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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Empate com gosto amargo

Fiéis tricolores e hereges de outras cores, 

“Gentileza gera gentileza”. A frase do profeta resume bem o que foi o primeiro tempo. Depois do erro bisonho da zaga do Flu no primeiro gol do Santos, logo aos 4 minutos, Carlinhos aproveitou o cochilo de Adriano e acabou derrubado na área. 

(Aos incultos que pensam que não foi pênalti, vale lembrar que empurrão não é tapa. Não é uma ação curta, que se encerra quase no mesmo instante em que se inicia. É fato que o volante adversário começou a empurrar o nosso lateral fora da área. Porém, quando o ato terminou, o dois já estavam dentro da área. Ora, quem disse que uma falta dessas deve ser assinalada onde começou?) 

O que importa é que o próprio Carlinhos cobrou a penalidade e empatou a partida. 

E nada mais aconteceu nesse primeiro tempo, igual e de dar sono. 

Mas, se o empate no primeiro tempo foi justo, o mesmo não podemos dizer do segundo tempo. O Flu sobrou em campo. Em cada bola dividida haviam três jogadores do Flu para cada santista. Mesmo sem muito poder de fogo, devido aos seus 11 desfalques, o segundo gol do Flu estava maduríssimo. 

Tão maduro que saiu. Samuel aproveitou o rebote e fez seu primeiro gol entre os profissionais. Mas eis que o homem do apito resolveu aparecer, alegando um impedimento que só a mãe dele viu, na origem da jogada. O tricolor continuou melhor, mas se marcar uma vez já estava difícil, que dirá duas. 

Foi um empate com gosto amargo. Se no jogo contra o Figueirense o empate não foi tão ruim, pelas circunstâncias, hoje o Flu claramente merecia melhor sorte. 

ST

sábado, 22 de outubro de 2011

TEMOS que vencer!




Caros Alvinegros,

O resultado positivo contra o Corinthians mostrou que podemos ser campeões mas a derrota frente ao Santos não mostrou que não podemos! O Fogão jogou mal, apenas isso. Neymar acabou com o jogo e o Borges é o artilheiro do Brasileirão.

Hoje, contra o Avaí, temos nova chance de assumir a ponta. TEMOS que vencer, de qualquer jeito! Temos o melhor time, temos o Loco no ataque, 3 jogadores da Seleção Brasileira... SOMOS os melhores (ok, o Caio Jr. é nosso técnico...). E com a volta do Renato pra organizar o time eu fico mais tranquilo.

Vamos acreditar!

Abraços!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Dia de fritar o Peixe!

Caros Alvinegros,

Estou ansioso pelo jogo contra o Santos, que começa daqui a pouco. Não temos nada a temer, nosso time se equipara ao deles.

É dia de arrancar no segundo turno, dia de confirmar nosso bom momento, dia de nos reafirmarmos como uma das grandes forças desse campeonato.

Nossas lembranças do último confronto contra o Peixe no Pacaembu são as melhores: carimbamos o título brasileiro!

Pra hoje, aposto num 2x1 pro Fogão e um deles será marcado pelo Loco. Isso mesmo, tá passando da hora!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Neymar e os meninos da Vila

Lamento, mas hoje vou fugir do nosso tema principal. De tempos em tempos, surge um assunto digno de nota dentro do mar de insignificância chamado de "futebol paulista". Geralmente me seguro, espero alguns dias para ver se a relevância do tema é passageira, o que geralmente acontece. No entanto, dessa vez, adiei tocar nesse assunto até demais. Preciso urgentemente falar dos meninos da Vila, e em especial, de Neymar.
Tenho quase trinta anos. Acompanho futebol há quase vinte. Tive o prazer de ver Romário no auge. Vi o ano brilhante de Edmundo, em 1997. Acompanhei as carreiras vitoriosas de Ronaldo e Zidane do início até o fim (vamos combinar, Ronaldo, sua carreira já acabou!). Todos esses foram craques, gênios maiores da bola.
E tenho visto Neymar. O que já vimos Neymar fazer? Ganhou um título paulista, e uma Copa do Brasil. Perdeu uns 5 pênaltis, quase todos por displicência. Ficou famoso por aplicar dois chapéus, o último na noite de ontem. Detalhe importante: os dois com bola parada. O lance não tem objetivo, senão o de desrespeitar o adversário. O técnico tenta justificar, dizendo que é do instinto do jogador. Romário, Edmundo, Zidane, Ronaldo... Jamais vi nenhum desses fazer coisa semelhante. Na fala do jogador, fica mais fácil notar o desprezo que Neymar tem por seus companheiros de esporte: "Dou mesmo". O jogador santista não vê nada de errado.
Os adversários dizem que a arrogância do atacante não para por aí. Segundo o zagueiro do Avaí, Neymar teria dito que "é milionário e pode tudo". Seria difícil acreditar, mas tal atitude não chega a ser surpreendente após o episódio da Webcam do time do Santos, há menos de um mês.



A imprensa os mima. Vem com um discurso de "eles são jovens, inconsequentes, falam essas coisas sem pensar". Bobagem. Isso não é falta de idade, é falta de caráter. Falta de valores. A imprensa tanto babou o ovo desses garotos, que nem conquistaram títulos de grande expressão, que eles realmente passaram a acreditar que são realmente seres superiores. A prova estaria em suas contas bancárias. É um fenômeno que não atinge somente jogadores de futebol, mas jovens idiotas de todos os meios. Afinal, um jovem rico que agride uma empregada doméstica e justifica dizendo ter achado que se tratava de uma prostituta o faz amparado num sentimento de superioridade atestada pela condição financeira.
Quando vejo Neymar e suas atitudes, dentro e fora dos gramados, não enxergo nele um Romário, um Zidane, um Ronaldo ou Edmundo. Nem mesmo um Dener, um Ronaldinho Gaúcho, um Bebeto... Vejo que o máximo que Neymar pode chegar a ser é um Edilson. Indisciplinado, o capetinha até ganhou títulos. Mas se alguém for fazer uma lista dos 10 melhores jogadores que viu jogar, dificilmente seu nome virá à lembrança. Teve uma chance, mas não conseguiu ter sucesso na Europa. Ficou relegado aos subúrbios do futebol mundial. Encerrou sua carreira esse ano, de forma melancólica, no há muito decadente Bahia. Queria ser protagonista, mas acabou virando uma nota de pé de página no livro do futebol. Pode ser pior: pode terminar como Denilson: 33 anos, desempregado, teve que virar comentarista de TV após passagens sem destaque pelo futebol do Vietnã e da Grécia.
E pode ser ainda pior.