sexta-feira, 20 de julho de 2012

Entradas e saídas - E o Vasco?

Cruzmaltinos desse planeta,

enquanto escrevo, fico aguardando o "fechamento" da janela de transferências do Brasileirão. Fechamento entre aspas, já que - como as janelas do mundo árabe e europeu continuam abertas - ainda existe uma possibilidade dos times brasileiros perderem jogadores - e sem poder contratar outros para seu lugar. Coisas dos jênios que "gerenciam" (também merece ficar entre aspas). Nas últimas horas, uma série de reviravoltas tomou de assalto o time da colina. 
A primeira delas é o novo contato dos árabes querendo Diego Souza. Parece que dessa vez o negócio sai, até o pai do jogador já deu declarações dizendo que ele está de saída. Apesar do traumático gol perdido na Libertadores, eu gosto do Diego Showza. É imprevisível, mas nos dias de "sim" era um jogador pra colocar inveja em qualquer clube do Brasil. Porém, sua saída não será nenhuma tragédia. Fica muito fácil montar o meio campo com Felipe em seu lugar. E, goste eu ou não, temos também Carlos Alberto que pode jogar na posição. Diego Souza foi muito prejudicado por nosso treineiro, que se recusava a colocá-lo carregando a bola do meio-campo e queria que ele fosse uma espécie de ponta de lança. Nenhum dos prováveis substitutos tem esse perfil, e pode ser que precisemos mudar um pouco a maneira de jogar, mas isso não me preocupa tanto. Como temos vários jogadores veteranos, talvez até seja uma boa colocarmos mais a bola no chão, cadenciar a partida e não ficar esticando tanta bola. Ou seja: sem DS10, muda o time, mas não necessariamente piora. 



Outro boato é fresquinho: a possibilidade de saída de Fagner. Na verdade, o jogador já vem se mostrando insatisfeito faz algum tempo. Ciumento, o lateral ficou chateado por não ter tipo uma partida comemorativa por seu centésimo jogo e coisas do tipo. Temos que concordar que hoje em dia tem camisa comemorativa até em aniversário de roupeiro (vamos maneirar, DP de Marketing!), mas ficar de mimimi por isso é muita frescura. O problema maior é que não temos substitutos para essa posição. O reserva imediato de Fagner era Allan, que já saiu, e o garoto Max é fraco, Pra piorar, o esquema do Vasco nos últimos 3 anos sempre usou Fagner e sua velocidade como desafogo. Éder Luís sempre jogou mais (ou pelo menos jogou alguma coisa) quando o camisa 23 estava em um bom dia. Se a saída se confirmar, jogaremos com um jogador inexperiente ou com alguém improvisado na posição. Nenhuma das duas opções me agrada. Só nos resta torcer para dar tudo certo e o tatuado da Colina ficar até dezembro.



***

Após esse tempo todo sumido, acabei não comentando nossas contratações. Gostei demais das duas. Auremir é uma boa aposta. Jovem, se destacou no medonho time do Náutico no Pernambucano, e tem tudo para dar certo na Colina. Parte da torcida ficou de chiadeira pois queria um nome consagrado. Não fazia sentido gastar rios de dinheiro na substituição de Allan, um jogador que - embora fosse excelente - não era titular e também ainda era uma promessa. Quem reclama do Vasco por pegar jogador de time pequeno se esquece que Dedé veio do Volta Redonda, Juninho do Sport, Allan do Madureira, Rômulo do Porto de Caruaru... Até Edmundo chegou em São Januário após ter passado pelas categorias de base de um anão do Rio. Espero que Auremir se mostre cabra da peste e repita a história vencedora de outro volante pernambucano que arrebentou no Vasco: o campeão de 89 Zé do Carmo.



Já Wendel estreiou na última quarta, na vitória contra o São Paulo e mostro a que veio. Seguro, o volante da camisa 77 marcou bem, fez 33 passes e errou somente 3! Tenho a impressão de que não sentiremos tanta saudade do Rômulo como nós imaginávamos.

***

A diretoria do Internacional de Porto Alegre anunciou hoje a demissão do técnico Dorival Jr. Comandante do Vasco na volta pra série A, DJ vem deixando parte da torcida com sonhos molhados. Pode parecer incoerência, já que volta e meia critico o trabalho de Cristóvão Borges, mas sou completamente contra a troca de treinador nesse momento. Cristóvão é teimoso, demora demais pra mexer, recua demais o time quando faz um golzinho muquirana... Mas tem o grupo na mão! São raras as demonstrações de insatisfação com o técnico, e isso no futebol de hoje - recheado de divas - é raridade. O momento de trocar o comando já passou. Agora, se não houver uma grave crise, vamos com CB até o final do ano.



***

Ah! Até pra compensar, tenho um projeto novo para o blog... Aguardem e confiem...


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Histórico da 10ª Rodada


Meus comentários sobre a goleada de hoje, só amanhã. Por hora, relembro como estavam os campeonatos passados na altura da décima rodada. 


2003 – 10ª rodada
Cruzeiro
21
Santos
18
São Paulo
18
Atlético-MG
17
16º
Fluminense
13

2004 – 10ª rodada
Criciúma
18
São Caetano
18
São Paulo
18
Cruzeiro
18
11º
Fluminense
14

2005 – 10ª Rodada
Ponte Preta
23
Fluminense
20
Inter
19
Santos
18


2006 – 10ª Rodada
Cruzeiro
21
Inter
21
São Paulo
20
Fluminense
19

2007 – 10ª rodada
Botafogo
21
Goiás
19
São Paulo
18
Palmeiras
17
10º
Fluminense
14

2008 – 10ª rodada
Flamengo
23
Vitória
20
Cruzeiro
18
Grêmio
18
20º
Fluminense
6

2009 – 10ª rodada
Atlético-MG
21
Inter
20
Vitória
19
Palmeiras
19
18º
Fluminense
10

2010 – 10ª rodada
Fluminense
22
Corinthians
21
Ceará
19
Inter
16

2011 – 10ª rodada
Corinthians
28
São Paulo
21
Flamengo
20
Palmeiras
19
12º
Fluminense
12

2012 – 10ª rodada
Atlético-MG
25
Vasco
23
Fluminense
22
Grêmio
18

Notas:

Entre os líderes na 10ª rodada, apenas Cruzeiro (2003), Fluminense (2010) e Corinthians (2011) acabaram campeões.

Em 2004, 2005, 2008 e 2009, os campeões sequer estavam entre os 4 primeiros, a essa altura do campeonato.

Pela primeira vez, na história dos campeonatos de pontos corridos, o Flu chega invicto à 10ª rodada.

A pontuação atual do Fluminense é semelhante a de 2010 e superior a todos os outros anos.

ST

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Que semana!


Amigos tricolores e hereges,


Estive uma semana afastado deste nosso querido espaço virtual, mas não longe do Fluminense. Aliás, posso dizer que tive uma semana repleta de Fluminense.

No sábado passado, acompanhei do aprazível field do Bairro dos Aflitos a mais uma vitória tricolor. Vitória essa que começou muito antes do apito inicial. Quando centenas de tricolores saíram de suas casas na Bahia, Sergipe, Alagoas, interior de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte rumo à Recife, nosso triunfo já estava garantido. Quando nossa torcida e o time se unem, quem é páreo para nós?

Por isso, o almoço de confraternização ‘Tricolor em toda a terra’ que precedeu o jogo, e contou com a presença ilustre de Marinho Chagas, mais que preparar para o embate que se avizinhava, celebrava a vitória iminente, inevitável. Todos os elogios para a Reciflu, que capitaneou o evento e mostrou que os torcedores podem (e devem) participar mais da vida do Fluminense. A torcida é a alma do clube, seu maior patrimônio, e não pode ser vista apenas como clientes que o financiam, ou como público que aplaude nas horas boas.

Na quarta-feira pela manhã, fui às Laranjeiras, comprar ingressos para o Fla-Flu e conhecer o novo museu do Flu. Meus amigos, que coisa linda! É claro que o acervo de troféus e relíquias de um clube “retumbante de glórias e vitórias mil”, já seria o bastante a para encher o Louvre. Mas ver como tudo isso selecionado e organizado, em uma ‘tabelinha’ incrível com vídeos, arquivos de áudio, fotografias, painéis interativos e com a própria sede das Laranjeiras, empolga qualquer um. Aplausos para a diretoria.

Para finalizar, amigos, o Fla x Flu. Ah! O centenário Fla x Flu: o maior clássico do futebol mundial! E mais uma vez, nossa história se fazia presente. Foi uma vitória dupla, incontestável. Na preliminar, nossos heróis de outrora, com a sabedoria de seus cabelos brancos, ensinaram o caminho. 1 a 0, gol de Arthurzinho.

Alunos aplicados, os profissionais de agora repetiram o placar. É verdade que o jogo poderia ter sido mais fácil. O Flu marcou muito atrás, quase dentro de sua área, dando campo pro fraco time adversário. Com o gramado escorregadio e com arbitragem carioca tipicamente pró-mulambos, essa postura perigosa nos levou a alguns sustos, desnecessários dada a imensa superioridade de nosso elenco.

Mas, no fim, continuamos invictos e já somos vice-líderes. Mais que os 3 pontos, fica a certeza de que, nos últimos 100 anos, em jogos importantes, sempre podemos contar com nosso assíduo freguês rubro-negro. Afinal, como já cantou a torcida, GANHAR FLA-FLU É NORMAL!  

ST

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quem vai, volta ou fica


Tricolores e hereges,

Vai acabando o mês de junho (para os jogadores do Flu que recebem em dia. Nos outros clubes do Rio o mês costuma demorar mais...), e com ele acaba também alguns contratos e empréstimos.  Deixo aqui meus pitacos.

Marquinho: O Roma acaba de confirmar a compra do meia, campeão pelo Flu em 2010, por R$ 9 milhões. Não sei quem acertou os valores (o Flu tinha apenas 15% dos direitos federativos), mas foi um péssimo negocio. Se o atleta surpreendeu positivamente na Itália (como foi dito pelo técnico e pela imprensa local), porque o desconto de 1 milhão de euros no valor original?

Lanzini: Alguém achou que ele ia ficar? Pelo preço que o River Plate queria, dá pra comprar uns 3 jogadores de alto nível, até melhores que o argentino.

Sóbis: Também tô achando caro. Eu até gosto muito do jogador (finaliza bem e tem um bom passe). Mas, atualmente, é reserva. Será que podemos nos dar ao luxo de pagar R$ 13 milhões por um reserva?

Thiago Ribeiro: A mesma situação do Rafael Sóbis. Porque pagar tão caro por um reserva? Principalmente se já temos um bom jogador no banco (Marcos Júnior), ou podemos reincorporar o Martinuccio sem custo algum.

Conca: A diretoria não tem escolha. Caso o jogador queira voltar para o Brasil, terá que ser pro Flu. Mas, sinceramente, não acho uma boa ideia. Pelo menos, não agora. Se o argentino viesse, Abel seria obrigado (pela torcida) a escalá-lo junto com o Deco. Thiago Neves e Wágner, que hoje disputam a vaga, iriam definitivamente para o banco. Além de me parecer um desperdício ter dois jogadores tão caros na reserva, temo que o descontentamento deles azede o clima nas Laranjeiras.  O melhor é que o Conca aguente mais um ano na China, e volte pra ocupar o lugar do Deco, que se aposentará.


P.S.: Amanhã estarei nos Aflitos.Comentários pós-jogo só quando Deus quiser...
ST

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Marasmo

Companheiros Flamengos...

Esperei algum tempo até retornar à sempre agradável tarefa de escrever nesse bacaníssimo blog.
E esse tempinho foi proposital.
Na vã e "imorrível" esperança de ver uma revolução pelas bandas rubro-negras passou-se quase um mês e a única coisa que mudou foi a mentirosa invencibilidade flamenga no Brasileirão-2012.
Continuamos com um elenco limitadíssimo em qualidade e quantidade, mantivemos até a presente hora o treinador obsoleto, tacanha e parlapatão de outrora.
O jogo contra o Grêmio, o qual tive a bênção de não acompanhar por estar de plantão, deve ter sido mais um espetáculo de bizarrices de time e técnico, aos quais viemos sendo sistematicamente submetidos.


Joel chega ao CT Ninho do Urubu

As especulações de contratação também não contribuem para o bom humor flamengo, já que Juan não vai dar jeito na zaga, Ramon não passas de um lateralzinho nota 5,5 com passagens discretas por Inter, Vice e Curíntia e o camisa 10 que povoa nossos sonhos é inatingível para nossos combalidos cofres.
O volante(vejam vocês) Victor Cáceres é a único que me agrada nessa onda.
Eu já vaticinava neste espaço que devemos alçar o jovem Adryan à condição de sumo-sacerdote-da-camisa-10 e danem-se os medalhões pouco produtivos mundo afora. Mantenho minha opinião e se "queimarmos" o garoto, ano que vem aparece mais um na nossa industrial fábrica de craques.
Voltando ao banco de treinadores, o cavalo que invadiu a Gávea e vem escalando Aírton e Renato Canela está aparentemente com a rédea apertada no gurgumilho e já aparecem alguns nomes cotados para o cargo do débil quadrúpede. De todos apenas Jorge Sampaoli e Marcelo Oliveira me soam como realmente mudanças na mentalidade do time.
Tenho mesmo uma curiosidade atroz com Renight, mas esse definitivamente não é o momento de experimentar nada na Gávea.
Espero novidades e sei que não serão as melhores.
O ano será longo...Deus nos ajude!

P.S.: Música do Dia - The Beatles - Hello, Goodbye





Volta dos ídolos


Enquanto Marcão e Thiago Silva treinam nas Laranjeiras, 

Júnior Baiano visita o Flamengo

domingo, 24 de junho de 2012

No surprises, please

Tricolores e hereges de outras cores,

Fazia tempo que eu não via uma partida do Fluminense lanchando tranquilamente, sem me engasgar nenhuma vez, como hoje. Tudo bem que o adversário até saiu na frente. Porém, assim que o Samuel empatou, ainda aos 20 do 1º tempo, qualquer dúvida que poderia existir sobre a vitória tricolor se dissipou. Dali pra frente as coisas seguiram seu curso natural, sem sobressaltos. Em ritmo de passeio, sem forçar muito, o Flu fez da vitória uma goleada, a sua segunda seguida.

Os pessimistas de plantão dirão: “Também, contra Portuguesa e Atlético Goianiense...”. Porém, isso seria apenas meia verdade (ou uma mentira inteira). Os dois times goleados realmente estão entre os meus candidatos ao rebaixamento. E daí?! Não complicar jogos simples também não deixa de ser uma grande virtude.

Além do mais, todos sabemos o estrago que esses times “lá de baixo” podem fazer. Ano passado, por exemplo, o Flu perdeu as duas partidas pro Bahia, Atlético-MG e América-MG, os três brigando pra não cair. Se tivessemos conquistado 10 desses 18 pontos, talvez o fim da história fosse outro.

Fácil ou não, o importante é seguir vencendo e evoluindo. O tricolor versão 2012, insisto nesta tese, me parece mais equilibrado que o dos anos anteriores. É um time que valoriza mais a posse de bola e consegue vencer sem se expor tanto (não por acaso, temos o melhor saldo de gols no campeonato). E olha que ainda tem muita gente boa pra sair do departamento médico.

É claro que ainda temos muito o quê melhorar. Mas estou convencido de que estamos no caminho certo.

ST

PS: Algo me diz que só eu escreverei por aqui essa semana...

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Porque não acreditar?


Tricolores e hereges de outras cores,

Nada como uma goleada para serenar os ânimos! Semana tranquila, sem turbulência nem barulho. Bem diferente do que se viu, injustificadamente, na semana anterior.

Injustificado porque, se o empate com o Inter não foi um bom resultado, está longe de ser uma tragédia. Até porque, como mostrei no post anterior, se o início do Brasileiro do Flu não é empolgante, tampouco é motivo para desespero.

Preocupante, entretanto, me parece o comportamento de parte da torcida.

Como se fossem Rainhas de Copas, torcedores de blogs e redes virtuais pediam cabeças cortadas (talvez com saudades de quando chegamos a ter 6 técnicos em 18 meses). Outros profetizavam o tricolor fora da disputa pelo título e até mesmo da vaga para a libertadores. Um destempero, um pessimismo, na minha opinião, desmedido.

Nas arquibancadas também se nota tal comportamento. Muitos querem tapar o sol com a peneira e preferem criticar o horário, o clima, o preço do ingresso, ou a localização do estádio. Mas se haviam 4 mil tricolores no primeiro jogo do Flu contra o Boca na Argentina... A Bombonera agora é mais perto do que o Engenhão? É mais barato ir à Buenos Aires que ao subúrbio carioca?  

A verdade é que a torcida abandonou o time. E isso na quinta rodada! Se estivéssemos na situação do Atlético-MG, do Grêmio ou do Botafogo eu até entenderia. Esses times não ganham nada de importante há pelo menos uma década, e não tem perspectiva de ganhar nada tão cedo. Mas esse não é o caso do Flu. Com o Corinthians fora do páreo, e o Santos com meio time nas Olimpíadas, alguém discorda que somos favoritíssimos ao título? Porque não acreditar?

O Campeonato Brasileiro é sempre equilibrado, as coisas pro Flu nunca são fáceis, mas fica bem mais complicado sem o apoio da torcida.

Nas duas próximas semanas jogaremos em Goiânia e no Recife. Certamente, muitos tricolores de outras cidades do Centro-Oeste e do Nordeste pegarão a estrada para estar ao lado do Flu. Percorrerão distâncias muito maiores do que aquela que existe entre Ipanema e Engenho de Dentro. Que o esforço deles sirva de exemplo àqueles que não querem sair da Zona Sul.  

ST