quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O início no meio

Companheiros Flamengos;

Começo este post explicando minha ausência deste espaço privilegiado da crônica esportiva cibernética tupiniquim.
E o motivo é simples.
Eu estava apenas esperando que o Mengão inciasse sua participação no BR-2012.
Até então, o que víamos em nossas TVs por assinatura(cavalarmente caras, diga-se) era um bando de mocorongos ostentando as vestes Flamengas, comandados por um senil e débil prancheteiro.
Hoje não; hoje veremos um time tecnicamente limitado, correndo bastante e com uma organização tática, que se não é Rinnusmitcheliana, é ao menos interessante e passível de elogios comedidos.
Isto posto, sinto-me na obrigação de exaltar a chegada do Dorival "El Feo" Júnior.
O treinador, que chegou e encontrou aquele cenário Dantesco, hoje conseguiu fazer com que o Flamengo tomasse incrivelmente 1 gol nos últimos 5 jogos, sendo 3 vitórias, 1 empate e 1 derrota no período referido.
Ha de se ressaltar a concomitante chegada de Victor Cáceres que definitivamente deu uma injeção de tranquilidade e bola no pé no meio-campo e na defesa rubro-negra.
Os números são burros, já dizia Nélson Rodrigues(toda citação neste mês será atribuída e ele e se tornará verdade), mas com Cáceres em campo foram 3 vitórias, 1 empate e nenhuma bola na rede do Felipe, que voltou muito bem obrigado de seu justo período amofinado no banco.

Claro,ainda há muito a se trabalhar, muitos Neguebas a se xingar e muitos pontos separam o Flamengo do G-4, posição minimamente obrigatória para que a torcida não faça motim na beira da Lagoa.
Thomáz ainda precisa aprender a chutar em gol, Welinton que melhorou consideravelmente ainda é uma mula quadrúpede e o meio-campo ainda está acéfalo, coisas tais que DJ terá trabalho hercúleo para corrigir.
Mas a grande novidade nos últimos dias foi o Imperador que voltôôôô-ô!
Vou ser sincero: sou fã incondicional do cara e já o defendi aqui: é carioca, flamengo, molambo, favelado e joga pra cacete, só precisava de uma dose monumental de juízo e Gávea e parece que ele as teve.
Sempre terei esperanças na volta triunfal do Impera e assim morrerei; certo ou errado.
Hoje teremos o Spór em Volta Redonda, jogo tetinha para captarmos 3 pontos rumo ao distante G-4 e nada além de uma acachapante esculachada será aceita.
É isso rubro-negrada; desconfiando sempre e acreditando mais ainda o Flamengo tem um time de futebol, que é fraco...mas é um time


SRN


Música do Dia - Sá, Rodrix & Guarabyra - Jesus Numa Moto

Chef de um prato só


Cruzmaltinos desse planeta,

em alguns momentos, eu prefiro me calar a cometer uma injustiça. A crítica do calor do momento nem sempre é a melhor. É preciso dar tempo ao tempo, esperar para ver se as coisas se confirmam. O problema é que tem hora que bate a sensação de ter esperado tempo demais...
No início desse campeonato, prometi a mim mesmo que não ia xingar o Cristóvão. Eu nunca gostei do trabalho dele, mas vinha tendo resultados. "Ok!" - pensava eu - "deve ser o tal futebol pragmático..." O problema desse tipo de jogo feio é que, quando os resultados param de vir, não nos sobra nada. Desde o início do ano me incomoda o futebol feio e sem graça que o Vasco vem jogando. Sem criatividade, dependendo sempre de um momento de genialidade de Juninho Pernambucano e rezando para o acaso quando ele não está em campo. A imprensa fala que Cristóvão não pode fazer um bom omelete porque lhe tiraram os ovos (duplo sentido?). Porque eles dizem isso? 
Tal como Régis Rosing, os colunistas de futebol gostam de fazer previsões. Gostam de criar contos de fadas, historinhas onde no final eles poderão dizer "bem que eu te disse". Pois eles começaram a contar uma linda história de um técnico negro que assumia como interino e levava o time combalido com a perda de seu  comandante ao título ou a um resultado expressivo, pelo menos. Parece enredo da Disney ou daqueles filmes de futebol americano que passam a tarde no SBT. Porém, o que fazer quando as previsões começam a dar errado. Admitir o equívoco é algo que jamais passa cabeça desses oráculos do futebol. E aí começa o esporte número 1 do Brasileiro: arrumar desculpas. 
É claro que time nenhum do Brasil perde jogadores do nível de Rômulo, Diego Souza e Fagner impunemente, mas será que foi isso que prejudicou o Vasco? Desde o início de seu trabalho no Vasco, Cristóvão tem se notabilizado por não mandar a campo os melhores jogadores. Agora, tal qual um treinador de Elifoot (analogia roubada de Bruno Alberto), se limitou a colocar novos jogadores em seu esquema tático velho e ver no que ia dar, ignorando as características deles. "E daí se Carlos Alberto não joga igual ao Diego Souza? Coloca ele lá que vai dar certo." Já vi comentarista falando que o Vasco sente a falta de Ramon e Élton. O primeiro já deixou a colina há um ano e o segundo saiu tem uns oito meses!
Tiraram os ovos de Cristóvão (duplo sentido?)? Então não dá pra fazer um omelete. Mas que tal olhar pro ingredientes que ainda tem e ver o que pode ser feito? Não, ele só tem na mão uma receita de omelete. É o Chef de um prato só. 
Em uma rodada que estava sem outras opções, improvisou Auremir na lateral-direita e o rapaz foi bem... E por isso ele não coloca Jonas - especialista da posição - para jogar! Inventaram que Felipe e Juninho não podem jogar juntos (mais uma vez, os "analistas"), então ele coloca Carlos Alberto - que é mais lento e menos objetivo do que o Maestro - pra fugir do julgamento dos escrevinhadores. Willian Bárbio é uma ofensa ao futebol. Colocá-lo em campo é uma ofensa pessoal a todos os vascaínos. É como um dedo médio correndo pela grama apontando para mãe de todo mundo que paga ingresso e compra camisa. Não é possível que no elenco não tem ninguém melhor que o Bárbio. Nem nos juniores. Aliás, há quanto tempo não se testa ninguém das divisões inferiores? A escalação de ontem foi o prenúncio do resultado: entrar com Eduardo Costa E Willian Bárbio é de fazer o cu cair da bunda. Voltando às analogias gastronômicas: parece que já que não tem ovo, o Chef Borges está tentando se virar com os legumes podres que ele achou no fundo da geladeira. 
O que o Cristóvão faz com Pipico é covardia. Ontem ele mandou o atacante a campo no momento em que tirava seu último homem de criação pra colocar mais um volante (perdendo de 2x0!). Não estou dizendo que Pipico é craque. Eu nem sei como ele joga, mas gostaria de vê-lo pelo menos uma vez numa situação que não fosse uma roubada completa. 


Analisando o elenco, só tem dois clubes que têm elencos claramente superiores ao do Vasco: Atlético Mineiro e Fluminense. O resto, é mesmo nível e olhe lá. No começo do torneio, disse que estava acreditando que o Vasco terminaria em sexto. Hoje, penso que nosso lugar é o terceiro, e que um quarto lugar já seria uma zebra. Abaixo disso é inaceitável. Porém, quando vemos quem e como vai a campo o nosso time, o desespero bate. De que adianta ter ingredientes pra um bolo, ou para uma macarronada, se o cara que vai preparar só sabe fazer omelete?


Flu contra o dragão da maldade


Tricolores e hereges de outras cores, 


Vivemos dias históricos. Aguardamos, ansiosos, o desfecho do julgamento do mensalão. Será que o bem vencerá o mal, pelo menos desta vez? Os vilões serão presos? Um homem negro, de capa preta, se transformará no novo herói nacional? 

No futebol também temos nossos embates, nossos juízes, nossos vilões. O jogo de hoje colocou frente a frente dois opostos, mais antagônicos do que nunca. 

De um lado um time pressionado, cheio de vontade e de responsabilidade. Precisando e desejando vencer. Querendo jogar futebol. 

Do outro, um time relaxado, apenas cumprindo tabela. Mas engana-se quem pensa que essa despreocupação se refletiu em futebol bonito, colorido, e leve. O nosso adversário de hoje era cinza, e cinza foi o seu futebol. Retranca, provocações, cera desde o primeiro minuto de jogo, faltas sucessivas... Uma aula de anti-futebol. 

O juiz, que não vestia capa preta, preferiu se omitir. Assistiu a tudo passivamente, com uma preguiça digna de Jorge Amado ou Dorival Caymmi. Caminhando tranquilamente, não ruborizou diante do triste espetáculo que ajudava a produzir. 

O resultado foi um verdadeiro roubo. Não apenas ao Fluminense, que precisava jogar e não teve o seu direito garantido, mas a todos aqueles que assistiram a partida. Nos preparamos para 90 minutos de futebol e tivemos uns 25, talvez menos. Cada tiro de meta demorava 5 minutos. Qualquer adversário, quando esbarrado, desmoronava, e parecia sofrer mais que mãe de moto-boy. 

No fim, o empate não foi nenhuma tragédia. Evitou, pelo menos, uma injustiça maior. Mas não posso deixar de pensar: Algum dia, teremos um herói, de capa preta ou não, que goste de futebol, e que impeça esse verdadeiro estelionato de futebol? Ou teremos que nos acostumar, achar que isso é normal, coisa de “time moderno”? 

 ST

sábado, 25 de agosto de 2012

A camisa faz diferença

Tricolores e hereges de outras cores,

Recentemente levei minha sobrinha para ver um jogo do Flu. Intrigada com os palavrões e impropérios que eu gritava a todo instante durante a partida a menina, no alto dos seus 8 anos, me indagou: 

- Porque você grita tanto? 
- Quem você acha que ganha o jogo? Devolvi a pergunta. 
- Os jogadores. Me respondeu. 
- Pois te enganas. Nós, aqui da arquibancada, ganhamos os jogos. Os jogadores apenas seguem nossas ordens. 

Cito esse diálogo real para exemplificar que, certas coisas, só não são óbvias para crianças de 8 anos de idade. Qualquer um que tenha mais de uma década de vida deve saber que, no futebol, campeonatos são decididos em detalhes: um grito, um cara e coroa, uma camisa. No caso da partida de hoje, diria que não foi apenas a camisa, mas as camisas. 

O Fluminense venceu porque seus jogadores entraram em campo com a camisa 1, de Félix. Venceu também porque Thiago Neves resolveu trocar o número 7, lazarenta, pelo 10. Venceu ainda porque os 114 anos recém completos do rival, celebrados pela camisa do seu principal jogador, não poderiam passar sem nosso carimbo. E, principalmente, venceu porque desde os primórdios do futebol, o Fluminense sempre vence o Vasco quando é realmente necessário. 

Reparem, meus amigos, que todos nossos títulos brasileiros contaram com vitórias sobre os lusitanos. Em 70, 3 a 1 (gols de Flávio, Silveira e Marco Antônio). Em 84, Romerito decidiu a nosso favor, no primeiro jogo da final. Em 2010, Tartá fez a festa. E hoje foi a vez de Thiago Neves. 

Incluo o jogo de hoje no rol de vitórias que resultaram em títulos para destacar o óbvio: O Fluminense será o campeão brasileiro de 2012! 

Não se iludam com a campanha do Atlético Mineiro. Ao clube de Belo Horizonte falta esse detalhe essencial no futebol: camisa. Com isso, não quero dizer que o irmão/empresário do Ronaldinho saqueará o clube, levando de lá várias peças de vestuário, como fez recentemente na Gávea. Mas sim que o clube das veredas, pelo seu histórico de conquistas, não pode ser considerado grande. Em mais de 100 anos de história, o Galo só ganhou um título importante. É, portanto, menor que o Botafogo, o Bahia e o Sport. É, no máximo, um clube médio, como o Coritiba, Atlético-PR e o Guarani. Com uma diferença significativa: o título de 71 foi conquistado com a ajuda de um jovem técnico visionário. Por mais que tenhamos muito carinho pelo Cuca (e temos!), alguém ai acha que ele é um novo Telê? 

Que venha o segundo turno! 

ST

domingo, 5 de agosto de 2012

4 pra valer 2


Tricolores e hereges de outras cores, 


No jogo de hoje, mesmo sem ser brilhante, o Flu marcou ainda na fase inicial, com Wellington Nem, e depois mais três vezes na etapa complementar (o primeiro gol contra, o segundo do Fred e o terceiro do Thiago Neves). 

Placar final 4 a 0, certo? Errado. Apenas dois dos quatro gols citados foram confirmados pelo árbitro. Sem contar um impedimento absurdamente mal assinalado, que parou um lance claríssimo de gol a nosso favor. 

Porém, meus amigos, não há o que lamentar. Como já disse aqui diversas vezes, time que quer ser campeão precisa ganhar não só dos adversários, mas também da arbitragem, da janela de transferência, da CBF, etc. Não tem desculpa. 

Foi assim em 2010. Superamos os adversários, a festa armada pro centenário do Curintia, o fechamento precoce do Maracanã... Aquele time, comandado pelo Super Mouse Muricy, jogava feio, passava aperto, mas acabava ganhando de 1 a 0. 

O time desse ano é melhor. Embora não tenha feito nenhuma grande atuação até aqui, tem mostrado uma zaga firme (a menos vazada do campeonato) e um ataque eficiente(o segundo melhor). Temos tudo pra seguir vencendo. Mesmo que seja necessário marcar quatro vezes pra valer duas. 

Faltam 5 jogos pro final do turno. 11 pontos devem ser suficientes pra nos dar o título simbólico de campeão do turno e nos deixar no caminho certo para o tetra. 

Pra cima deles, Fluzão! 
ST

terça-feira, 31 de julho de 2012

Rapidinhas


Tricolores e hereges de outras cores, 

Pra não dizerem que eu não falei nada, deixo comentários rápidos sobre o nosso último jogo. 

Arbitragem:
Quem não assistiu ao jogo todo pode achar que o pecado do árbitro foi apenas o gol mal anulado (em lance difícil, diga-se de passagem). Mas a verdade é que ele veio pra empatar o jogo. Apitava qualquer coisa no meio campo, e nada perto da área. Na dúvida, dava sempre pró-defesa (contrariando o que pede a FIFA). Marcou umas 30 faltas de ataque, a maioria delas inventadas, o chamado “perigo de gol”. 

Mando de campo:
O árbitro registrou ofensas na súmula e o Flu pode até perder o mando de campo. E daí? Alguém se importa? Desde o fechamento do Maracanã, em 2010, que o Flu não joga em casa. Além disso, se jogarmos no Espírito Santo, em Brasília ou na Paraíba, por exemplo, teremos mais apoio das arquibancadas do que estamos tendo agora. 

Digão:
Abel elogiou muito a atuação do Digão como volante. Ele cumpriu bem o que lhe foi pedido, é verdade. Marcou com firmeza e seriedade. Mas com ele, o time perde em mobilidade no meio. Fica mais previsível na criação. 

Líder, até quando?
Cuca compete com Celso Roth pelo título de maior especialista em cavalos paraguaios do futebol brasileiro. Em 2007 disparou na frente com o Botafogo. Chegou a ser líder com uns 10 pontos de vantagem pro segundo, mas perdeu o fôlego... Ano passado ganhou até o troféu “Boston Medical Group”, oferecido por esse blog, por seu começo de ano arrasador pelo Cruzeiro que mais uma vez deu em nada. Porque esse ano seria diferente? 

ST

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Os 4 pecados de Abel


Tricolores e hereges de outras cores,

Tenho andado sem tempo pra escrever, mas otimista com o tricolor. Tenho notado o time com uma consistência, um equilíbrio maior do que o dos últimos anos. Isso está refletido nos números: Temos a melhor defesa e o segundo melhor ataque do campeonato.

Mas antes que eu tivesse tempo de tecer esses elogios, o Fluminense me desmentiu.

Abel cometeu ontem 4 erros fatais, que nos valeram a primeira derrota no campeonato. O primeiro deles, menos grave, foi o de escalar o time em um esquema novo, com 3 zagueiros e 2 volantes. Digo menos grave porque, em um primeiro momento, eu também pensei que poderia dar certo. Mas, após o primeiro tempo, eu já não tinha a mesma fé. E esse foi o segundo erro: talvez confiante na conversa do vestiário, Abel voltou com o mesmo time pro segundo tempo.

Gravíssimo, porém, foi o terceiro erro: não mudar o time após os primeiros 15 minutos do segundo tempo. Ali estava claro que o time não tinha melhorado, que a pressão do adversário se tornava cada vez maior, e que o gol adversário era questão de tempo. Abel esperou ver a casa arrombada pra tomar providência.  

E ai veio o último erro. As mexidas foram péssimas, bagunçaram tudo. Abel encheu o time de atacantes, e sem ter um meio-campo capaz de fazer a bola chegar até eles, passou a apostar na ligação direta. A desorganização era tanta que no fim Leandro Euzébio (nosso único zagueiro em campo) se mandava pro ataque enquanto o Wagner ficava na zaga... Assim como acontecia no ano passado, começamos o jogo cheio de zagueiros e terminamos cheio de atacantes.

Vida que segue. Não há motivos para preocupação. 25 pontos em 12 jogos é uma excelente marca. Se continuarmos com esse aproveitamento até o fim do campeonato, certamente seremos campeões. Até porque os dois times que estão na nossa frente têm tradição de entregar a paçoca no final.

ST

P.S.: Que tal um selecionado do RJ, com Jeferson, Leo Moura, Gum, Dedé e Felipe. Renato, Seedorf, Juninho e Deco. Wagner Love e Fred? 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Me engana que gosto

Companheiros Flamengos...

Agora que o Natalino dançou e aquela imagem grotesca do cara tendo pequenos ataques isquêmicos transitórios já ficou para trás, temos que voltar nossos canhões para os outros fronts dos inimigos.
Tá certo que a demissão do Conhaque foi uma atitude sensata, racional e terrivelmente tardia.
Tá certo também que me sinto aliviado por não ter que ouvir sua senis e débeis entrevistas, e minha garganta e meu coração agradecem não ter que xingá-lo a cada 5 segundos.
Mas está tudo extremamente longe de se resolver.
Continuam  a infestar a maravilhosa vista da Lagoa pestes da mais alta virulência, começando pela sala presidencial, descendo às vice-presidências e conselhos deliberativo, fiscal, sanitário e outros...
Ressalto a importância, ainda que momentânea e transitória do Zinho, que como eu já disse, pegou a baranga já de saia na mão. Com ou sem contratações o cara vem tendo uma postura no mínimo coerente máscula, coisa que andou faltando no Flamengo há algum tempo.
A saída do Joel não resolve um décimo dos problemas do clube, mas já alivia a pressão sobre o time que é bem limitado.
O boato já comentado pelo Saldanha, o Rafael, não foi plantado para desestabilizar o Vasco; para desestabilizar o vice, basta dizer que tem jogo contra o Mengão que os bigodes bacalhescos de arrepiam todos. Se estiver valendo então uma paçoca velha, o cagaço desce e a peidação come solta.
Trazer Felipe para o Flamengo, aos 34 anos, jogando dia sim, dia não e ganhando 500 paus é pior do que pagar 1 milhão pro Diego, ou tentar contratar o Juan que jogou intermináveis 16 jogos no últirmo ano.
Até nós 4, pseudoblogueiros, barrigudos e sedentários corremos mais que esse moço ano passado.
Enfim, não vai contratar ninguém que resolva, logo é com essa patota que vamos pra festinha mesmo.
Para o jogo contra a Portuguesa, que é uma espécie de Vasco só que sem tantos vices, o Jaime de Almeida, ex-zaguerio do Mengão vai comandar o time e de cara já trocou o Canela pelo Mattheus Bebetinho.


O novo 10?

Pode tomar até uma sacolada quinta-feira no Rio, mas só por essa atitude merece aumento de salário, plano de saúde e uma cerva gelada na barraca do Aguinaldo, ali no Leblon. Renato Abreu é o autêntico representante do pensamento pequeno, mesquinho e me engana que eu gosto praticado pela atual diretoria.
Não joga porra nenhuma, fala groselha a torto e a direito, faz merda industrialmente e dez vez em quando engana uns bobos com gols de falta. Uma lástima que erra todos os passes que tenta e ganha uns bons 250 contos mensais. Sacá-lo do time é um alento à esperança da torcida. 
Se o menino Mattheus vai ou não jogar para cacete ainda não dá para saber, mas que já adianta...isso é verdade.
Possivelmente vem aí Dorival Júnior.


Nos tempos de meiúca, sobrinho de Dudu, ídolo do Palmeiras




Eu gosto.
Sabe armar time ofensivo, ainda não tem certos vícios de treinadores mais antigos, enfim, é um sopro de novidade num mar de Joéis, Abéis, Muricyés, Vanderléis...
Não é nenhuma bala que matou Kennedy, mas é um salto de 50 anos em pensamento do futebol.
Espero que dê certo e que ele consiga fazer com os jovens do Mengão o que os últimos treinadores não conseguiram...botar pra jogar.
Tchau Joel, agora que você vazou, volto a ser teu fã...mas stay away from Gávea, alrráiti?


SRN

Música do Dia - Lobão - Decadance avec elegance

terça-feira, 24 de julho de 2012

"Diz o jornalista"


Cruzmaltinos desse planeta,

por várias vezes eu já comentei aqui a incompetência e falta de escrúpulos da imprensa esportiva brasileira. Infelizmente, estou aqui para fazê-lo mais uma vez. A lógica dos caras parece ser: inventa-se um boato de um lado do estádio. Conta-se ao companheiro do lado e se espera que ele espalhe. Quando a mentira chegar de volta até o autor, publica-se. A fonte? "Diz um jornalista". Nos meus distantes tempos da Faculdade de Jornalismo, diziam que jornalista era jornalista e fonte era fonte. Hoje em dia parece que está tudo misturado. 
A imprensa clubista se encontra numa situação complicada. O "mais querido da mídia" está numa fase de dar dó, tomando não até de jogador amador. Pra piorar, dois dos três rivais estão no G4. Isso eles não conseguem aturar. E tome boato inventado pra desestabilizar o Gigante da Colina. Vejamos o caso Felipe:
"Um jornalista diz" que o Maestro teria gostado da proposta. "Outro jornalista diz" que ele estaria brigado com Juninho. "Um outro jornalista" comenta a insatisfação com os salários atrasados. "Jornalista diz" que Felipe não gosta de jogar na lateral... O que existe de fato nessa história toda? Felipe assinou uma extensão de contrato há menos de dois meses e está no Vasco até 2013. O resto é só bobagem pra tumultuar o clima do melhor do Rio.



***

Aliás, a imprensa não se cansa de requentar polêmica. "Vasco atrasa 2 meses de salário." Até mesmo meu sobrinho de 4 anos sabe que o único jeito do Vasco desbloquear a verba da Eletrobrás é na Justiça do Trabalho, e que pra isso precisa demonstrar que o dinheiro está prejudicando os empregados do Club. Como fazer isso? Atrasando os salários. Os jogadores sabem e concordam com isso. E a imprensa tenta implementar uma nova crise de três em três meses...

domingo, 22 de julho de 2012

Houston, we have lots of problems!

Companheiros Flamengos;

Desculpem a ausência neste inabalável espaço,mas cada vez que me aprontava para escrever aqui, me deparava com uma depressão lexical profunda.
E a falta de palavras não se deve à minha ignorância, ou mesmo à preguiça faustuosa que me acompanha desde a maternidade.
Fiquei sem saber o que escrever por um único motivo: não sabia, aliás ainda não aprendi, adjetivos suficientes para descrever o que tenho visto na TV nos últimos meses.
Desde o início do ano, passando pelas saídas do Luxa e do Pagodinho Gaúcho, seguindo com a contratação esdrúxula do Natalino e com a vexatória situação administrativa do Mengão eu estou descrente e desesperançoso de que alguma coisa mude num futuro próximo.
É inacreditável o que se passa pelos caríssimos metros quadrados da Gávea.
A omissão da diretoria, e aqui exclui-se o Zinho, que pegou o neném já todo cagado, é não apenas flagrante como revoltante.
Não digo isso nem pela absurda incapacidade de contratações, nem pela incompetência no gerenciamento do inexistente programa sócio-torcedor, nem mesmo pela incrível falta de cojones para explicar o que se passa com o clube. Minha principal bronca é porque ninguém que teoricamente manda naquela pocilga dá um soco na mesa e manda o Joel, o Renato Canela, o Negueba e outros para rua.
Fosse um corpo diretivo com alguma rouxidão escrotal esses entes extra-terrestres já estariam caçando outros idiotas para parasitarem.
O bando de malucos que entrou em campo nos últimos 20 jogos do Flamengo(pelo menos) conseguiu façanhas bastante exultáveis, com entregar a paçoca contra Olímpia, Emelec, Internacional, Fluminense, Corinthians...
A falta de organização tática é monstruosa e a dificuldade do senil treinador em enxergar isso impressiona.
A finada e não saudosa banda Fincabaute já disse que "É coisa de maluco ficar comendo sempre a mesma mulher" e no caso dos jogos do Mengão, essa moça é uma baranga velha, mau-cheirosa e pentelha, porque assistir cada partida é certeza de stress antes mesmo da entrada em campo de nossas valorizadas mulas.
O Joel nunca foi uma sumidade intelectual, mas as substituições do cara são de uma debilidade que fariam de Debi & Lóide pHd's em física quântica.
Escalar o Adryan como segundo atacante, o Ibson como meia-armador, o Renato Canela como saída de bola é chamar todos nós de burros. É claro que ele vai acabar queimando o Mattheus, o Luiz Antônio, o Adryan e a minha TV, porque com essa postura de time a melhor das possibilidades é escapar da segundona.
E geral sabe que segunda divisão é coisa de vice, tricoflor e chorafoguense.
Não contratamos o Diego, o Riquelme, o Juan.
Graças a Deus...três malas.
Mas não contratar absolutamente ninguém é Tabajarismo no último furo.
Depois da derrota para o Cruzeiro(aliás, eu sou fã do Celso Roth) fala-se em Falcão ou Dorival Júnior, mas já se passam 3 horas do fim do jogo e ainda acordaremos com o Joel mancando e bufando no noticiário flamengo.
Tanto faz, pior do que o Natalino não há, logo, o que vier é lucro.
Assim como será uma vergonhosa e suada vaga na Sulameribunda-2013
Eu quero meu Flamengo de volta.

SRN


P.S.: Música do Dia - Beto Guedes - O Trem Azul