sexta-feira, 19 de julho de 2013

Avante Fogão!


Caros Alvinegros,

Após longo e tenbroso inverno eis que retorno, sacudindo a poeira desse famigerado blog futebolístico.

Volto em um momento extremamente turbulento de 2013, ano que já nos deu alegrias mas tem nos reservado muitos sustos e momentos de extrema expectativa e desconfiança.

Após a conquista do Campeonato Carioca de 2013 de forma brilhante e incontestável passamos a conviver com situações difíceis e que colocarão o clube, comissão técnica e equipe em posição difícil durante todo o segundo semestre desse ano e provavelmente o próximo.

A perda de jogadores importantes do nosso elenco (Fellype Gabriel, Andrezinho, Jadson e Marcio Azevedo) enxuga um plantel que se apresentava como um dos melhores e mais fortes do país e candidato a disputar, no mínimo em pé de igualdade, todos os títulos esse ano. Em razão disso jovens promessas são promovidas da base e, algumas, já são escaladas com frequência na equipe titular, caso de Vitinho. Para não queimá-los todo cuidado deve ser pouco.

A interdição do Engenhão precipitou um momento de crise financeira, em razão da grande perda e cancelamento de contratos de patrocínios e publicidade, que atrasa salários e acaba por levar à venda jogadores fundamentais para a equipe, caso de Fellype Gabriel, peça insubstituível no esquema de Oswaldo de Oliveira. Além disso, bloqueios e penhoras judiciais impedem o acesso ao dinheiro que serviria para quitar os salários, o que acaba por gerar mais um problema: além do atraso continuar ainda ficamos sem os jogadores.

A falta de estádio ainda dificulta os mandos de campo do time na cidade do Rio de Janeiro. Viagens constantes provocam grande desgaste e, na prática, o que ocorre é que acabamos por perder o mando. Além de provocar grande insatisfação no plantel pelas constantes viagens.

Some a isso tudo a queda no número de sócios-torcedores. Voltamos ao patamar anterior à chegada de Seedorf com um montante de cerca de 8 mil sócios pagantes, queda em torno de 50% em relação ao total. Sim, os números são muito baixos, mas a melhora gradativa em termos percentuais era notória.

Apesar de toda tempestade que nos assola não podemos reclamar em nenhum momento do profissionalismo e dedicação do grupo e comissão técnica, que trabalham diariamente pelos resultados e posição alcançada até esse momento. Estamos no G4 e precisamos nos manter lá.

AVANTE FOGÃO, contra tudo e contra todos!!

domingo, 2 de dezembro de 2012

II Troféu Boston Medical Group


Tricolores e hereges de outras cores, 

Fim de ano, Fluzão campeão, mas ainda precisamos eleger o vencedor do "II Troféu Boston Medical Group". Na sua opinião, qual clube merece um tratamento para ejaculação precoce de presente? Os candidatos de 2012 são:



A - Atlético -MG: Vencedor do primeiro turno, chegou a liderar com folga o Brasileirão. No fim, comemorou o vice. 

B - Vasco: 372 rodadas na zona de classificação para a Libertadores. Acabou em quinto.

C - Grêmio: Após uma bela arrancada chegou a sonhar com o título. Perdeu o segundo lugar na última rodada, e vai ter que encarar um Real Potosi da vida pela pré-Libertadores. 

D - Flamengo: No futebol todo mundo sabia que seria assim. Mas atuação da delegação olímpica da Mulambada em Londres foi de doer. Teve doping, César trapaCielo com a bronze... 

Votem!

Somatório de Pontos 2003 - 2012

Somatório dos pontos conquistados nos últimos 10 anos no Campeonato Brasileiro.

  Time 2012 2011 2010 2009 2008 2007 2006 2005 2004 2003      total
1    São Paulo 66 59 55 65 75 77 78 58 82 78 693
2  Inter 52 60 58 65 54 54 69 78 67 72 629
3  Cruzeiro 52 43 69 62 67 60 53 60 56 100 622
4  Santos 53 53 56 49 45 62 64 59 89 87 617
5  Fluminense 77 63 71 42 45 61 45 68 67 52 591
6  Flamengo 50 61 44 67 64 61 52 55 54 66 574
7  Corinthians 57 71 68 52    44 53 81 74 59 559
8  Grêmio 71 48 63 55 72 58 67    39 50 523
9  Palmeiras 34 50 50 62 65 58 44 70 79    512
10  Vasco 58 69 49    40 54 59 56 54 54 493
   Atlético - MG 72 45 45 56 48 55    47 53 72 493
12  Botafogo 55 56 59 47 53 55 51 59 51    486

domingo, 18 de novembro de 2012

Foi bonita a festa, pá... continuação


E o público pagante hoje foi 28.438! Como?! Se teve torcedor que passou horas na fila e saiu sem ingresso? Se a diretoria anunciou que os 36 mil postos a venda haviam sido vendidos? Alguém me explica? 

Aliás, se o Engenhão tem 45 mil lugares, porque nunca permitem jogos com mais de 40 mil pessoas? Não é um estádio "moderno", construído a apenas 5 anos? Significa então que o Maracanã, que encolheu para pouco mais de 70 mil lugares, não terá jogos para mais de 60, 65 mil pessoas? 

ST

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Foi bonita a festa, pá...


Tricolores e hereges de outras cores, 

Era pra ser só alegria. Mais um título brasileiro, recordes e etc. Nos bastidores, um aguardado programa de associação e melhorias na sede das Laranjeiras. Tudo isso contrastando com o caos administrativo e técnico em que se encontram nossos rivais. Fim de ano perfeito, não?

Não. Infelizmente não é bem assim. 

Torço muito pela administração atual. Não escondo. Acho que, apesar dos títulos, a gestão anterior, do Horcades, foi terrível para o clube. Até por isso, tenho grandes expectativas no trabalho do Peter. 

Mas a realidade teima em me desapontar. 

Primeiro foi a presença de Leandro Campinho comandando a festa do Tetra nas Laranjeiras. Para quem não lembra, Campinho agrediu Diguinho, ao invadir um treino em 2009, e ano passado perseguiu e ameaçou Fred, em um episódio que quase tirou o atacante do Flu. O que justifica sua escolha como mestre de cerimônias? 

As filas pelos ingressos do jogo de domingo também são inaceitáveis. A venda pela internet não funciona como devia, nas bilheterias desorganização, falta de informação, cambistas agindo livremente e desrespeito ao torcedor. A repetição de 2008 e 2010.

Diz a diretoria que tudo se resolverá com o novo programa de sócios. Será? Se na primeira semana, o site para cadastramento de novos sócios já entrou em parafuso. (Ainda sobre o novo programa sócio-torcedor: não entendi a limitação de 6 mil novos sócios. Título Brasileiro, Natal, 13º, vaga na libertadores, não era o momento de aproveitar a euforia para uma associação massiva?) 

O CT ficou pro fim ano que vem (será?). O equilíbrio das contas (prometido para esse ano) também não será atingido, mesmo com a venda do Wallace ou de mais alguma jovem promessa. O desrespeito do fornecedor de material esportivo com o clube continua o mesmo (o caso das camisas numeradas foi emblemático). E até a relação com o patrocinador não parece ter mudado tanto (basta ver as especulações de contratações para o próximo ano). 

Ainda acredito na atual administração. Mais do que isso, torço por ela. Apesar de não gostar de seu discurso “modernizante”, acho que ela tem muito a contribuir pro clube. Mas, confesso, já não sou tão otimista quanto antes. 

Já murcharam tua festa, pá 
Mas certamente 
Esqueceram uma semente 
Nalgum canto de jardim 

PS.: Pro ano acabar melhor, não custa torcer pela reeleição da Patrícia Amorim na Gávea. Isso sim seria uma boa notícia. 

ST

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Los caballeros de la angustia


Fiéis tricolores e hereges de outras cores,

A anti-notícia do fim de semana foi o tetra do tricolor. Digo anti-notícia porque não houve nenhuma surpresa nesse fato. Eu já havia vaticinado esse título na primeira rodada, e até mesmo os mais pessimistas torcedores já tinham vestido a faixa de campeão. A única pendência era saber se seria essa semana ou nas próximas.

Ainda assim, mesmo com toda a superioridade traduzida nos números, ainda apareceram uns “especialistas” desfazendo do melhor campeão da história. Primeiro era a arbitragem. Depois, quando os fatos desmentiram qualquer teoria conspiratória, passaram a valorizar o futebol dos nossos rivais em detrimento do Flu. A ladainha é sempre a mesma, “venceu sem convencer”, “o futebol do (Atlético, São Paulo ou Grêmio) é mais bonito, mais empolgante”, e por ai vai. Pura dor de cotovelo de quem não consegue ver o óbvio: o Fluminense atual é um daqueles esquadrões raros, marcados para vencer, e será lembrado em conversas de bar por décadas e mais décadas.

Para quem não entende a proposta de jogo do Flu, vale uma pequena palestra histórica. Já disse aqui que o Fluminense atual tem a cara dos grandes times argentinos, com muito aguante e frieza. Eis que, após essa crônica, encontrei-me com a seguinte passagem no livro Vencer ou Morrer, de Gilberto Agostino:

“Em Buenos Aires, La Máquina, como ficara conhecido o time do River Plate nos primórdios dos anos 40, fora encarada como uma das maiores equipes do mundo em sua época, contando com um esquema de jogo mágico e astros do porte de Muñoz, José Manuel Moreno, Adolfo Pedernera, Angel Labruna e Loustau. Para os torcedores, estes ficariam na lembrança como Los caballeros de la angustia, capazes de dominar o jogo por todo o tempo, mas ganhar por um placar apertado, geralmente com a diferença de um gol, deixando represada a sensação da vitória até o apito final.”

Assim foi o Flu. Eficiente, midiático (capaz de segurar audência mesmo em um jogo fácil, como o de ontem), traiçoeiro. Mas acima de tudo, TETRACAMPEÃO!!!! QUE VENHA O PENTA!

ST

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Contagem regressiva


5 – Esse será o nosso quinto título nacional. 4 brasileiros (70, 84, 2010, 2012), e mais o título da Copa do Brasil de 2007; 


4 – Em 2013 disputaremos pela 4ª vez em seis anos a Libertadores da América, consolidando-nos no cenário internacional. 

 3 – Com mais três vitórias o Fluminense chegará a 77 pontos, e se tornará a melhor campanha da história dos Brasileiros de pontos corridos, superando o São Paulo de 2007; 

2 – Se vencer as próximas duas partidas, o Fluminense superará também o seu recorde de vitórias consecutivas em Brasileiros. 

1 – 1 gol falta pro Fred atingir a marca de 100 gols com a camisa do Fluminense. 

0 – Zero é o número de vezes que o Fluminense foi vice no Brasileiro. Entre os 12 grandes (será que são mesmo 12?) somente o Fluminense e o Flamengo podem se orgulhar de nunca terem fracassado na hora H. Já o Patético-MG tá acostumado a morrer na praia. Já foi vice 3 vezes (77, 80 e 99) e terceiro outras 7 vezes (70, 76, 83, 86, 87, 91 e 96). 

ST

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A inveja é uma merda!



Tricolores e hereges de outras cores, 


A imprensa “especialista” não se cansa de ver defeitos em nosso time. Dizem que o Fluminense faz a melhor campanha de todos os tempos apesar da zaga, apesar dos laterais ruins, apesar da má fase do Thiago Neves, apesar dos erros de estratégia do Abel... pura inveja. 

Tanta inveja (de jornalistas mulambos, lusos ou chorões) não permite que eles enxerguem o óbvio: esse não é um time montado pra disputar o Brasileirão. Brigaríamos pelo título mesmo se estivéssemos no campeonato inglês, alemão ou espanhol. Em campos brasileiros, lideramos com sobras. 

Isso porque o Fluminense atual foi pensado para vencer a Libertadores e até mesmo o mundial. Este ano uma infeliz coincidência de desfalques acabou nos derrubando antes da hora no torneio continental. Porém, assimilamos o golpe e nos tornamos mais fortes, ao incorporar a principal qualidade de nosso algoz. É impressionante a capacidade que temos demonstrado de suportar a pressão do adversário sem nos desesperarmos, sem desorganização. Essa frieza é o que os argentinos chamam de aguante

Nosso time atual tem muito aguante. Não se afoba, não perde a cabeça em momento algum. Ancorado em um goleiro confiável e um ataque venenoso, o Flu sabe que não precisa muito para vencer seus jogos. Basta uma chance. Traiçoeiro, o Flu arma uma arapuca para seus adversários. Já reparou que todo mundo acha que pode vencer o Flu? Que, depois do jogo, nossos adversários sempre dizem que jogaram melhor? 

Ilusão, meu bem, mera ilusão. O controle do jogo em nenhum momento deixa de estar conosco. Se o outro time ataca, e por que nós deixamos. Atraímos o rival para o nosso campo, e assim preparamos o contra-ataque fatal. 

2012 já acabou. Podemos deixar a humildade de lado e comemorar o Tetra. Nossa luta agora é apenas com a história, com os recordes que queremos quebrar. 

 2013 vem aí. Desta vez, tenho certeza que a Libertadores não vai nos escapar. 

ST

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cavalieri em dia de Batatais


Tricolores e hereges de outras cores,

Falar da tradição tricolor de grandes goleiros é chover no molhado. Marcos Mendonça, Castilho, Félix, Paulo Victor... Mas o jogo de ontem nos remete a Algisto Lorenzato Domingos, o Batatais, herói do lendário Fla x Flu da Lagoa.

Em 1935, o profissionalismo ainda era uma novidade no futebol brasileiro. O Flu, que não ganhava o carioca desde 1924, trouxe em uma só tacada, Romeu, Lara, Sandro, Machado e Batatais. Todos da seleção paulista. Dois anos depois ainda chegaria Tim. E com essa base paulista o Flu ganhou 5 campeonatos em 6 anos (tri em 36/37/38, e bi em 40 e 41).

A decisão do carioca de 41, disputada no Estádio da Gávea, é certamente um dos capítulos mais emocionantes dessa centenária rivalidade. Após estar vencendo por 2 a 0 e ceder o empate, o tricolor teria usado o expediente de chutar bolas na Lagoa Rodrigo de Freitas para segurar o resultado que lhe era favorável. Detalhe: o goleiro tricolor Batatais atuou boa parte do jogo com a clavícula deslocada, e mesmo assim garantiu o resultado com suas grandes defesas.

Batatais à frente do Flu, na decisão de 41

71 anos depois, outro goleiro paulista, também de sobrenome italiano, garante uma vitória importante do Flu sobre seu principal rival, mesmo após ter recebido um chute na garganta durante o jogo. Homenagem maior a Batatais não haverá.

ST

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O Flu e a imprensa esportiva

Tricolores e hereges de outras cores,

Passadas 26 rodadas o cenário é desolador: para os outros clubes. O Flu não é apenas o líder do Brasileirão de 2012, é o maior líder de todos os tempos. Nunca na história ninguém foi, a essa altura do campeonato,  tão líder. Com 56 pontos (4 de frente pro segundo), e mais de 70% de aproveitamento, temos ainda a melhor defesa, o melhor ataque e o artilheiro. Perfeito, né?

Pois a imprensa “especialista” briga com os números, e encontra defeitos às pencas no Flu. A revista paulista Placar, por exemplo, escala assim sua seleção do campeonato: Jefferson; Marcos Rocha, Réver, Leonardo Silva e Fábio Santos; Paulinho, Ralf, Juninho e Seedorf; Bruno Mineiro e Osvaldo. 3 jogadores do vice-líder, 3 do Corinthians (oitavo), 2 do Botafogo (sexto), 1 do Vasco (terceiro), 1 do São Paulo (quinto), e até 1 da Portuguesa (décimo terceiro!). Nenhum jogador do maior líder de todos os tempos. Dá para acreditar?!

Mas não para por ai. André Rizek (comentarista da SportTV) classificou recentemente nossa dupla de zaga, a menos vazada em 2010 e também este ano, de horrorosa.

Para completar, tratam o erro do árbitro a nosso favor (no último jogo, contra o Náutico) como o maior roubo da história do futebol, uma prova irrefutável de teorias conspiratórias fantasiosas (o que mais dizer da tal “denuncia” do Kajuru?). Se esquecem que o Flu foi prejudicado pela arbitragem contra o Santos, Coritiba, Cruzeiro e Atlético-MG. Se esquecem que jogamos contra o Corinthians com o corinthiano Sandro Meira Ricchi no apito. Se esquecem que o Atlético-MG foi beneficiado contra o São Paulo, contra o Atlético-Go, e em outros tantos jogos onde jogadores adversários são estranhamente expulsos (segundo levantamento da Flusócio, desde o segundo turno do ano passado – quando o time mineiro estava para cair - o atlético teve 21 adversários expulsos em 45 jogos . Quase 1 a cada dois jogos).

Como explicar tamanha miopia?

ST