seu bom futebol e voltar a marcar, Loco e Herrera voltarem a dar o ar da graça e reeditarem seus bons momentos de explosão no ataque alvinegro e mostrar que, apesar de sermos extremamente supersticiosos, podemos sim estrear uma nova camisa e vencer com propriedade.

Estou confiante na vitória.

Por último, prefiro Lucas Zen ao Felipe Menezes. O menino da base vinha jogando muito bem.

Abraços!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Quinta-feira movimentada

É inegável a frustração por mais uma lesão do luso-brasileiro. Desde que chegou ao Flu, essa vem sendo a sina do jogador, muito mais útil no marketing do que em campo (aqui em Recife, pelo menos 50% das camisas do Flu que vejo nas ruas tem o 20 nas costas e o nome do meia). Nesse brasileiro, pela primeira vez, Deco vinha sendo importante também dentro de campo. Principalmente após a saída do Conca, havia assumido a criação no meio de campo e vinha (finalmente) mostrando um bom futebol. A nova lesão vem como uma ducha de água fria... Sinceramente, acho que a aposentadoria é a melhor saída pro clube e pro jogador.

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Nova roupa: Gostei da nova camisa 3. O desenho é simples e elegante, o dourado combinou bem com o grená e a homenagem ao estádio das Laranjeiras me pareceu uma ótima idéia. Tudo bem que podiam ter preservado o escudo tradicional, ou retirado o patrocínio nas mangas. Mas o balanço é positivo.

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Embalos da terça-feira à noite: Longe de mim dar razão a ameaças de torcedores a jogadores. Mas não dá pra tapar os olhos a mais essa do Fred. Foi só elogiar que ele fez m... Espero que a diretoria puna o jogador de alguma forma.

Aliás, não consigo entender isso. Eu sou funcionário público (que todo mundo diz ser uma esculhambação). Mas, se falto ao trabalho sou descontado no fim do mês. No mês passado, Marquinho pediu pra não jogar contra o Coritiba. Agora, o Fred não quis jogar. Vai ter desconto no holerite?

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Também não dá pra esquecer o He-Man. Tudo bem que ele não faltou ao jogo. Mas, a nutricionista do clube tem que chamar a atenção dele. Quatro refrigerantes! Onde é que já se viu...

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Ah! E teve jogo também. O time (só) de Guerreiros enfrentou o Inter no Engenhão. O primeiro tempo foi chatíssimo, com apenas uma cabeçada do Gum e um pênalti não marcado no Marquinho como destaque. No segundo tempo, o Flu passou a valorizar mais a posse de bola e a jogar no campo do adversário, embora sem grande criatividade. E como tanto bate até que fura, um cruzamento acabou achando o Souza livre pra marcar. Logo depois ainda teve mais um pênalti não marcado pro Flu e um pênalti pro Inter (só pra consagrar nosso camisa 12). Já no final, o terceiro pênalti pro Flu, esse sim marcado e convertido.

Se tecnicamente o time não foi brilhante, taticamente o tricolor já me parece mais consistente. O time já está ficando com a cara do Abel. Isso ficou claro depois do primeiro gol, quando o Inter tentou pressionar o Flu, que não se abalou e soube controlar bem o jogo.

Flu 2 a 0, abraços na mãe e no pai.

ST

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A ignomínia

Cruzmaltinos desse planeta,

eu me lembro da primeira vez que senti vergonha do Vasco. Infelizmente, não foi a única. Felizmente, também não foram muitas. Mas a primeira vez fica para sempre. Eu tinha acabado de fazer 9 anos e estava começando a tentar entender as rocambolescas reviravoltas dos bastidores do futebol brasileiro. O regulamento daquele Campeonato Carioca de 1990 também era dose pra leão. O Campeão da Taça Guanabara pegava o vencedor da Taça Rio e, se houvesse uma equipe que não essas duas que pontuou mais ao longo do torneio, esta faria uma final contra quem venceu o jogo dos campeões de turno. Entendeu? É confuso mesmo, releia aí... Pois, aconteceu isso tudo e o Vasco foi campeão do estado extinto, o Flu venceu o troféu da cidade e o Botafogo somou mais pontos nos dois turnos. O Vasco bateu a turma do laranjal na primeira final e foi enfrentar a cachorrada na final final. É! É bizarro mesmo... Mas o pior estava por vir. O clube das viúvas do Garrincha venceu por 1x0, mas até aí, tudo bem. Derrotas acontecem. A vergonha começou depois do apito do juiz. Inconformado com o resultado do jogo, o nosso ex-presidente, ex-croque e ex-telionatário Eurico Miranda tentou forçar uma prorrogação no tapetão. Como os Buatafoguenses eram realmente os campeões de direito, eles não toparam a manobra e deram a volta olímpica com a taça. Mas aí veio a cereja do bolo da vergonha: o sapo-cartola obrigou nossos jogadores a darem uma volta olímpica... com uma caravela de papelão de algum torcedor geraldino. É claro que aquilo foi motivo de chacota. Não existe nada pior que um mau perdedor, e foi nisso que aquele dirigente do charuto no transformou naquela noite.


Porque volto nesse assunto hoje? Afinal de contas, estamos bem na tabela, com uma gestão bem conceituada, que vem conseguindo limpar a mácula da passagem de Eurico pelo club da colina... Porque lembrar? Na última sexta-feira, 29 de julho, o lamentável fato completou 21 anos. E parece que o opróbrio daquele dia reluta em ser apagado. Ainda ontem eu escrevi nesse espaço que eu tinha a impressão de que a oposição tentaria alguma coisa para tumultuar as eleições de amanhã. Pois hoje veio a notícia: uma das chapas de oposição retirou sua candidatura, enquanto a outra decidiu fazer pirraça e não participar do pleito. Com isso, eles pretendem esvaziar um processo que se mostra claramente desfavorável para o lado deles. Afinal, a ideia do grupo que quer voltar ao poder é disputar as eleições num momento de crise, quando o time estiver na parte de baixo da tabela e os torcedores insatisfeitos com a gerência do Gigante... Porém, como eles vão querer derrotar o Presidente-Ídolo num momento que o Vasco conquistou um título de grandeza nacional e está a apenas 4 pontos do líder... Por isso, a tática deles é badernar, é transformar a eleição em circo, é arrastar o resultado na justiça por semanas, quiçá meses...

Não sei porque, mas parece que estou vendo aquela caravela de papelão saindo do túnel, carregada por Eurico Miranda, Pedro Valente e companhia...

domingo, 31 de julho de 2011

Flamengo x Santos na latinha


Na segunda, rumei para Lapinha, um arraiá de Santana do Richo, na Serra do Cipó, a cerca de 400 km de Juiz de Fora e uns 100 Km de BH. Muitas montanhas maravilhosas, estradas de chão passando por locais bem mais puros que o capitalismo cotidiano pensa em me ofertar na cidade. O tempo todo, em meu íntimo fui pensando no confronto de quarta-feira. Sabia que não iria ficar em pousada que oferecesse canais a cabo. Também percebi que a galera local, sem qualquer sombra de dúvida, torcia ou para Cruzeiro ou para Atlético. Normal.
O lugarejo fica próximo a uma represa construída há décadas. E ao mesmo tempo,  é servido com serras de pedra maravilhosas, cachoeiras e uma vegetação diferente da que estamos acostumados na zona da mata de Minas. O vento em Lapinha da Serra, seu nome completo, canta forte, nesta época de inverno. Não sou especialista, mas parece a brisa do lago indo e voltando, do entardecer até o meio-dia. Porém, incrivelmente, o local onde fiquei hospedado, apesar do canto das árvores, fazia menos frio do que o som anunciava lá fora. Era uma casa bastante simples, porém confortável até com geladeira e fogão, além de banho quente e rede na varanda. Sem conexão externa. Concentração na natureza, na revisão dos hábitos e energização para o semestre que iria começar.
É claro que não tive qualquer força para esboçar, "mulé, vou lá fora nessa ventania ver se encontro uma TV que passe o Flamengo". O vento tava muito forte e fomos para casa cedo. Olhei para o relógio algumas vezes. Cheguei a marcar num bloco de notas: 18:12, 18:35, 19:01, 19:44, 22h14. Me distraí e o jogo que tinha tudo para ser bom, já tinha começado. Antes da partida, tentei explicar pra Nina que era um momento especial, que o pessoal dos Santos podia querer crescer sobre o Fla, por conta do fiasco sepulcral da seleção brasileira etc etc. Não é totalmente, mas parecia vento passando. "Cê vai ver onde", perguntou, "po, não vou ver. Vou ouvir, fiz uma gambiarra no rádio do carro e vou ouvir a Rádio Globo". Na falta de um clipes, usei uma argola de chaveiro para contruir uma antena de recepção - a original não estava no lugar  Já tinha passado muito tempo ouvindo jogo pelo rádio na juventude. E raciocinei que a transmissão deve estar bem mais evoluída que naquela época. E no alto da montanha, tinha certeza que os 1220 iriam pegar. E falo que foi uma transmissão limpa e somente em alguns momentos, perdia volume e ía lá embaixo, parecia que  sairia do ar, mas voltava.
Quando liguei o rádio, o Garotinho demorou para falar o placar. Só soube praticamente quando o juiz apontou o penalti de Willians em Neymar. Depois dos 40'. Pela transmissão, fiquei achando que tinha havido rebote na cobrança. Só depois na TVque entendi direito o lance. Imaginei também que se tivesse ligado mais cedo, no início da partida, seria bem provável que ficasse puto e fosse para as cobertas. Mas Iansã, deusa dos ventos me conduziu por um encanto para os melhores momentos da partida e em um estado diferente da maioria das impressões contemporâneas desse espetáculo que é o futebol. Gérson, disse que pelo VT não tinha sido falta. Acho que foi, mas fora da área. Enfim, ainda bem que foi penalti, ainda bem que o Brasil tem Elano e o Flamengo o humor do Filipe.
Em seguida, o gol de Deivid. No intervalo, entrei em casa e expliquei pra Nina o que estava acontecendo. E ela sorriu, mais até pela minha empolgação do que pelo emocionante da partida. Lembrei do pai dela. Sá Chica devia estar chocado com a zaga do mengão e seu coração a mil. Voltei pro carro a tempo de ouvir os gols. Como haviam sido seis, o intervalo só repetiu dois - imaginei que o tempo deveria estar contadinho e não dava pra por os outros. Foram muitas emoções para um tempo só. Comentários e conversa pra caramba. No segundo tempo, apesar do gol de Neymar, já estava satisfeito de não ser 3 x 0. Ouvi, antes da falta inesperada, o Garotinho dizer "é esse o Ronaldinho que todo mundo quer". Foi no lance em que entortou o soldado de Murici. Gérson, já havia alertado para a proeza e criatividade do craque naquele tipo de cobrança. O canhota pensou em todas as variáveis, inclusive em uma que ele tinha cobrado pelo Barcelona, pelo lado da barreira. Para ele, o melhor seria por cima da barreira mesmo. Deu no que deu. Ronaldinho driblou até o tricampeão, exxxxpecialista.
Ainda fiquei emocionado ao ouvir uma tabelinha Neves-Gaúcho em um templo que serviu de narração para Pelé e Coutinho. E no fim, quase um 6 x 4.
Desculpem o excesso de palavras e talvez a falta até de uma emoção mais autêntica, todavia tem momentos e coisas que não ainda que as palavras saem diferentes. Ouvir o jogo no carro me garantiu um momento duplamente único ou completamente ímpar. Apesar de quê, se for para acontecer o que aconteceu, prefiro cancelar o Sportv.


p.s.: só uma coisa me assusta. Jogo na rádio parece camisa de time do interior: tem mais anunciante do que partida. É exagero, mas tem hora que enche o saco.

O aguerrido camisa 9

Amigos tricolores,

Não tivemos, na tarde de hoje, uma atuação das mais brilhantes. Depois de uma primeira etapa ruim, conseguimos tirar proveito das facilidades que apareceram (o jogo era difícil até a expulsão justíssima de um eqüino cearense) e goleamos o adversário. Mas eu quero falar aqui de um personagem um tanto polêmico do nosso elenco: o nosso capitão.

Meu pai costuma dizer que o Fred é um dos maiores lobistas do futebol brasileiro. Tem lá sua parcela de verdade. Nosso atacante gosta de chamar os holofotes pra si, e por isso conta com a simpatia de boa parte da imprensa, que precisa de notícias para encher as folhas dos jornais. Outra parte da imprensa, a conhecida Fla-Press, gosta de malhar nosso jogador, muitas vezes pelo mesmo motivo.

Claro que também há críticas justas, que se referem a suas seguidas contusões, seu alto salário e sua vida noturna agitada, por exemplo. Até concordo em parte com essas críticas. Mas acho que o jogador tem outras qualidades importantíssimas pra equipe, que não podem ser esquecidas.

Fred é um jogador diferenciado. É claro que tem fases boas e más. Porém, no elenco atual, é dele (e do Deco) que podemos esperar algo mais, como uma tabela bem feita, um passe de primeira, etc. Do resto podemos esperar muita dedicação, empenho, mas nada de brilhantismo.

Fred também é o líder do atual elenco. Na Libertadores deste ano, muitos torceram o nariz e disseram que ele mandava na equipe. Ora, se manda é porque deixam mandar. Eu conheço muita casa onde quem manda é o cachorro. Os donos da casa são tão fracos, tão indecisos, que é o mascote que decide a hora de acordar, a hora de comer, que móveis ficam ou não na sala... Nesses casos, não adianta mandar o bicho pro canil. Além disso, não podemos esquecer que essa liderança sobre o grupo foi fundamental na arrancada de 2009, quando ele chamou a responsabilidade pra si e tirou o peso das costas da equipe.

Fred é um jogador de grupo. Prova maior disso, tivemos na Copa América. O atacante podia ter livrado sua barra, convertido o seu pênalti... Mas não, isso seria egoísmo, coisa de ¨traíra¨. Se três companheiros já haviam desperdiçado suas cobranças, ele tinha que solidarizar-se.

Mas, acima de tudo, nosso camisa 9 é um valente. Não foge de cara feia, não tira o pé de dividida. Pode parecer pouco, mas no futebol atual, cheio de ¨craques¨ que passam mais tempo no cabeleireiro do que treinando, faz toda a diferença. Inclusive, foi essa a característica que o levou de volta a seleção. O Mano sabe que, na hora que a coisa encrespar, o Pato pode virar um ensopado.

O time inexplicável

Cruzmaltinos desse planeta,

não dá pra entender nossa equipe... No meio da semana, fica martelando a meta do Bahia, consagrando o goleirinho mulambo deles e sofrendo pra empatar no último segundo de jogo. Aí vem o final de semana e enfrentamos o poderoso tricolor paulista: vice-líder, fora de casa, com um tabu de 22 anos sem vencer os bambis no morumbicha em campeonatos brasileiros... E sapecamos 2x0 neles! Realmente, a impressão que tenho é que desse time do Vasco podemos esperar qualquer coisa. Até o título.

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E o time continua superando as minhas expectativas. Com a vitória de hoje, chegamos aos 24 pontos, dois a mais que os 22 que eu esperava ter hoje...

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A convocação fez bem demais ao Dedé. Hoje jogou como um leão, não dando oportunidades aos atacantes tricolores... Desse jeito, fica cada vez mais difícil segurar o mito na Colina...

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Outro que vem se destacando é Diego Souza. O banco parece ter feito bem ao nosso camisa 10, que vem se mostrando um excelente jogador quando tem a bola nos pés. Domínio perfeito, boa visão de jogo... Um meia que seria titular em qualquer clube brasileiro.

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Será que Monsieur Gomes não vai rever sua posição em relação à lateral-esquerda? Hoje, até Jumar, jogando improvisado, foi melhor do que o Márcio Careca. Aliás, na quinta-feira ele errou tudo que tentou e ainda conseguiu tomar um vermelho infantil no fim do jogo. E será que foi por acaso que o gol saiu logo que ele deixou o gramado?

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E o desembargador Adolpho Andrade Mello decidiu por manter a realização das eleições para a presidência do Vasco para a próxima terça-feira, dia 2 de agosto... Porque será que eu tenho a impressão de que a luta está só começando, e que a oposição ainda tentará muitas artimanhas para evitar a inevitável vitória da chapa que trouxe o Vasco para o topo novamente?

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Tropeço imperdoável

Já disse aqui que alguns times grandes, embora joguem a série A, permanecem em uma série B psicológica. O Atlético, sem dúvida nenhuma, é um deles. Na verdade, nem sei se ainda podemos dizer que o Atlético é grande. Se levarmos em consideração a torcida, sim, o Galo é grande. Agora, se o critério for conquistas, o time mineiro (com apenas 1 brasileiro a longínquos 40 anos) pertence ao segundo escalão do futebol brasileiro, junto com Coritiba, Sport, Botafogo, etc.

Além disso, o Atlético está quase na zona de rebaixamento, com técnico ameaçado, torcida pressionando... Por tudo isso, não dá pra entender por que o Flu respeitou tanto o time mineiro. Com uma escalação equivocada (até quando o Abel insistirá nesse 4-5-1?), o tricolor não agrediu o time mineiro. Ficou aguardando, tocando a bola de lado, esperando sei lá o quê. Podíamos ter matado o jogo no primeiro tempo, quando o adversário estava nervoso e inseguro. Mas como nada fizemos, o Atlético foi ganhando confiança, se arriscando mais ao ataque.

No segundo tempo a coisa mudou de figura. O Atlético se lançou ao ataque, e mesmo sem muita qualidade, começou a rondar o gol tricolor. Nosso goleiro (que vem mostrando muita segurança, diga-se de passagem) já tinha sido obrigado a fazer uma ou duas defesas importantes, quando acabou acontecendo o inevitável.

Daí pra frente foi um bombardeio tricolor, com um festival de gols perdidos e cruzamentos errados. Aliás, essa é uma cena que tem se repetido à exaustão: nossos zagueiros e atacantes bons de cabeça na área, e o cruzamento vem por baixo. É impressionante como Carlinhos (principalmente), Mariano, Souza e Marquinho não conseguem acertar um cruzamento. No próximo treino, o Abel tem que separar esses jogadores e deixá-los de castigo, brincando de “cruzinha” até cansar. Garanto que será produtivo.

Independente disso, no fim ficou a impressão de que o Flu perdeu porque não teve gana de vencer. Faltou jogar como favorito, se impor como o atual campeão. Um tropeço imperdoável.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Mito

Cruzmaltinos desse planeta,

quem me conhece ou quem acompanha o blog há algum tempo deve saber que eu não torço pela Seleção Brasileira. Não é uma questão de torcer contra (embora alguns jogadores me façam torcer contra - Neymar, Roberto Carlos, Robinho), mas mais uma coisa de falta de empatia. Desde que eu tinha 9 anos de idade e vi a seleção do Lazaroni tapando a logo da Pepsi na foto oficial eu entendi que aqueles caras da blusa amarela estavam mais preocupados com o tutu do que com a bandeira... Talvez por isso eu nunca mais tenha ligado para as listas de convocados, mesmo quando incluíam jogadores vascaínos. Porém, hoje foi diferente.
Acompanhei a carreira do zagueiro, desde quando a torcida pegava no pé dele - eu inclusive - até sua consagração recente. As declarações de que hoje seria o dia mais feliz de sua vida me deixaram feliz. Mesmo sabendo que isso aumenta o olho grande em cima do zagueiro, mesmo pensando nos jogos que o camisa 26 vai nos desfalcar no Brasileirão, sim, eu fiquei feliz. Não tinha como se aborrecer com a realização dos sonhos de um cara que tem se dedicado tanto ao club que eu tanto amo. Sendo assim:

Parabéns, Dedé! Mostra pra eles porque em São Januário você se tornou O MITO!

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Eu disse que dava pra fazer um hat-trick. Batemos os três patéticos. Estamos 1 ponto acima das minhas projeções. Vamos lá! Rumo aos 72 pontos!

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O futebol hoje em dia, sobretudo no Brasil, passa por uma crise. Não é necessariamente uma crise de talento, ou uma crise de resultados. Essas daí se resolvem facilmente. Muda um técnico, passa uma geração, cedo ou tarde tudo volta para o que era antes. Muito mais grave do que isso é a crise de valores que temos hoje no futebol brasileiro.
Futebol é uma paixão, futebol é um negócio milionário, mas - acima disso tudo - futebol é um esporte, e como tal, exige que seus praticantes sigam uma determinada conduta ética. É aquilo que chamam de "espírito esportivo", que parece que foi eliminado do futebol.
O espírito esportivo diz que é preciso respeito não só pelas regras da competição, mas também respeito pelo adversário - tanto por sua integridade física quanto por sua honra.
Já escrevi sobre o "moleque" Neymar e os outros "moleques" do Santos. Humilhar o adversário - ofendendo ou fazendo palhaçadas em nome do "espetáculo" - não é uma atitude de esporte. É mais condizente com jogos de gladiadores.
Por falar em Gladiador, alguém devia falar para o Kléber que tentar tirar proveito da gentileza do adversário denota falta de caráter. No esporte, não vale tudo pra se dar bem. Não é só porque a regra não diz o contrário que esse tipo de coisa passa a ser permitido. Mais elevada que a proibição legal é a proibição moral. A justificativa de que o Flamengo não poderia reclamar porque abusava da cera faz sentido, também mostra falta de respeito do lado de lá, mas um erro não justifica o outro - mas isso o Gustavo Poli, do Globo, já falou melhor do que conseguirei.
Porém, a face mais grave do desrespeito ao adversário é aquela quando os adversários se esquecem que aquilo é só um esporte, e coloca em risco a integridade física de companheiros de profissão, como aconteceu no jogo entre os juniores de Vasco x Sport. A agressão aconteceu de maneira covarde, e o fato de ter sido em uma partida de garotos é emblemático: os valores que os mais jovens trazem, desde o início de suas carreiras, são esses.


O esporte é uma forma de competição que visa substituir as guerras na formação das pessoas. Formação física, psicológica, mental e de caráter.
E aí? Será que ainda dá pra chamar o futebol de esporte?