sábado, 27 de março de 2010

Mais especulações

Cruzmaltinos desse planeta,

por enquanto seguimos com Gaúcho como técnico interino. O treinador dos juniores provavelmente assumirá pelos dois próximos jogos do carioca - onde mesmo que ganhemos será difícil conseguir a classificação - e da Copa do Brasil. A menos que ele consiga goleadas expressivas em todos esses jogos, com o time apresentando futebol ainda superior ao dos melhores momentos da Taça Guanabara, o natural é ele entregar o comando a um novo treinador depois desse período. Natural. Insistir com ele poderia até dar certo, como deu com Andrade nos Mulambos, mas a possibilidade dele ter um trabalho semelhante ao de Tita, no ano negro, é maior. Assim, ainda nos deparamos com o problema que vem desde quarta-feira: quem vem para ser o nosso técnico?
Além dos nomes já comentados no último post, outros surgiram essa semana. Alguns pediram Muricy Ramalho. Não vejo essa contratação com bons olhos. Em primeiro lugar, porque Muricy é intragável. Acho esse sujeito uma das figuras mais escrotas do futebol brasileiro, e odiaria ter que aturá-lo no Vasco. Além disso, seu estilo de jogo não me agrada. Muricy só deu resultado quando tinha um clube mega-estruturado em suas costas. No Palmeiras, conseguiu perder uma vaga certa pra Libertadores. Não bastasse, o treineiro resmungão nunca atuou no Rio de Janeiro - nem como técnico, nem como jogador - e todo mundo sabe que as coisas são diferentes no futebol carioca - o futebol de verdade.
Outro nome que surgiu com força na quinta-feira foi o de Sebastião Lazaroni. A ESPN e a Rádio Tupi noticiaram que o técnico da seleção de 90 estava em São Januário. Sua escolha seria uma incógnita, já que o treinador está fora do país há 5 anos. Em 2009, foi eleito o melhor técnico do Qatar, mas convenhamos que isso não é muita coisa. Seria uma aposta arriscada, que foi descartada no final do dia: tudo não passava de boato.

Agora a bola da vez é o bonachão Abel Braga. Apesar de seus êxitos no Internacional de Porto Alegre, não o acho um grande técnico. Longe disso. Todo mundo se lembra com carinho de seus títulos de 2006, mas eu ainda me lembro de suas passagens pela colina e das duas Copas do Brasil que ele deixou escapar no comando de Fla e Flu. Porém, diante da recusa de Oswaldo de Oliveira, Abelão - mesmo longe de ser o ideal - parece ser a melhor opção do mercado no momento. Alguns fatores pesam a seu favor. O primeiro é a identificação com a instituição Vasco da Gama. O zagueiro vigoroso dos anos 70 tem moral e autoridade pra berrar com quem quer que seja dentro de São Januário. Além disso, com a possibilidade da contratação de Juninho Pernambucano se tornando cada vez mais concreta, é interessante um técnico que tenha acompanhado de perto seu desempenho no último ano. Por último, destaco o perfil motivador - apaziguador de Abelão: um grupo psicologicamente frágil como o nosso precisa de um treinador companheirão, que ouça e entenda o lado dos jogadores. Abel pode ser esse cara. A vontade de assumir o clube em maio me animou também. Eu não morria de amores por Dorival Jr, mas ele cumpriu seu papel. Então, que venha o Abelão.

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Mas, se formos realmente desclassificados do Carioca no dia 4 de abril e Abel só puder vir em maio, é fundamental que ele já mande um homem seu - auxiliar técnico, preparador físico, roupeiro, o que seja! - para aproveitar esse período e fazer uma "pré-temporada" com o elenco vascaíno. Não podemos perder mais tempo.

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Pé-fria ou não, desrespeitando as tradições do clube ou não, o certo é que uma camisa que vende 70 mil unidades em 5 dias não pode ser aposentada assim. Dinamite confirmou que o Vasco atuará com o manto templário contra os tricolores. Ponto para o presidente-ídolo.

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Carlos Alberto negou que tivesse problemas de relacionamento com Vagner Mancini. Ok. Mas não é mesmo miraculoso que um dia após a demissão do treinador, nosso capitão já se encontrasse curado da lesão que podia afastá-lo por até 6 semanas? O fato é que nos últimos jogos havia uma certa preguiça de alguns em se matarem pra salvar o pescoço do treineiro que partiu...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Crise

Cruzmaltinos desse planeta,

a segunda derrota pra um time pequeno derrubou Mancini. Como deixei bem claro desde que ele foi contratado, não era a minha escolha. Treinador sem currículo, com fama de encrenqueiro... Mas foi uma aposta. E como toda aposta, podia dar errado. Talvez tenha sido uma jogada alta demais para uma hora que não era a certa. A direção acertou ao mantê-lo até onde deu. Afinal de contas, queimá-lo após o primeiro mal resultado só pra agradar a torcida seria uma atitude de um clube que não tem o menor compromisso com o futuro.
Me preocupa agora a questão sucessória. Estão falando no Leão. Pode até dar certo. Aliás, pode dar mais certo do que o esperado. O treinador felino tem fama de chegar barrando o craque do time, o medalhão. Se o Rei da Selva entender que o grande nome cruzmaltino é Dodô, tem desde já meu apoio. Se quiser barrar Carlos Alberto, vai mostrar que tem mais ego do que juízo. A real é que Leão gosta de montar seus times desde o princípio, e isso não combina com o planejamento que já vem sendo feito.
Outros falam em Tite. Pra mim, é um Mancini de cabelos brancos. Não vem pra resolver. Celso Roth e Antônio Lopes também surgem em conversas informais, o que me gela a espinha. O Vasco já testou os dois recentemente e os reprovou. Mário Sérgio Pontes de Paiva seria o ponto baixo da escala de treinadores. Não servia como comentarista, como treinador é uma piada de péssimo gosto com os adeptos da cruz de malta.
Qualquer um que venha, uma melhora imediata é esperada. O pior problema do Vasco não está na qualidade do elenco, que tirando uns dois ou três (Fernando, Elder Granja - por exemplo) não é ruim. O pior foi a queda do moral da equipe. Não que isso absolva nosso ex-treineiro: elevar o espírito do time também é função do técnico. Mas cuidado para não se iludirem.

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Tendo em vista o noticiário recente da colina, aguardem confirmações e desmentidos para o resto da semana.

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Mudando de técnico, não sei se o melhor é se classificar para a próxima fase do carioca ou ficar de molho, com uma nova pré-temporada. A prioridade tem que ser a Copa do Brasil.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Recomecem o ano por favor!

Tá flórida... Meu time não embala, o campeonato não embala, o ano não embala. Nem o texto embala. Um tédio só. E não é exclusividade carioca, o Brasil todo passa por essa frigidez futebolística. Libertadores e Copa do Brasil também não emocionam. Salvo um clássicuzim aqui outro ali.


Começo a engrossar o coro dos que pedem a extinção dos estaduais. Apesar de 2010 ser especial por causa da Copa - e começar pra valer somente depois dela e não depois do Carnaval. O Carioca só empolga um pouco a partir das semis, mas mesmo assim parece diferente dos outros anos. Vê-se tal fenômeno pelo público pífio do segundo turno, sem exceções.

E o Fluminense segue o fluxo. Faz uma boa partida, uma média e uma fraca. E depois joga bem de novo. E pra variar, joga mais ou menos e depois muito mal. E seguimos com nossas bundas gordas nas arquibancadas. Ou na poltrona da sala - eu, na verdade, prefiro o bar quando não estou no maraca.



E falando em bar, a notícia da semana é a nova parceria com a Ambev. Dizem por aí que alguns executivos do alto escalão da cervejaria são tricolores fanáticos e pretendem inovar. De começo, cria-se um espaço aberto para total interatividade com o torcedor, estratégias de marketing e gerenciamento do Passaporte Tricolor, investimento nas festas da torcida, melhorias no patrimônio e várias promoções e produtos com a nossa marca. É pra torcer e beber.

ST.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Coutinho + 10

Cruzmaltinos desse planeta,

é até difícil comentar o jogo da Copa do Brasil. Nenhuma análise que se preze tem que começar falando do horário. 15h30 em dia de semana é brincadeira de péssimo gosto. Também não podemos deixar de falar do estádio: as dimensões do campo mais se assemelham a uma mesa de futebol de botão. Lembro que jogamos lá há uns dois anos e tivemos as mesmas dificuldades. Dito isso, vamos ao jogo.
O Vasco até criou boas oportunidades, mas continua pecando no último toque. Claro, isso acontece porque o atacante que foi contratado para ser o matador tem se mostrado um fiasco, como eu já havia previsto. Aliás, a melhor notícia da partida foi a barração do Sr. Ricardo Lucas, que amargou o primeiro banco do ano. Lindo.
Porém, graças ao tamanho de campo de totó, bastaram dois toques em uma bola que Paulinho perdeu no ataque para colocar o atacante Júnior, do ASA, na cara do gol. E ele teve a frieza para com mais dois toque abrir o placar. O time poderia se perder, podia estragar a invencibilidade de 11 jogos em Copa do Brasil, mas aí apareceu o garoto Philippe Coutinho.
O xodó vascaíno deu elástico, deu caneta, deu lençol, chute à gol... Tanto fez que - quando o Vasco teve um pênalti - nada era mais justo do pedí-lo para cobrar. E - com paradinha - empatou. Não fosse a boa atuação do goleiro alagoano o Vasco podia sair com a vitória, mas o jogo terminou no 1x1 mesmo.
Um resultado magro demais para a história do Gigante da Colina, mas satisfatório para seguirmos na competição.
O que não me deixou satisfeito foi a performance de Rafael Coelho. Registre-se a seu favor que Mancini não deixa ele jogar enfiado na área, que é sua principal característica. Também não me agradou Geovanni Maranhão. Sua atuação medíocre só serviu pra que a ausência de Élton se tornasse mais injustificada. Mas, o que me desagradou de verdade foi a entrada do elemento infiltrado, que em 25 minutos conseguiu perder um gol no fim do jogo.
Não acho que é hora de trocar o Mancini, mas a paciência não é infinita... E por enquanto, seria de bom tom o treinador repassar parte de seu salário pro garoto com a camisa 30...

terça-feira, 16 de março de 2010

Yes, nós temos Mariano!!!

Fred é o caraglio... Mariano é o cara. E Conca também. Hermano resolve tudo: mexe o time, dribla, faz miséria com a bola. E Mariano? Nosso lateral, mito, joga muito. Um dos melhores em atividade no país. Exagero? Hahaha... Somente para os outros.


Quem discute não anda assistindo futebol. Deve ter na memória a patada histórica do Carlos Alberto ou o ostracismo de Dunga com Daniel Alves e Maicon. O primeiro, sempre craque. O segundo, corre corre corre... E aguenta o tranco, tal qual um puro sangue. Mas muito pouco para o futebol brasileiro. Razoável para um velocista da Jamaica ou um maratonista queniano. Futebol é muito mais do que isso. É assistência, habilidade, inteligência. É Mariano.

ST

segunda-feira, 15 de março de 2010

Faltou só uma coisa...

Ahhh é Edmundo!

Em uma geração o Vasco se transformou ao mesmo tempo no time do vice (não era assim quando eu tinha uns 15) e naquele que só pode cultivar o passado, viver de museu (o que antes se gabava, emocionado, atribuindo ao Flamengo este defeito). O interessante é que cada torcedor vai viver do passado que lhe cabe, mas a cores e com tanta nitidez, nunca vi nada igual do que o penalti perdido pelo Edmundo contra o Corinthians. Apesar de ter visto a melhor partida de um clube brasileiro na espetacular vitória de 3 x 1 contra o Manchester.
Ah, sim, claro, gol do Cocada, jogo contra o Palmeiras no Parque Antártica, sei lá qual da década de 70 e por ai vai. De resto, o que sobra na cabeça são as derrotas para o Fluminense em 3 x 2 contra o Flamengo(que alegria!). A final da Copa do Brasil do Fla contra o Grêmio, depois Cruzeiro e por fim, contra o Santo André. Bom, e finalmente, as duas eliminações na Libertadores, tag esta que não faz parte da blogosfera vascaína - não existiam blogs e/ou não eram populares da última vez que o Vasco cruzou a fronteira do país.
Sendo assim, a única coisa que me cabe é revelar uma coisa e sugerir outra. Antes de escrever, assiti aos 4 x 1 do Vasco .Não fiquei triste ou irritado, até por que o Flamengo atacou pra caramba, tinha o Renato Gaúcho de muletas no ataque e no terceiro gol, o Júnior Baiano - pelo conjunto da obra, merecia ser driblado pelo Edmundo daquela forma.
O bom das coisas que passam é isso: naquela época doeu, hoje vejo como parte do enredo!
Ah, o segundo ponto, a recomendação: Não deixem de se lembrar como perderam o título mais uma vez e para esse time ai, de 2004. A camisa jogou sozinha! Vcs tiveram a oportunidade de comprovar com o Jean ai, não?!

domingo, 14 de março de 2010

Tudo que havia para dizer já foi dito...

Meu Vasco x Flamengo inesquecível!

Cruzmaltinos desse planeta,

Uma das minhas maiores frustrações como torcedor é justamente nunca ter assistido um Vasco X Flamengo no estádio. A violência de alguns sempre fez com que esse jogo fosse um dos mais perigosos, e - infelizmente - as coisas continuam assim até hoje. Mas o clássico contra a mulambada, mesmo em casa, é coisa impossível de ser ignorada. Traz lembranças doídas em alguns casos, felizes em outros. Poderia aqui falar do maldito jogo do gol de Petkovic, ou do chocolate de páscoa. Podia até falar do ano passado e a exibição de gala de Jéferson, mas tem um clássico que é impossível de ser esquecido: o da semi-final de 97.
Lembro-me que assisti o jogo em casa, era uma noite de quarta-feira e eu era só expectativa. Afinal, desde 1989 não ganhávamos um brasileiro, e naquela época não estávamos acostumados a jejum de títulos (bons tempos). Assisti com meus irmãos - tricolores secadores - que, por mais que não quisessem o Flamengo na final, também não queriam ver minha festa completa. E as lembranças reais acabam por aí.
Lembro de um baile, uma noite absoluta de Edmundo. Revendo o jogo agora, constato que o Flamengo podia ter nos vencido se não tivesse nulidades como Sávio, Iranildo e um idoso chamado Renato Gaúcho no ataque. É claro que o Vasco jogava com o regulamento debaixo do braço, sabendo que o empate bastava, e só saía na boa. Mas, mesmo com o Flamengo atacando à toda, terminamos com uma goleada. O Animal marcou 3 e se tornou o maior artilheiro de todos os brasileiros até então, desbancando Reinaldo, do Atlético Mineiro. O terceiro - uma pintura - um drible seco que faz a zaga do urubu procurar nosso atacante até hoje. E naquele dia, até quem ainda tinha alguns resquício de dúvida sobre quem era o grande ídolo vascaíno dos anos 90 teve que gritar: Ah! É Edmundo!




sexta-feira, 12 de março de 2010

Bem-vindo de volta!

Cruzmaltinos desse planeta,

finalmente poderemos contar novamente com nosso lateral-esquerdo titular. Após 3 meses de cu doce dos dirigente colorados, o moleque Ramonstro está de volta à colina sagrada, de onde ele nunca deveria ter saído. Agora teremos realmente opções para o setor mais carente do time. Enfim uma notícia boa!

Quem também pode ter seu retorno à equipe é o meia Jéferson, que deve ser relacionado para o banco de reservas pro jogo contra a mulambada. Um excelente augúrio, já que foi justamente contra os urubus que ele teve sua melhor partida em 2009. Tomara que esteja enterrando de vez a fase de contusões e mostre o futebol que fez alguns chamarem-no algumas vezes de craque.
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O jogo de domingo também pode ser decisivo pro atacante Rafael Coelho. Pela segunda vez no ano ele começará no time titular - e dessa vez colocará o "jênio" Dodô no banco. Torço para que ele marque logo dois, assim como Élton, para empurrar o botafoguense infiltrado cada vez mais para o banco.
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Amanhã eu volto com meu Vasco X Flamengo inesquecível.

Tinganei de novo?

Caríssimos, mais uma vez especula-se a vinda de Tinga para o Fluzão. Fuçando na internet, percebi que o jogador está vindo para as Laranjeiras desde novembro de 2007. Ou entra para o Guinness Book como a viagem mais longa da história ou como a mentira mais repetida no mundo do futebol.


O fato é que a posição de volante talvez seja a menos carente de nosso elenco no momento. Diguinho e Everton estão em ótima fase, dois dos melhores jogadores do Fluminense nesta temporada. Até precisamos de bons jogadores para reposição, mas considero um zagueiro experiente e um segundo atacante como prioridades.

ST