quinta-feira, 9 de junho de 2011

Vice é o CARALHO!


Cruzmaltinos desse e de todos os planetas,

Alguém ficou surpreso com o título conquistado ontem? Ora, eu já tinha dito na semana passada que esse título era nosso! O escrete vascaíno era muito superior ao coritibano em todos os aspectos, e nem com o reforço flamenguista - a Fla-Cu - a torcida deles fez medo nos heróis da Caravela-Bala da Colina...
"Mas e a derrota no jogo decisivo?", perguntarão alguns. As coisas para o Vasco sempre são assim: sofridas, batalhadas, conquistadas com sangue, suor e lágrimas. O volante do Coxa acertou um chute que jamais conseguirá repetir só para dar um gosto a mais pro título - único nacional que faltava na galeria vitoriosa de São Januário.
Agora é pensar na Libertadores-2012. O ano de 2011 já está garantido, e com a chegada do Reizinho da Colina teremos tranquilidade para planejar uma conquista continental no ano que vem. Para termos chance, precisamos de bons substitutos para a zaga (atualmente uma das melhores atuando em território nacional), laterais que saibam apoiar e defender com a mesma competência e pelo menos um volante cão de guarda, que ofereça um primeiro combate incisivo no meio campo. As demais peças que por ventura surgirem serão muito bem-vindas.
Mas isso é assunto pra dezenas de colunas até o início de 2012. Por hoje, só posso lembrar a vocês que o Gigante está acordado, e se levantou com fome...


sábado, 4 de junho de 2011

Mais um tropeço do Cruzeiro!

Não, meus amigos, eu não fiquei louco nem troquei de time (o que seria muito pior). Porém, imagino que, nos jornais de amanhã, será esse o tom dos comentários sobre o jogo de hoje.
Pelo menos foi isso que aconteceu na última segunda-feira. Após nossa vitória incontestável contra o Atlético-GO, fiquei preocupado. Não li nenhum comentário sobre a evolução tática do Flu, ou sobre a boa atuação de Deco no Serra Dourada. Todos eram unânimes em afirmar que o Flu jogou mal, e só ganhou porque o adversário era uma galinha morta. Cheguei a imaginar que o meu computador estivesse com algum vírus, que alterava e deturpava os vídeos (pra quem não conhece, assisto aos jogos no site www.rojadirecta.es).
Sendo assim, após a vitória de hoje sobre o atual vice-campeão brasileiro, acho que nem vale a pena falar sobre o Deco e o Conca (que começam a se entender), sobre a melhora da zaga, ou sobre o fato de termos em Rafael Moura um substituto à altura para o Fred. Melhor destacar nossos erros (que também não são poucos): a nulidade do Rodriguinho, o medo que o Julio César tem de chegar à linha de fundo, ou os sustos que o Ricardo Berna continua nos dando (principalmente nos cruzamentos).
Até porque, como eu já disse em um post antigo, a inveja atrapalhou muito o nosso primeiro semestre. Quanto menos falarem do Flu, nesse momento do campeonato, melhor.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O Gringo no Flu

Nos próximos dias, veremos dois ex-jogadores se despedindo (mais uma vez) do futebol. Enquanto em São Paulo, Ronaldo se despede pela seleção, no Engenhão, Petkovic pendura as chuteiras. Aproveitando a ocasião, lembramos um pouco da passagem do gringo pelas Laranjeiras.

Polêmica 1: No início de 2005, depois de acertar salários, luvas e tudo mais, Pet deixa o Flu a ver navios e vai jogar no Oriente Médio. Na época, o então presidente tricolor, Roberto Horcades, homem de palavra, vociferou: ¨Enquanto eu for presidente, ele nunca vestirá a camisa do Flu¨. Seis meses depois, o próprio Horcades anunciava a contratação do meia.

Polêmica 2: Pet chegou brigando. Insatisfeito com a camisa 8, exigia publicamente a 10. Felipe, por sua vez, alegava que seu contrato com a Nike exigia que ele usasse o número (por conta da campanha ‘joga 10’). Essa discussão foi feita pela imprensa e durou semanas, em mais uma daquelas brigas bobas que não ajuda nada ao time.

Estréia: Em campo, as primeiras atuações até que foram animadoras. Depois de estrear bem frente ao São Paulo, e marcar seu primeiro gol na goleada contra o Paysandu, veio aquela que talvez tenha sido a maior atuação do meia com a camisa do Flu. Em pleno Minerão, o Fluminense atropelou o Cruzeiro. Vale a pena ver de novo.

Porém, 2005 não acabou bem. Depois de brigar pelo titulo até a 32° rodada, o Flu perdeu 5 jogos seguidos e ficou de fora até da libertadores. No ano seguinte, o jogador é pivô de mais uma polêmica. O time, que havia iniciado bem no Brasileirão, volta da pausa para a copa caindo pelas tabelas (culpa de uma inter-temporada movida a festas em Joinville). Osvaldo de Oliveira decide barrar o gringo, mas é impedido pelo mecenas tricolor, Celso Barros. O treinador pede demissão e o Flu despenca na tabela, escapando do rebaixamento apenas na penúltima rodada, com um gol salvador de Andre Moritz contra o Santa Cruz. Em 2007 Petkovic vai enganar em Goiânia.

Nota 1: Dedé, o bom zagueiro vascaíno, passou por Xerém. Porém, assim como também aconteceu com o Thiago Silva, foi embora do Flu antes de se profissionalizar.

Nota 2: Quem parece estar se preparando para um jogo de despedida com a camisa do Vasco é o Perdigão. Confira aqui a boa forma dele atuando pelo São José, na Segundona Paranaense.

Próximo Jogo: No Engenhão, o Flu enfrenta o Cruzeiro. Ano passado, o Flu ganhou de 1 a 0 no Maracanã (gol de Leandro Euzébio de cabeça) em um jogo onde o Cruzeiro foi muito superior. Depois, em um jogo onde o Flu foi melhor, perdemos de 1 a 0 em Uberlândia. Sábado, às 18:30, é hora de homenagear o técnico Cuca (pela inesquecível arrancada de 2009) e depois garantir mais 3 pontos. Pra cima, Fluzão!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Pros diabos com a cautela!!


Cruzmaltinos desse planeta,

é claro que as coisas podem dar errado na Copa do Brasil. Sem pensar muito, podemos nos lembrar de finais traiçoeiras, quando times pequenos desbancaram os favoritos - como Flamengo x Santo André e Fluminense x Paulista. No entanto, sem medo de soar arrogante, eu digo a vocês que o time do Vasco é INFINITAMENTE melhor que o do Coritiba. Estamos cheios de dedos porque o politicamente correto e o passado recente nos tornaram cautelosos, mas acredito que não teremos dificuldades para vencer a equipe Coxa Branca.
"Mas eles venceram o Palmeiras por 6x0", podem comentar alguns. Pois pra esses digo duas coisas: A primeira é que nós não somos o time de verde. Por mais que eu simpatize com os palestrinos, nessas horas é preciso bater o pau na mesa e dizer: "Sou Vasco da Gama, meu bem, campeão de terra e mar". Além disso, se você se recorda do jogo contra o Porco, certamente vai se lembrar que o Coritiba penou pra vencer o Ceará, apanhou do Corinthians e do Atlético Goianiense. Pra mim, o ponto fora da curva foi o jogo contra os porcos no Couto Pereira. O time do Coritiba só ficou 20 e poucos jogos sem perder enquanto jogava contra times da Série D ou menos. No dia em que começarmos a temer isso, estamos lascados!

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Por outro lado, é ótimo que os paranaenses estejam confiantes. A arma do time pequeno é jogar na retranca e se valer dos contra-ataques. Se eles vierem querendo sair de igual pra igual conosco, nossas chances aumentam exponencialmente.

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Se alguém mais é supersticioso, a capa do Lance Rio trouxe uma imagem que eu não via há muito tempo, mas que sempre trouxe bons augúrios...




segunda-feira, 30 de maio de 2011

Luxo ou Lixo ?


Fizemos três gols, dominamos o jogo e viramos para cima dos donos da casa - exibição de favorito ao título.
Levamos três gols de um time que vai cair, tendo um deles sido anotado aos 44 do segundo tempo quando o adversário tinha um jogador a menos - apresentação de candidato ao rebaixamento.
A verdade é que não somos nem o melhor nem o pior time do campeonato.
Nossas boas performances mostram que temos força para brigar na parte de cima da tabela.
Mas o segundo gol do Jóbson mostrou que não temos o "quid" para faturar o título (como teve, por exemplo, o São Paulo ao virar um jogo contra o Inter, no BR 2007, em pleno Beira-Rio). Time campeão não perde dois pontos preciosos daquela forma.

domingo, 29 de maio de 2011

Valeu, Professor!

Poucos dias atrás, chegou às bancas o DVD da conquista do Brasileirão do ano passado. A demora teria se dado por divergências entre a produtora e a diretoria do Flu. Enquanto a primeira queria dar destaque ao treinador e outros dois jogadores, a segunda exigia a inclusão de mais atletas no filme, e destaque para o conjunto, à torcida e ao clube. A diretoria, com isso, não queria negar a importância de alguns protagonistas. Porém, é preciso lembrar que, o clube, a instituição, está sempre acima destas pessoas.

É por isso que prefiro, depois da nossa primeira vitória no campeonato deste ano, destacar uma figura que, se não foi brilhante, mostrou humildade e consciência do seu papel. Poderia, é claro, destacar o Deco (o melhor em campo), ou o gol do nosso zagueiro da NBA, Leandro Euzébio (que além de usar a camiseta 85, fez um gol de ponte-aérea). Mas não. Quem merece os louros da vitória de hoje é o interino Enderson Moreira.

Se é verdade que Abel não influencia na escalação, como ele já disse repetidamente em várias entrevistas, Enderson resolveu se antecipar. Humildemente, deixou de lado que vinha fazendo até aqui e buscou inspiração no Flu Campeão Carioca de 2005, sob o comando do Abelão. O Flu jogou hoje em um 3-5-2. Se em 2005 era o volante Marcão (Seleção!) que recuava para jogar entre os dois zagueiros, hoje Edinho exerceu essa função. Essa mudança deu liberdade aos laterais, segurança à zaga e tranqüilidade para os meias criarem. O ataque também mudou, com a entrada de um jogador mais veloz ao lado de um atacante de referência (em 2005, Leandro e Tuta, agora Rodriguinho e Fred). Essas mudanças, somadas a uma forte marcação atrás da linha da bola, e a uma disposição nova, deram a vitória ao Flu na noite de hoje.

Enderson, que já merecia os parabéns por ter chegado “numa fria”, praticamente desclassificado na Taça Rio e na Libertadores, e ter conseguido passar de fase nas duas competições, mostra mais uma vez grandeza. Entendendo que seu ciclo já havia se encerrado, ele opta por sair de cena discretamente, preparando terreno para o seu sucessor. Sem estrelismo, nem rancor. A ele, os mais sinceros agradecimentos da nação tricolor.

A elitização da torcida.


Caros Amigos Cruzmaltinos,

nessa semana visualizamos o descaso da diretoria vascaína para com os seus torcedores. A venda de 50% dos bilhetes foi destinada na sexta feira aos sócios do clube. Até aí, nada demais. O sócio contribui com o clube, tem mesmo que receber alguns privilégios. Mas o que aconteceu na madrugada de sexta para sábado foi o mais puro descaso com o torcedor comum. Com o torcedor que apóia nos momentos de tristeza. Com o torcedor que esteve em São Januário nos momentos difíceis. Que esteve na Série B, debaixo de chuva, no frio, no calor de 40 graus, mas nunca deixou de acompanhar o Gigante time do amor. Mas mesmo os Gigantes tem seus pontos fracos. E o do Vasco é o mesmo do Gigante Adamastor, retratado em Os Lusíadas: O amor não correspondido. Amor entre os torcedores que nunca o abandonaram o clube nos momentos de tormenta e o desamor do clube que os abandona nos momentos de calmaria.

Na madrugada de sexta para sábado, mesmo com uma fila enorme se formando em torno de São Januário, a diretoria preferiu fazer a venda dos ingressos pela internet. Resultado: Começo das vendas 00:00h, ingressos esgotados 1:40h. Mesmo assim, a fila continuava se formando. Todos esperando as bilheterias abrirem no começo da manhã. Cerca de 5 mil torcedores na chuva e no frio, esperando a chance de finalmente ver seu time sair do buraco em que se encontra. Fazer parte da festa do primeiro jogo de uma decisão. A espera foi em vão... às 10:30 da manhã o Batalhão de Choque da Policia Militar foi avisar que os ingressos haviam acabado na madrugada. Isso mesmo, quem avisou foi a polícia. Nem coragem de se manifestar a diretoria cruzmaltina teve. Lamentável o episódio, chegando a ser ridículo. O torcedor que não tem um cartão visa não tem direito de participar da festa. O torcedor que sempre junta seus tostões pra sempre apoiar o time, que sempre rói o osso, dessa vez terá que ficar de fora enquanto os torcedores de sofá estarão lá saboreando o filé.

Simplesmente patético!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Abra mão


Cruzmaltinos desse planeta,

não percam a chance de eternizarem seus nomes na Colina Sagrada, e ainda apoiar as celebrações do Manifesto contra o Racismo de 1924, ponto de virada do desporto nacional protagonizado pelo clube com o nome do heróico português. A Penalty, nosso fornecedor de material esportivo criou uma campanha pra você manifestar seu apoio à causa histórica.
Basta fotografar sua mão e enviar para eles via Facebook. Essa imagem será vetorizada e poderá estampar com outras 1922 mãos o muro do Estádio de São Januário. Para mais informações, clique aqui. Eu já mandei. Não fique fora dessa.


Notas da Semana

Torcida que atrapalha 1: Dois desocupados foram ao treino do Fluminense para protestar contra o goleiro Ricardo Berna, pelos gestos e declarações na noite do jogo contra o Libertad. Alguém acha que esse protesto, quase 1 mês depois do ocorrido, ainda ajuda em alguma coisa?

Camisa 1: Desde a saída do Kléber, no final de 2005, um filme se repetiu nas Laranjeiras. A diretoria contratava a peso de ouro um goleiro para substituir o Fernando Henrique, tão contestado pela torcida. Antes do meio do ano, FH, mesmo com toda a cachaça, se mostrava melhor que o contratado e recuperava sua titularidade. Foi assim com Diego (ex-Atlético PR), Rafael (ex-Vasco), e só não será assim esse ano porque o goleiro-presidente não está mais por lá.

Torcida que atrapalha 2: Justamente agora que a nova diretoria tricolor resolveu investir em jogadores jovens, ao invés de medalhões em fim de carreira, a torcida lança uma campanha na internet pela contratação do Gilberto, do Cruzeiro, de 35 anos.

Leilão: A diretoria do Flu fez bem em não entrar em disputa com o Botafogo por Elkeson. O ex-meia do Vitória é só uma promessa, e só valeria a pena se fosse barato.

Torcida que atrapalha 3: Ainda na internet, vejo que se inicia, com a colaboração do blogueiro tricolor do Globoesporte.com, uma campanha pela construção de uma Arena para o tricolor. O clube tem 365 milhões de reais em dívidas, não paga nem o FGTS dos funcionários, não tem CT, Xerém está um lixo, e os caras falando em construir estádio.

Marketing: É louvável o esforço da nova diretoria em ações de marketing. O pacote com ingressos para todos os jogos com mando do Flu é mais uma ótima iniciativa. Mas ainda é preciso melhorar. O produto deveria ter sido lançado com maior antecedência, e o jogo contra o Palmeiras (ainda sem data, local, ou horário definido) não deveria ter sido incluído.

Ironia: Émerson deixou uma dívida de 1,5 milhão de reais no Iate Clube do Rio, e uma pendência com a Justiça. Ele foi condenado por falsidade ideológica, por ter adulterado sua idade no começo da carreira. Começou seus dias de jogador como gato e acabou como rato.

Favorito: O Vasco tem tudo pra sair da fila, se sagrar campeão da Copa do Brasil e deixar a série B psicológica (onde permanecem o Botafogo, Palmeiras, e Atlético MG). Mas, se perder pode desenterrar aquela camiseta: “o sofrimento não pode parar”;

Só lembrando: Felipe, atual comandante da nau bacalhau, também liderava o Flamengo no vice da CB de 2004. E o melhor jogo de Diego Souza com a camisa do Flu também foi no segundo jogo de uma semi-final da CB, em 2005, contra o Ceará. Depois, em uma final também em São Januário, deu no que deu.

Em tempo: Pra mim, um título da Copa do Brasil vale por uns dois estaduais. Mas concordo que esse torneio seria muito melhor se a CBF (Central de Bobagens com o Futebol) incluísse os clubes que estão na Libertadores. Claro que estes clubes poderiam entrar só nas oitavas, e que seria necessário enxugar os estaduais (no Rio, 12 clubes no máximo), mas mesmo assim acho que valeria a pena.

Gestão: O zagueiro Thiago Sales acaba de deixar o Flu sem ter feito nenhum jogo. Ele ficou por lá 8 meses, recebendo R$ 35 mil por mês! Também já deixaram o clube, sem entrar em campo, os laterais Douglas Maia (que recebia 10 mil e sequer treinava) Gérson e Marquinhos (esse eu acho que entrou em 1 ou 2 jogos). Todos chegaram graças ao grande Alcides Antunes, amigo do Muricy...

Próximo Confronto: O Fluminense pega, neste domingo às 18h30, o Atlético GO, no Serra Dourada. Ano passado, o Flu ganhou dentro de casa (1x0, gol do Marquinho) e perdeu fora, 1x2 com o Coração Valente marcando pelo Flu. Pra cima deles Flu!

Monstro

Cruzmaltinos desse planeta,

eu vi.

Eu poderia começar esse texto ressaltando a superioridade gritante do nosso escrete sobre o bonde dos falsos avaianos. Poderia gastar meu dedo falando como o Vasco merecia essa final não só pelo que vem apresentando esse ano, mas por toda a trajetória de superação do gigante da Colina desde a posse de nosso presidente-ídolo - que mais parece o livro do italiano que vai do círculo mais profundo do inferno até o merecido céu. Podia ainda gastar essas linhas respondendo o mulambo do texto abaixo, que desmerece a competição dizendo que "tem menos clássicos do que um estadual", mas parece se esquecer que nossos adversários tradicionais não nos enfrentaram porque não tiveram competência. No entanto, não quero falar disso. Quero falar do que eu vi.

Quero falar da diferença entre o craque e o jogador medíocre em boa fase. Quero falar do jogador que se agiganta nos momentos de cobrança. Estou falando do jogador que esteve entre os melhores do brasileiro em 2009, mas em 2010 caiu num time pequeno e por isso foi visto com desconfiança. Estou falando de Diego Souza.

Tenho um amigo que desenvolveu uma teoria que tem um quê de supersticiosa, mas tem seu fundo de razão. Segundo ele, jogadores que se destacam no Palmeiras costumam ter sucesso pelos lados de São Januário, e vice versa. De bate pronto, me lembro de Edmundo e Evair, dupla que foi vitoriosa vestindo a faixa transversal e também fez sucesso pelas terras do Palestra Itália. Pois, foi me agarrando nesse argumento que eu louvei a contratação do DS10.

E hoje ele mostrou a que veio. No primeiro jogo ele já tinha se apresentado bem, vinha num ritmo crescente nas últimas partidas. Mas hoje ele foi exuberante. Foi caçado em campo, mas teve não se escondeu. Sofreu pênaltis não marcados, mas não esmoreceu. Driblou quem apareceu em sua frente, não economizando chapéus para os adversários. Estava em todas, e foi coroado com um gol de quem sabe a diferença entre uma bola e uma melancia. Uma atuação que merece o mesmo número de sua camisa. 10, nota 10.

Pode ser que tudo falhe. Pode ser que nossos esforços não resultem no que esperamos. Mas hoje eu já posso dizer que vi esse jogo de Diego Souza.

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Verdade seja dita: fica fácil pra um craque jogar quando tem jogadores que ajudam sua performance. Felipe continua sendo um maestro, um craque que coloca a bola aonde quer e tem uma visão de jogo privilegiada. Alecsandro mostrou raça e inteligência ao abrir mão de avançar pra dar um passe açucarado pro nosso camisa 10 (merecia ter seu gol -que foi invalidado de forma errônea). Dedé continua sendo um mito, o dono da grande área cruzmaltina. Hoje o Vasco da Gama é um time, não um amontoado de jogadores.

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Além dos pênaltis não marcados e do gol mal anulado. o árbitro Leandro Vuaden conseguiu errar tudo o que dependia dele. Faltas não marcadas e invertidas foram tantas que se tornaram irrelevantes. E pensar que um lixo feito esse foi eleito um dos melhores árbitros há poucos anos atrás por seu "estilo europeu de apitar" (leia-se "deixar o pau comer")

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Agora, muita humildade e foco no Coxa...