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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Acontece


Fiéis tricolores,

Não vale a pena vociferar contra as arbitragens da Conmebol. Não mudará nada. Há 100 anos o Brasil joga um esporte diferente do resto do mundo. Aqui, e só aqui, não vale trombada, matar contra-ataque vale cartão amarelo, e qualquer contato mais ríspido é falta. Nem acho que é o caso de adotarmos o padrão internacional. Jogando diferente do resto do mundo ganhamos 5 copas e outra infinidade de títulos importantes. Time que quer ser campeão deve ganhar também da arbitragem.

Tampouco seria justo criticarmos nosso treinador. Não podemos esquecer que o Flu jogava hoje com 6 reservas e ainda assim foi superior. Se o Abel demorou a mexer, talvez tenha sido porque não tinha as melhores opções no banco (Wellington Nem está longe dos 100%, Marcos Júnior ainda é um menino, e Lanzini já tá com a cabeça no River).A zaga, tão criticada outrora, vem se mostrando cada vez mais firme, e o time vem ganhando uma consistência pra lá de satisfatória.

Os jogadores também não devem ser criticados. É claro que se esperava mais de alguns deles. Mas mesmo aqueles que não estavam em uma boa noite (e há alguns que há muito tempo não sabem o que é uma boa noite) se entregaram, lutaram como puderam.

A verdade é que o Flu não merecia perder. O Boca atual, insisto, é menos time que o Botafogo. Vive de lampejos do Riquelme (que hoje se limitou a passes para o lado e pra trás) e pouca coisa mais. Mas nenhum time do mundo perde 6 titulares impunemente.

Ao Flu faltou saber definir o jogo quando teve a oportunidade. Faltou um pouco de sorte, talvez. É pena, mas acontece. O futebol (como a vida) nem sempre é justo.

Agora é esquecer e seguir adiante, pois domingo já temos o Figueirense pela frente e vamos em busca do tetra no brasileirão. Vida que segue.

ST

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Recordar é viver!


Fiéis tricolores, 

Quartas de finais da Libertadores de 2008. O Flu, desfalcado de Thiago Silva, enfrenta o São Paulo, do ainda craque Adriano. Após a partida no Morumbi os paulistas comemoravam a vitória por 1 a 0 (que além de ser uma vitória, significava não ter levado gol em casa) quando Renato Gaúcho sentenciou: Foi um ótimo resultado pro Flu, vamos classificar!

É dessa atitude que precisamos na quarta-feira que vem. Não tem porque respeitar muito o Boca. Como eu já disse em outra ocasião, o time deles não é melhor que o Botafogo.

Se o resultado de hoje não foi o esperado (mesmo sem 5 titulares, o Flu é mais time), tampouco foi um desastre. Após a infantilidade de Carlinhos e a garfada do juiz no primeiro tempo, o Flu suportou bem a pressão no segundo. Cavalieri foi o grande destaque, com pelo menos três grandes defesas dignas de nossa tradição em grandes goleiros. Mas também não podemos esquecer da dupla Gum e Anderson, que mostraram firmeza e seriedade, e do sempre muito criticado Edinho, que conseguiu marcar bem a Riquelme. Além deles, vale também destacar a luta do grupo.

Tenho certeza que vamos passar. Semana que vem tem volta. Pra cima deles Fluzão!

ST

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tudo sob controle

Amigos tricolores,

Tanto disseram que o primeiro lugar geral não era bom, que essa história de 100% de aproveitamento dava uma “zica” danada, que o Flu resolveu se precaver. Com a derrota de hoje evitamos “oba oba” ou “já ganhou”. Já não somos o primeiro geral, e temos que ganhar do Arsenal em Sarandi para sermos os primeiros do grupo. Gostaria que tudo isso tivesse sido friamente calculado. Mas não foi.

O primeiro tempo foi péssimo. A marcação pressão do Boca, somada a noite nada inspirada da nossa dupla de volantes, resultava em sustos constantes para a torcida tricolor. O Flu até criou algo, pelas esquerda com o Carlinhos, e pela direita com o Welington Nem. Mas a verdade é que o adversário foi melhor (nada brilhante, mas com mais organização e disposição).

No segundo tempo o Flu até melhorou um pouco. Mas o relógio jogava contra, e o nervosismo e a afobação atrapalhavam ainda mais. No final, ainda deu tempo de levar o segundo gol e queimar qualquer chance de reação com um pênalti cobrado pelo Rafael “Cone” Moura.

E assim o Flu jogou fora 31 jogos de invencibilidade em casa em torneios internacionais. 27 anos, que acabaram porque não soubemos nos impor. Aceitamos inocentemente o jogo do adversário, fomos imaturos e merecemos o castigo.

Tudo bem. Perdemos quando podíamos perder. Vida que segue.

***

Lembra que eu disse que era importante ter foco, que não valia a pena por os titulares pra jogar em Moça Bonita, ou em Conselheiro Galvão, contra Bonsucessos da vida? Pois é, amigos, infelizmente o Abel Braga não lê a Corneta. Hoje não tivemos o Valência contudido e ainda perdemos o Fred. Teremos titulares contra o poderoso Olaria domingo?

***

Alias, cabe registrar que a afirmação do Sr. Rubens Lopes, presidente da Ferj, de que o Flu seria o culpado pela desvalorização do campeonato carioca, ao escalar reservas, é totalmente descabida. O time reserva do Flu provavelmente é a terceira folha salarial mais cara do Rio (perdendo apenas pro time titular da dupla Fla-Flu). O fato de possuirmos um time reserva tão caro só mostra o quanto valorizamos o campeonato carioca. Caso contrário, poderíamos escalar os juniores para tal torneio.

***

Ainda sobre o carioca, pelo menos a diretoria parece ter entendido aquilo que todos já sabíamos: pra jogar contra os pequenos as Laranjeiras serve. Ano que vem, o estádio mais antigo e mais bonito do Brasil, deve voltar a receber jogos oficiais.

ST

quinta-feira, 8 de março de 2012

Deu Flu, naturalmente

Amigos tricolores e secadores de todas as cores,

Houve um tempo em que invejávamos os argentinos. Dizíamos que havia mais livrarias em Buenos Aires do que em todo Brasil, admirávamos a cultura política deles, comprávamos o vinho portenho, disputávamos com eles o posto de melhor economia do continente, e até rivalizávamos com eles no futebol. Mas esse tempo, como ficou provado essa noite, já passou.

A Argentina de hoje dá pena. Sua economia está em frangalhos, a política entregue ao charlatanismo, e o futebol argentino é uma espécie de ex-potência em atividade, parafraseando o colega flamengo. É talvez a quarta força do continente (atrás de brasileiros, uruguaios e chilenos, e pau a pau com os paraguaios). Reflexo disso, o time do Boca que enfrentou o Flu hoje, não é melhor do que o do Botafogo. É olha que esse time é soberano nos campos de lá, invicto desde abril do ano passado. Mas a verdade é que se o jogo de hoje fosse jogado 100 vezes, o Fluminense ganharia 99.


O que o Flu enfrentou hoje a noite foi um espectro, um fantasma. Era apenas uma lenda criada em cima de uma camisa, um estádio e uma torcida (torcida essa que, diga-se de passagem, ficou calada grande parte do jogo, tamanha superioridade do onze tricolor). O Flu, que além de ter mais time é mais antigo e tem mais tradição do que os portenhos, ganhou, como era de se esperar.

Estou convencido de que, nesta Libertadores, devemos nos preocupar com os uruguaios (uma potência futebolística que tenta ressurgir) e com nossos compatriotas (principalmente, Santos e Inter). O resto, é zebra.

Em tempo 1: Dois jogos e apenas uma bola vazou nossa fortaleza. A zaga reserva do Flu mostrou hoje que também é sólida. Enquanto isso, zaga “míticas” por aí já levaram 4 gols...

Em tempo 2: Acho o vinho argentino uma merda. Muito ácido e com paladar pouco persistente. O chileno dá de 10, e até mesmo alguns vinhos gaúchos são melhores.

ST