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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O que deve mudar no futebol? (Ou "o que aprendi com o Rugby")


Cruzmaltinos desse planeta,

há já algum tempo venho falando da arbitragem brasileira que é vergonhosa. O Vasco foi claramente prejudicado pelos assopradores no Brasileirão 2011, mas qual foi a reação dos demais clubes? Minimizaram. Chamaram de "chororô". Aí, no primeira clássico em que o Vasco é beneficiado, os mesmos que nos ridicularizaram vêm engrossando a voz falando que existe um complô. Menos. Bem menos. A atuação do juiz foi ruim, mas não foi muito diferente do que vem sendo mostrado pelos assopradores em todos os jogos dos campeonatos nacionais. Nos acostumamos com a mediocridade. Sempre fui contra a utilização de recursos eletrônicos nos jogos, mas hoje em dia já mudei de opinião. Os árbitros são tão fracos que toda ajuda possível é válida. Porém, os torcedores do Fluminense têm que tomar vergonha na cara e entender que dor de barriga não dá uma vez só: hoje somos nós, amanhã podem ser vocês.

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Os tricolores reclamam de dois pênaltis. O primeiro é uma daquelas infrações interpretativas. A maioria dos juízes brasileiros apitaria se fosse fora da área, mas jamais se fosse pra dar pênalti. Sulamericanos e europeus não dariam nada, em lugar nenhum do campo. Pra mim, o lance até merece a polêmica, mas não foi pênalti. O segundo foi pênalti claro, não há o que se discutir. Porém, os erros mais graves do juiz acabam aí. O erro de escanteio é algo que acontece. Já vimos acontecer dezenas de milhares de vezes. O que aconteceu a seguir, infelizmente, também é comum. Uma coisa que aprendi jogando rugby é que a decisão do juiz é soberana. Não se discute com o juiz, não se questiona suas marcações. No máximo, se lamenta. Jogador de futebol tem a burrice suprema de achar que pode discutir em cada marcação do árbitro. Pra mim, cartão amarelo por reclamação é o segundo tipo de cartão mais estúpido que um jogador pode levar (só perde pra cartão em comemoração de gol, quando jogador tira a camisa mesmo sabendo que é proíbido). O futebol podia aprender com seu primo que o jogo se joga calado. Na Copa do Mundo de 2007, a Nova Zelândia foi eliminada graças a um try surgido em uma jogada irregular e nenhum jogador se dirigiu ao árbitro (aliás, isso é algo que precisa ficar claro: o uso da tecnologia só auxilia em lances capitais, tipo se a bola entrou ou não. Querer que a arbitragem consulte o vídeo a cada falta ou impedimento é uma loucura). Essa é uma das coisas que o futebol podia importar do rugby.

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Outra coisa: se o jogador brasileiro não tivesse tanto a mania de se atirar dentro da área simulando falta, menos vezes o juiz teria que duvidar de seus olhos e ficar se questionando se foi ou não falta. A "malandragem" de querer driblar a regra o tempo todo faz com que os justos paguem pelos pecadores.

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Se mudassem essas duas coisas no futebol, acho que o impacto seria bem maior do que se colocassem arbitragem de vídeo nas partidas.


(pra quem entende inglês, clique aqui para ampliar)
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O maior prejudicado nessa história toda foi o Vasco. O Vasco venceria o Fluminense facilmente se estivesse com seu time principal em campo, isso é fato. Com o mistão, também podia vencer. Agora vamos ter que ouvir tricolores inventando 1000 desculpas pra justificar a derrota que todos sabiam que era inevitável.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Fim de festa!

Sobre o jogo de Volta Redonda não tem muito que comentar, né? Vamos combinar, era Fluminense x Botafogo mas podia ser Amigos do Fred x Amigos do Loco Abreu, numa dessas peladas beneficentes de fim de ano. Ninguém marcava, ninguém corria muito, ninguém se esforçava muito... Todo mundo se preservando pro churrasco depois do jogo e pra ceia de natal. O mais interessante do jogo talvez tenha sido a vibração das duas torcidas, quando o sistema de som anunciou o primeiro gol do Vasco. Isso só mostra que, apesar de toda rivalidade, os botafoguenses e tricolores torciam pelo melhor pro futebol carioca. Mas, não sei porque, ninguém se espantou com mais um vice do português.

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Será que que a morte do Sócrates também faz parte do complô da CBF pra beneficiar o Corinthians?

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Ah! Chegou também um momento muito esperado: Vamos eleger o vencedor do trofeu "Boston Medical Group" do ano (time grande, né. Figueirense é sacanagem)? Os candidatos são:

Cruzeiro – Sensação dos primeiros meses do ano, com várias goleadas na primeira fase da Libertadores, acabou o ano brigando pra não cair.

Botafogo – Teve chance até de assumir a liderança do Brasileiro. Terminou em nono.

Flamengo - O quarto lugar não seria tão ruim, se o time (milionário) não tivesse começado o campeonato com 16 jogos invictos.

São Paulo – No começo do Brasileiro, 5 vitórias em 5 jogos. No fim, nem a vaga pra Libertadores.

Quem, na sua opinião, precisa mais de um tratamento para ejaculação precoce? Vote!

ST

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Mania de perseguição

Amigos tricolores,


Das várias manias dos torcedores, talvez a mais patéticas seja a mania de perseguição. Certos clubes se dizem sempre prejudicados e seus torcedores só ficam felizes quando podem repetir essa profecia do mal.

Quando eu morava em Porto Alegre, eu presenciei um caso bem interessante desse fenômeno. Em 2008 o Grêmio disparou na liderança do Brasileirão. Chegou a ter 10 pontos na frente do segundo. Pois, enquanto durou esse reinado, não se via um tricolor na rua. Porém, foi só o time da Azenha perder o primeiro posto para que pipocassem camisas e bandeiras por todos os lados. Acostumado ao discurso da perseguição, o torcedor gremista parecia incomodado, envergonhado até, com aquele sucesso todo, e se sentiu muito mais à vontade quando o time deixou os holofotes e ele pode resgatar as velhas teorias conspiratórias.

O mesmo acontece esse ano, com a torcida bacalhau. Ao invés de olhar pras limitações do seu time, pra incompetência que ele demonstrou nas diversas oportunidades que teve para assumir a liderança, ele se agarra a uma fantasia, criando até mesmo um site boboca, espécie de tamagotchi, bichinho virtual que se alimenta da imaginação e chororô desse tipo de torcedor.

A reclamação sobre o jogo de ontem é a prova inconteste disso. Vamos aos fatos:

No primeiro lance de ataque do Vasco, realmente houve um impedimento mal assinalado pela arbitragem. Não dá pra dizer, porém, que foi um gol mal anulado pois, quando o Diego Souza chutou, o jogo já estava parado. O juiz poderia até ter dado cartão amarelo pro vascaíno, assim como ele fez em jogada semelhante no segundo tempo. Além disso, estávamos no primeiro minuto da partida. Caso a jogada tivesse sido validada, o jogo seria outro dali pra frente. Dizer que o Vasco teria, simplesmente, um gol a mais no placar final (como faz o tal site de ficção) é simplesmente ridículo.

A reclamação do rigor dos cartões é ainda mais desvairada. O carrinho do Alan no Carlinhos é um lance simples, página 2 de qualquer manual de arbitragem. O vascaíno matou um contra-ataque tricolor com um carrinho por trás, sem a menor intenção ou possibilidade de atingir a bola. Vermelho direto. Até a geladeira aqui de casa sabe disso... E o que dizer desse menino, revelação do Brasileirão de 94, que cometeu pelo menos 4 faltas violentas e continuou em campo? Ora, se houve algum absurdo aqui, foi o fato de o Vasco ter terminado o jogo com 11 jogadores.

Por fim, o lance do gol tricolor foi absolutamente legal. O Fred tá parado, olhando pra bola, enquanto Renato [Aragão] Silva, vai recuando. Ao perceber que não chegaria na bola, e sentindo a presença do atacante atrás dele, Didi (o parceiro do Dedê) abre os braços e se joga pra frente (talvez com medo da fama de comedor do artilheiro). Em nenhum momento o jogador vascaíno foi empurrado ou coisa que o valha. Ele simplesmente se atira, tentando ludibriar o árbitro.

Assim, não há porque os vascaínos reclamarem da arbitragem. Ela em nada atrapalhou o Vasco no empate de ontem. É isso mesmo, meus amigos, no EMPATE. Isso porque, durante o chilique do banco vascaíno, os jogadores tricolores ficaram sabendo da vitória do Corinthians. Naquele momento o campeonato acabou. Sem nenhuma vocação pra vice, todo o resto do jogo passou a ser mera formalidade. Eu mesmo levantei do sofá e fui cuidar da vida. O que aconteceu daí por diante não tem a menor importância.


PS.: Estive uma semana sem internet, então não comentei posts passados. Mas achar que o Vasco tá com o time preparado pra Libertadores do ano que vem é piada, né?! Só se for pra Libertadores de master, ou alguém acha que esse meio-campo geriátrico aguenta mais uma temporada?