sábado, 9 de julho de 2011

O bolo cresce na hora certa


Tripulantes da Nau Vascaína,
O Campeonato Brasileiro tem dessas coisas. Após duas derrotas alarmantes frente ao Cruzeiro e ao Corinthians, tudo em paz na Colina, com a vitória sobre o Internacional neste fim de tarde, em São Januário. E isso me faz feliz, não somente pelos três pontos, mas por perceber que o time está reagindo na hora certa da competição. É como fazer um bolo. Primeiro, é necessário preparar a massa. E, por vezes, a massa tem que tomar umas pancadas, pra ficar bem sovada. Só antes de colocar no forno é que se coloca o fermento. Tem time que quer fazer a receita de forma invertida. Por isso, a massa vai desandar e o bolo não vai crescer como deveria. E a sova virá bem perto da trigésima oitava rodada...







Não quero ser avassalador como o São Paulo das primeiras rodadas. Nem empolgante como o Corinthians das últimas semanas. E, menos ainda, enganador como o Flamengo deste início de campeonato. Quero mesmo é ser campeão. E seguindo a matemática do nobre companheiro Rafael Saldanha, conseguimos mais do que os dois pontos, que ele calculava nesta “trinca da pesada” das últimas rodadas. Está sobrando até um ponto para aqueles 73 que nos levarão ao pentacampeonato.





Do jogo de hoje, Ricardo Gomes deve levar para as próximas rodadas a inteligência com que o time articulou o jogo ante aos avanços do Internacional, principalmente, no início da segunda etapa, quando o Colorado já estava em desvantagem no marcador. Lembrou-me muito a partida final contra o Coritiba, que a cada pressão que tomava, o Cruzmaltino respondia com um tento. E Dedé se encarregou de colocar água no chopp do time do Sul, que volta pra casa somente com frio. Ponto que é bom, nada. Falcão já devia saber que o céu não está pra boleiros com nomes de aves, como Pato, Ganso e ele próprio.

Agora é aproveitar a tabela e ganhar pontos na fase bônus com os Atléticos (ou “patéticos”) Paranaense e Mineiro. Com mais seis pontos, o bolo vascaíno receberá o fermento na hora certa para que cresça e nos leve a mais uma conquista em 2011.



Em tempo: gostei de ver o Diego Souza ficar no banco hoje. Não rendeu nada na quarta-feira, contra o Corinthians. Sabendo que existem sombras no elenco, quem sabe ele joga, como diante do Botafogo, no Estadual, e do Avaí, na Copa do Brasil.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Esse post NÃO será modificado


ESSE FOI UM POST EXPERIÊNCIA, ONDE COMENTEI TRÊS MOMENTOS. O ANTES, O DURANTE E O DEPOIS. O INÍCIO ÉO FINAL.

 Faltam pouco menos de dois minutos para chegar ao fim da partida. Fla, com um golaço de Botinelli mandando os bambi pra casa com 3 derrotas seguidas. Méritos para Luexemburgo que colocou Negueba e Leo Moura em cima do Juan, anulando o lateralzinho.
Fla vence por 1 a zero! É o vice-líder e continua invicto!!!
Vamos que vamos!!!



-- Quase no fim ---

INTERVALO  ZERO A ZERO
Acabou que meu sogro, sempre coerente, tratou de tirar da Band por conta do "sabichão" Neto - chato pracaralho! E ficamos ouvindo o Lofredo, na Sportv, outro mala. Esse, imagino que foi direcionado para o Rio e achou que iria ficar tirando onda de paulista, mas chegou 2009 com a arrebentação do Imperador. Pobre Lofredo, não tinha como explicar a falta de estrutura como a problema econômico.
O Flamengo jogou bem melhor que o SP, com lances bacanas dos principais jogadores. Juan, graças a Deus, tá mandando mal e, finalmente, fazendo alguma coisa pro Mengo que encheu o bolso dele de dinheiro enquanto passeava de chinelinho na Gávea - ninguém lembra, mas ele entrou só nos últimos dois jogos de 2009. Durante o campeonato inteiro, o lateralzinho ordinário, foi banco do Éverton. 
Agora, uma coisa que fica clara a cada jogo é como o ataque fica mais lento quando um canhoto corre pela direita e vice-versa. O Neves e o Gaúcho não enfiam a bola pelo flanco, vão naquela tentativa futsal de colocar a bola pra dentro e chutar de perna trocada. Sei não, podíamos ter variações para surpreender o time adversário.
Outra coisa é como o Carpegiane colocou bem o limitado Fernandinho nas costas do Leo Moura. O lateral sobe e a bola volta nas suas costas. O bom é que o Fernandinho é muito ruim. (E O CARPA BOTOU O RIVALDO, ÍDOLO, NO LUGAR DO ÚNICO CARA QUE PODERIA JOGAR COM ELE)
Ronaldinho Gaúcho jogou muito bem essa primeira etapa. Acredito que o Fla tenha que abrir logo o placar para esse clima bom não mudar. Já vi muito o Fla jogar melhor e de repente, no início do segundo tempo, o time adversário acha um gol e no fim, no máximo, damos por satisfeitos com um empate. Uma bosta!
Vamos que Vamos!!!!

- fim do primeiro tempo -

ANTES DO JOGO
Segundo Luciano do Valle, o torcedor RubroNegro está "sorridente". A transmissão começou do jeito que a nação gosta. Recebendo elogios sobre o "momento" do mengão. Porém, não me engana esse pessoal bairrista paulistano. No que falem bem do Flamengo no ar, secam na vontade interior.
Vejo a tabela e nesse momento, é possível que durma na segunda colocação do campeonato - o que não significa nada, por que amanhã, com a continuação da rodada, dois ou três podem passar o Fla. Vou postar esse texto agora e volto aqui no final do primeiro tempo. Para quem precisa recordar bons momentos, dá tempo de ver dois vídeos antes do jogo começar:


e

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A culpa é sua!

É, amigo leitor, não adianta fingir que não é contigo: a culpa é sua! Ou pelo menos, a culpa também é sua! Toda vez que você compra um produto pirata, ou uma bobagem qualquer, sem se importar aonde ela foi feita, você está contribuindo pra isso. Você pode até ficar feliz naquele momento, já que provavelmente economizou uns cruzeiros, mas se esquece que seu esse ato tem outras conseqüências. Esse produto, certamente made in China, foi produzido por trabalhadores que recebem uma miséria e não tem quase nenhum direito trabalhista. Além disso, você está contribuindo pra desindustrialização do Brasil e pro progresso da economia dos amarelos, que não respeitam as liberdades individuais, os direitos humanos e, pior ainda, compram nossos jogadores.

Conca deixa o Flu com 210 (ou 211, não tenho certeza) jogos. Não ultrapassa, portanto, os 215 jogos de Romerito, o estrangeiro que mais vezes defendeu o tricolor.

Ainda sobre isso: Dizem que o contrato será a realização financeira do nosso craque. No Flu ele só recebia R$ 500 mil por mês, fora os bichos e seu contrato com a Topper. Uma ninharia!

Lembra? Em 2005, o volante Marcão recebeu uma proposta irrecusável de um time do Oriente Médio. Deixou o Flu no meio do Campeonato Brasileiro e, menos de dois meses depois, já estava de volta. A realidade não correspondia com o que lhe haviam prometido. Quem sabe não acontece novamente?

Confesso que não posso opinar muito sobre o jogo de ontem. Assisti apenas por dever cívico, quase dormindo, com um olho meio aberto e o outro meio fechado. Talvez por isso, não entendi o Abel. Com o jogo dominado, 3 a 0 fácil, ele tirou o único atacante do time e um meia e pôs 2 volantes! Se alguém entendeu, por favor me explica.

Legal a reação do Ciro em seu primeiro gol. É a emoção de um jogador que era dado como craque no começo da carreira e acabou no Flu envolvido em uma troca pelo Willians! Quer desvalorização maior do que essa?

No fim de tudo, sabemos que, com ou sem nosso craque, o Fluminense segue firme. Como já dizia Nelson Rodrigues, o Flu tem vocação para a eternidade. A razão disso, e também de todo o meu sono, vocês podem ver na foto abaixo, dormindo com minha companheira Cristina. Esse mais novo tricolor é Iberê, meu primeiro filho, nascido na quarta, dia 29. Viva a vida!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Vamos acabar com a firula

Não me lembro de ter visto aquele zerinho ali na tabela do Brasileirão por tanto tempo. Permitam-me os entusiastas das estatísticas, mas usando a minha falha memória, realmente, não recordo de sete rodadas sem derrotas. A última vez que isso aconteceu foi em 2008, quando, na minha opinião, o Fla teve o melhor elenco dos últimos anos e só não se sagrou campeão em função de barbeiragens do Caio Júnior que insistiu na mula manca do Jaílton e em outras situações ridículas. Mas no ano, conseguimos ficar cinco rodadas invictos, perdendo, justamente, para o São Paulo, na sexta partida.
Apesar desse entusiasmo natural com a invencibilidade, seria débil pensar que estamos numa espécie de oásis. Até por que ainda não ganhamos de nenhum time significativamente grande como Cruzeiro, Santos ou Internacional.
O Estadual foi uma piada e as vitórias magras ou nos pênaltis não encheram os olhos da nação, assim como ganhar desses clubes médios já não fazem muito diferença. Da mesma forma, no atual certame, ganhamos do Avaí (quem?), das galináceas de Bê Agá e agora do coelhinho tímido de segunda. Ou seja, se é para acreditar que realmente estamós com tudo, temos que arrebentar com esses ditos bambambans do futebol brazuca. E com o R10 jogando um bolão, com sorriso no rosto e defenestrando os críticos, vamos engolir com suavidade e brilhantismo esse monte de clube que acha que joga futebol, mas que faz mesmo, é firula pra imprensa.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Aula

Cruzmaltinos desse planeta,

não se desesperem com o resultado, não tirem as calças pela cabeça, também não foi pra tanto. Tomar 3x0 em casa é sempre horrível, ainda mais após dominar completamente o primeiro tempo. Levamos um gol de escanteio - sem tomar chute a gol antes - num vacilo da zaga que deixou o Leandro Guerreiro subir sozinho. Os outros dois vieram nos acréscimos, quando o time já tinha partido pro "tudo ou nada", em contra-ataques inevitáveis. É claro que vamos ficar putos. É claro que queríamos a vitória, sobretudo pelo que jogamos, mas eu sabia que era um jogo difícil e a derrota estava na minha conta dos 73 pontos. Analisemos então o que teve de positivo no jogo: a aula de futebol de Papai Joel.
Sou fã do Natalino desde sua passagem pelo Vasco no início dos anos 90. Sua filosofia "palhaçadinha zero", um futebol extremamente pragmático, sério e, acima de tudo, vitorioso. "Ah! Mas não tem viço!", dirão as viúvas de Cruijff e barcelonistas frustrados, ao que eu responderei "foda-se!". Futebol não é balé. Futebol é um esporte que permite dribles, passes, cruzamentos, fintas, mas que no fim premia quem faz mais gols e, principalmente, quem toma menos gols. Já diz a máxima do esporte: "Um bom ataque ganha o jogo. Uma boa defesa ganha o campeonato". Isso é o que o UruCuca nunca entendeu, e por isso ganha troféus imaginários de "Time com o futebol mais bonito do campeonato".
O brasileiro não entende bem essa lógica do jogo. Insiste com a coisa do "futebol-arte", do "futebol-bailarino"... Chegam ao ponto de louvar a geração derrotada de 1982 e se envergonhar dos tetra-campeões de 1994. Temos que parar com isso. Se o ponto forte do Vasco é a zaga, porque não jogar em cima disso? Porque não montar um time que pode até não vencer sempre, mas que jamais cede gols aos adversários? A Alemanha já ganhou 3 copas assim, e a Itália outras 4... Avante, Catanazo Cruzmaltino!

...

Agora, comentemos nosso time. Eu já falei, cansei de repetir, venho aqui novamente falar: Éder Luís é ruim demais! No futebol moderno, é cada vez mais difícil criar jogadas... Não pode um jogador de ataque desperdiçar 3, 4 oportunidades por jogo. Hoje a ruindade foi ainda maior... O Chico Bento velocista chegou ao cúmulo de dominar a bola e, ao sair correndo, esquecer a pelota pelo caminho... E fez isso mais de uma vez! Nosso esquema tático é extremamente dependente de um jogador velocista, por isso mesmo é uma temeridade colocarmos a responsabilidade de resolver nossos jogos nos pés de um jogador BURRO! Ainda bem que os boatos dão conta de jogadores sendo observados para essa função...


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Uma questão de postura

Cruzmaltinos desse planeta,

não me agrada ver o Vasco acuado. É claro que ganhar de 1x0 é um resultado satisfatório, e eu sempre vou pegar uma vitória, venha como vier. Mas não dá pra ter um time com o nosso potencial, fazer um gol e se trancar todo na defesa, ainda mais contra uma equipe como a do Atlético Goianiense.
O Dragão do Centro-Oeste faz parte do seleto grupo de equipes que trazem em suas camisetas uma etiqueta estampada "6 pontos". Qualquer time que deseje algo sério num campeonato brasileiro tem a obrigação de vencer os rubro-negros de Goiás - dentro e fora de casa. É o caso também de Atlético Paranaense, Avaí, Ceará e América Mineiro. São times que se darão por satisfeitos se conseguirem escapar do quase inevitável rebaixamento.
O gol relâmpago do maestro Felipe nos colocou em uma trincheira que parecia que jogávamos contra um combinado dos jogadores combados dos video-games futebolísticos, e não com um time do grupo dos 6 pontos. Quem acabou saindo consagrado foi nosso arqueiro Fernando Prass, como se enfrentássemos um ataque de Allejo e Janco Tianno!
Como diz o título, o problema não é de resultados, é uma questão de postura.


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No início do campeonato, fiz uma previsão rodada a rodada das possibilidades do Vasco, sem vacilar. Se não trepidarmos, chegaremos aos 73 pontos, número que nos coloca entre os dois primeiros de todas as edições que foram disputadas em pontos corridos com 20 clubes. No entanto, já vacilamos perdendo pontos pro Figueirense, e precisamos compensar isso. Nos próximos 3 jogos, são três pedreiras, e eu esperava somente 2 pontos. Uma vitória em casa contra o Cruzeiro no colocaria de volta para o trilho do penta-campeonato.

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Por favor, Dona Fifa. Você, que já proibiu as camisas com mensagens religiosas e as incitações à violência, faça um bem ao futebol: proíba a comemoração do João Sorrisão. Nós, torcedores, agradecemos.

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Hoje o nome ventilado em Sanjanu foi o do zagueiro Anderson Polga. Embora não seja um craque, o perfil me agrada. Experiente, sério, vencedor... Se vier pra somar ao elenco, sem estrelismos, não tenho dúvidas que é uma boa aquisição...

domingo, 26 de junho de 2011

Coração de torcedor

Se tem algo que me irrita, é quando alguém diz que os torcedores são “clientes do espetáculo”, e que em nome disso devemos ter estádios com ar-condicionado, lojas, poltronas, e etc. Uma ova! É claro que precisamos tratar bem o torcedor. Mas, tratar bem, para mim, significa ter acesso rápido ao estádio, um horário legal para o jogo (que, definitivamente, não é 10 da noite), alguma facilidade pra comprar os ingressos e cerveja gelada antes e DURANTE o jogo. Tudo isso, com segurança e a preço justo. Só. O resto é frescura, coisa de quem nunca entrou em uma arquibancada é quer estragar o divertimento dos outros.
Mas não quero tratar aqui das reformas dos estádios brasileiros, ou das exigências absurdas da Fifa. Hoje, eu quero falar da lógica que guia o coração do torcedor. Eu confesso que já fiz muita promessa pelo Flu. Já raspei a cabeça, assisti a jogos de joelhos, e me impus diversas outras privações em nome de alguma vitória (uma cláusula de sigilo me impede de contar maiores detalhes). Sempre acreditando que o meu sacrifício empurrava o time pra frente.
Também já aconteceu de algum compromisso inadiável me impedir de assistir a algum jogo importante. Em 2005, por exemplo, no momento da final do carioca, contra o Volta Redonda, eu fazia a prova de um concurso público. Nesses casos, o que faço é me dedicar 100% a minha tarefa, esperando que os jogadores tricolores também façam o mesmo.
Acho que foi esse o caso hoje. Foi essa devoção de torcedor que deu a vitória ao Flu. Isso porque, havia em campo, vestindo a camisa tricolor, um jogador dividido. Cabeça, tronco e membros em campo, mas o coração longe, angustiado. Porém, se enganam aqueles que crêem que um atleta nessas condições rende menos. Nosso herói, pelo contrário, se agigantou. Se desdobrou em campo em uma doação empolgante e comovente. Marcou, criou e brigou como um verdadeiro guerreiro. Correu não apenas para suprir a ausência de seu companheiro expulso. Correu na esperança de que, bem longe dali, os jogadores de seu time do coração fizesse o mesmo.
Não fizeram.
A torcida tricolor agradece ao Conca por mais um dia de alegria, e se solidariza com sua dor.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Flu e a seleção

Quando eu era moleque, achava o maior barato ter um jogador do Flu na seleção. Era como se fosse uma confirmação oficial de que determinado jogador era um craque, o melhor do Brasil em sua posição. Lembro-me muito bem da minha euforia quando o Branco salvou o Brasil, nas quartas de finais da copa de 94. Fiquei orgulhoso, com a certeza de que, sem um representante tricolor, o Brasil provavelmente teria ficado por ali.
Porém, de uns anos pra cá, esse sentimento mudou. E não apenas porque as convocações de jogadores do Flu (como de todos os outros clubes brasileiros) rarearam. Mesmo quando elas aconteciam, sempre havia algo que não me permitia ficar 100% feliz. Ou a convocação era para um amistoso mambembe contra um São Cristovão da vida (o FH, por exemplo, jogou contra o Haiti), ou a convocação precipitava a transferência do jogador para o futebol europeu (caso do Marcelo e do Thiago Silva, por exemplo), ou o time, sabidamente, não era o que o Brasil tinha de melhor (caso do Ramon e Magno Alves, convocados por Leão para a Copa das Confederações de 2001), ou então, simplesmente, lamentava o fato de ficar sem aquele jogador por alguns jogos (como o Mariano, ano passado).
Pois, meus amigos, desde 94, essa é a primeira vez que fico inteiramente feliz com a convocação de um jogador do Flu. As razões são muitas. Nosso atacante já é um jogador consagrado, que não vai pegar o avião após a primeira proposta européia (até porque, com seu histórico de lesões, não acredito que algum clube lhe oferecerá mais do que o seu gordo salário no Flu). A sua ausência nas Laranjeiras também não será uma tragédia, já que ele não vinha bem, e tem um bom substituto. Mas o principal motivo é a esperança de que os ares da seleção, assim como a possibilidade de defender o Brasil na Copa de 2014, ajude nosso capitão a reencontrar seu melhor futebol.

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O Flu teria oferecido 300 mil por mês ao Rodrigo Caetano, que recusou. Ainda bem! No atual momento financeiro do clube, pagar tal quantia a qualquer dirigente é um sandice. Nem que ele fosse o David Copperfield! Além disso, concordo com o do grupo Flusócio: O gerente de futebol é um cargo estratégico, que deve ser ocupado por alguém pago exclusivamente pelo clube, para defender os interesses do clube, e não do seu patrocinador.

Quando o Flu contratou o Márcio Rosário, eu não vi grandes problemas. Ele tinha à sua frente o Gum, o Leandro Euzébio, o Digão e o Edinho. Ou seja, vinha pra disputar o posto de quinto zagueiro com o André Luis, dificilmente jogaria. Agora, que ele já atuou no último jogo e provavelmente jogará no próximo, eu vejo que devia ter me preocupado desde o início.

Rafael Sóbis é um bom jogador e, em forma, seria titular em qualquer equipe do Brasil. Acontece que essa sua última passagem pelo Inter foi marcada por sucessivas contusões. Alguém acredita que o Flu, com sua estrutura e seu DM, conseguirá recuperar esse jogador?

Promoção: Camisa do Flu de 2010, ano do título, por R$69,90

O Flu pega o Avaí, nesse domingo na ressacada. Ano passado ganhamos lá (3 a 0, gols de Leandro Euzébio, Fred e Alan) e em Volta Redonda (1 a 0, gol do Conca). Mas o jogo a ser lembrado entre as duas equipes é aquele no segundo turno de 2009. O Flu estava na pior. Lanterna, virtualmente rebaixado, 8 jogos sem vitória, vinha de goleada pro Grêmio no jogo anterior. Porém, empurrado pela torcida, e com ótima atuação do Conca, o Flu ganhou de virada por 3 a 2, dois gols do Alan e um do Fábio Neves (que fim levou?). Depois daquele jogo foram 7 vitórias, 4 empates e apenas 1 derrota, em uma arrancada histórica que só um clube como o nosso é capaz. Relembre aqui.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Filme triste

Cruzmaltinos desse planeta,

esse filme eu já vi, e o fim dele é triste. No ano passado, o mestre Jota Nery chegou a apontar o enredo desse drama como um dos motivos que nos afastou do caneco. O mais ligado já deve ter percebido do que estou falando: dos terríveis gols no final de jogo. É inadmissível que uma equipe da categoria do escrete cruzmaltino se desligue nos momentos finais das partidas. No campeonato passado, uma sequência de empates cedidos após os 40 do segundo tempo nos afastaram da Libertadores mamata de 2011. Não corremos esse risco em 2012, mas podemos usar essa tranquilidade para almejar novos sucessos.
Nossos dois últimos jogos repetiram a sina terrível do ano passado, mas ainda estamos somente nos trailers. É tempo de mudar, pro filme não ter um final decepcionante.



Na última semana, desencavaram o nome do ídolo Edmundo por conta de seu acidente em 95. Coincidentemente, pouco depois de terem anunciado que o Animal ganharia um jogo de despedida. Muita bobagem foi dita, muita gente se indignou, dizendo que o craque havia sido favorecido pela justiça com o habeas corpus. Pois então, nesse vídeo um professor de direito explica o caso de uma maneira que até um símio como eu entende como tudo está tranquilo pros lados de Edmundo.


Que venha o jogo-festa!

***

Os primeiros nomes começam a ser fortemente ventilados em Sanjanu. Pra zaga, Rafael Tolói é um dos favoritos. Apesar de Rodrigo Caetano ter descartado, sabe-se que Papas era um dos nomes aprovados por Monsieur Gomes para a lateral-esquerda. No meio, Cícero é o mais próximo de chegar e, no ataque, a aposta é no boliviano Marcelo "Flecheiro" Moreno. Promissor.


sábado, 18 de junho de 2011

Justo

Essa talvez tenha sido a semana mais tranquila do ano para nós. De janeiro pra cá, tivemos semanas tensas, semanas eufóricas, mas nenhuma tão tranquila como essa. Apesar da derrota no domingo passado, não tivemos no noticiário semanal nenhuma declaração bombástica, nenhuma desavença entre dirigentes ou coisa do tipo. Nos bastidores, o Fluminense parece começar a colher os frutos do bom trabalho do discreto Sandro Lima, e também da chegada do tão esperado técnico.

Em campo, as mudanças no time, promovidas por Abel, já eram esperadas e conhecidas por todos: a estréia do Ciro, uma nova oportunidade para Carlinhos e Diego Cavalieri, e outras duas mudanças por contusão (Souza no lugar do Deco, e Márcio Rosário no lugar do Leandro Euzébio). Nada disso causou comoção ou surpresa na torcida. Faltava transformar toda essa tranqüilidade em bom futebol.

Mas não foi o que aconteceu. No primeiro tempo, como até era de se esperar em um time com tantas alterações, o Flu começou sem se entender. Um festival de passes errados, chutões, jogadas mal-ensaiadas e muita lentidão. Até poderíamos ter aberto o placar, caso o juiz tivesse marcado um pênalti claro no Carlinhos, aos 42 minutos, mas a verdade é que o Flu, pelo pouco que fez, não merecia ir para o vestiário em vantagem.

No segundo tempo, o tricolor voltou com Marquinho no lugar do Carlinhos, alterando também o esquema tático, do 4-4-2 para o 3-5-2 (recuando o Edinho para a zaga e transformando os laterais em alas). A intenção era boa, porém, na prática, o Flu não ganhou uma grande jogada pelas pontas e ainda perdeu o meio-campo. Ao recuar o Edinho, Abel deixou um buraco na frente da área. Com apenas o Valencia marcando no meio (dedicando-se quase que exclusivamente ao Carlos Alberto), os ataques do Bahia, que no primeiro tempo morriam na intermediária, começaram a chegar a nossa área. Jóbson e Júnior começaram a dar trabalho e o Flu, vulnerável, só conseguia levar perigo em chutes de longe.

O Bahia era melhor e Abel se desesperou. Mexeu mal. Encheu o time de atacantes - trocou Ciro por Rafael Moura e Conca por Matheus Carvalho - e a armação das jogadas, que já era ruim, desapareceu de vez. A tragédia estava anunciada. O Flu tentou partir pro abafo, na base do chuveirinho e da ligação direta e, no fim, veio o castigo. Triste, porém justo.

***

Não consigo ver o Souza no nosso time titular. Não que lhe falte futebol. Pra mim, lhe falta postura. Vejo o Edinho se desdobrando entre a zaga e meio-campo, vejo o Rafael Moura tentando ajudar na marcação (apesar de toda a sua limitação), e o Gum, todo estabanado, tentando subir ao ataque. Marquinho, quando entra, briga pela bola, tenta incendiar a partida. Enquanto isso, não vejo o Souza dividir, dar um carrinho, entrar em uma disputa mais ríspida. Parece que está sempre se poupando. Pro churrasco depois do jogo?

***

A parte boa, se é que podemos tirar uma parte boa de uma derrota em casa pra um time que provavelmente será rebaixado, é a boa atuação do nosso novo goleiro titular. Pode até ser que ele venha a falhar nos próximos jogos, já que não se readquire ritmo em apenas um jogo. Mas, tem tudo pra ser nosso novo titular por um bom tempo. Paciência com ele, galera!

ST