sábado, 3 de outubro de 2009

Homem de preto (e vermelho)

Caríssimos tricolores, começou muito mal o clássico. Marcelo de Lima Henrique foi “sorteado” para ser o árbitro do Fla x Flu. Para quem não lembra, é o famoso árbitro do chororô do Botafogo, quando favoreceu claramente os mulambos na decisão da Taça Guanabara de 2008, a ponto de botafoguenses saírem chorando de campo (rs).


No estadual desse ano, o lado (rubro) negro da Força já tinha escalado esse safado para um Fla x Flu. Na ocasião, o tal juizinho foi totalmente sem critério e com menos de 15 minutos do primeiro tempo já tinha distribuído três amarelos para nossos jogadores. O Flamengo acabou vencendo por 1 x 0, classificando-se para a final da Taça Rio. Portanto, se sairmos prejudicados na peleja de amanhã não será mera coincidência.

Saudações Tricolores

Alianza Botinadas F.C.

Caríssimos tricolores, meu Deus! Como bateu o Alianza Atlético. Se alguém pensa que três expulsões são suficientes para conter a violência sem técnica do time peruano, não viu o jogo de quinta-feira. Quase quebraram (dobrou 90 graus!) o tornozelo do Kieza e nem amarelo. Também não entendi o critério do árbitro, ao punir uma jogada mais ríspida de Luiz Alberto da mesma forma do que sequentes agressões por parte de Valverde, atacante do Alianza. Ambos levaram vermelho ainda no primeiro tempo. Enfim, a vitória por 4 x 1 veio do tamanho certo para esta semana de Fla x Flu. Conca repetiu a boa atuação do final de semana, se aproximando da forma de outrora. O joven Alan tem muita qualidade e merece ser o companheiro do endividado Fred num futuro próximo. Adeílson também jogou bem, assim como o seguro Digão (tá certo, o time era bem fraco e o ataque inoperante). Mas mesmo nesse cenário Fabinho jogou volei dentro de nossa área, como Serginho Escadinha, líbero da seleção. Tentou complicar um jogo simples e cometeu um erro grave na partida. Ponto negativo. Assim como os inoperantes Marquinho e João Paulo. Com eles, nosso lado esquerdo não existe, é totalmente nulo. Diguinho errou muitos passes, mas fez alguns desarmes e deu bela assistência para o golaço de Alan. Cuca aparenta mais confiança em seu futebol do que a torcida tricolor e não deverá sacá-lo da equipe. Poderia jogar com a “5” no clássico, ao lado de Urrutia mais adiantado. Ruy continua burocrático, embora aparente mais esforço. Após a bela atuação de Dieguinho contra o Avaí, testaria PC na lateral direita. Tem mais categoria e pode decidir em bola parada.


Na próxima fase enfrentaremos Universidad de Chile, algoz do atual campeão Inter. Reviveremos um confronto contra chilenos (em 2005, fomos eliminados pelo Universidad Católica, de um inspiradíssimo Darío Conca). Na época, nosso hermano jogou muito e foi decisivo para o clube chileno. Mas desta vez, a sorte tá do outro lado...

Saudações Tricolores


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ordem de despejo

Caríssimos tricolores, depois da escolha do Rio como cidade anfitriã das Olimpíadas 2016, a SEGUNDA melhor notícia do dia foi a ordem de despejo dos padeiros do Vasco Barra... Realmente Roberto Dinamite é um exemplo de administração.


Na madrugada de hoje, o site do Fluminense Football Club divulgou uma nota oficial parabenizando a escolha do COI, ainda antes da mesma acontecer. Isso só mostra a visão de futuro do único clube de football no mundo detentor da Taça Olímpica, maior honraria do desporto mundial, também conhecida como Prêmio Nobel do esporte ou Taça de Honra, em reconhecimento aos serviços prestados em prol do olimpismo e do esporte no ano de 1949.

ST

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Esses jogadores precisam é de vergonha na cara

Conseguimos o mais difícil. Conquistar a vaga para as quartas-de-final da Sul-Americana? Não, perder para a MELECA do Equador. Se jogasse na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, tenho sérias dúvidas se o Emelec não seria rebaixado já no primeiro turno. Diante deste tenebroso quadro, o que esperar do jogo do próximo domingo contra o Goiás, em pleno Serra Dourada? Os pragmáticos do futebol, excessivamente racionais, diriam que serão favas contadas, que se espera uma goleada, a dúvida apenas ficando em relação ao placar da derrota da equipe carioca. Mas futebol é muito mais que lógica e estatísticas, e assim como as melhores apresentações do Glorioso foram diante das equipes mais fortes em seus domínios ( vide Atlético Mineiro, Palmeiras e Corinthians), algo me diz que domingo o Botafogo irá aprontar uma grande surpresa, tanto para o Goiás, como para o bando dos torcedores arco-íris que está secando o Alvinegro com todas as forças.

Logo mais os dirigentes alvinegros se reunirão para decidir o futuro de Jônatas e outras pendengas menores. A tendência, infelizmente, é que o Zidane do Agreste seja desligado do clube carioca. Mas muita coisa precisa ser explicada nessa história toda. A começar pelo acontecido no vestiário alvinegro no intervalo da partida do último domingo contra o Vitória. O boato que corre é que o coordenador de futebol do Botafogo, Márcio Touson teria dado um murro em Jônatas. Se isso for mesmo verdade é de uma estupidez absurda. Por que então afastar o atleta enquanto o dirigente boxeador fica ileso na história??? Muita coisa precisa ser colocada em pratos limpos no clube de General Severiano. E urgente.


Outra notícia que chamou atenção nos últimos dias foi o relato do atacante Roger do Vitória que afirmou que no jogo do último domingo o zagueiro Juninho do Alvinegro teria pedido para a equipe baiana diminuir o ritmo e tocar a bola, evitando assim uma situação ainda mais vexatória para o Botafogo. Se isso realmente for verdade, é sinal de que o Botafogo já caiu e esqueceram de rebaixar. Pouca vergonha é pouco para a suposta fala do nosso capitão. Segue vida.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Piadas


Por Pablo Peixoto, do Pérolas para Porcos (Clique na figura que ela amplia)

Mas, por mais que a gente se esforce, nenhuma piada que nós inventássemos seria mais engraçada que isso.

Que venha a próxima semana

Cruzmaltinos desse planeta,

que venha logo a próxima semana para que possamos esquecer essa que passou. Bem fiz em esperar antes de comentar a atuação vergonhosa do time do Almirante contra o Duque de Caxias. Ontem finalmente tomamos a ducha de água fria que mereciamos. Que bom.
Sim, que bom. Enquanto o time fosse vencendo, mesmo jogando mal como fez nas últimas partidas (principalmente a de ontem, a contra o São Caetano e a do Duquinho), não teriamos como dizer que as falhas são mortais. Agora, todo vascaíno pode encher a boca pra dizer: ENRICO NÃO! VILSON NÃO! ADRIANO NÃO!
Mas acho exagero vaiar nosso comandante também. O elenco desse ano tem limitações, e fica complicado escalar com tantos desfalques. Ele errou? Grotescamente! Com Fumagalli no lugar do zumbi Enrico, Robinho ou Pimpão no lugar de Adriano e Titi no lugar de Vilson, o resultado poderia ser outro.
Fagner foi outro que não atuou bem. Como eu já havia dito: para 2010, precisamos de um lateral direito, urgente. No segundo tempo, com a entrada de Robinho e Phillippe Coutinho, o time melhorou e quase chegou ao empate. Mas não foi o suficiente.
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Leio agora que 4 jogadores foram barrados preventivamente para o jogo de ontem. Eu também os barraria. Afinal de contas, temos gordura para queimar.
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Alguns jogadores, os mais inexperientes, se assustaram com as vaias da torcida. Normal. O importante é que o técnico e o capitão dão sinais de que não vão se abalar. Cabe a eles passarem essa tranquilidade aos mais novos.
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Por falar em desfalques, as seleções de base nos impõem mais um. Pra quê liberar jogadores importantes para disputar esses torneios de várzea, que só servem para facilitar a vida dos olheiros internacionais de olho nas nossas promessas?
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PS: Após passar de "vibrante" à "besta quadrada", repito aqui a pergunta que fiz no dia 11 de agosto:
Você trocaria o Barueri pelo Botafogo??


Derrota vergonhosa, time sem vergonha

Confesso que depois da derrota melancólica para o Vitória no último domingo em pleno Engenhão, não tive forças, muito menos o que dizer sobre o atual grupo de jogadores que representa o Glorioso, que tantas alegrias e títulos já deu para nossa imensa torcida. Esses jogadores que lá estão não têm nada de Botafogo, nada. À exceção de Leandro Guerreiro e do goleiro Jefferson, o que temos é um bando de jogadores picaretas e sem vergonha, que não tem o menor comprometimento com nosso manto sagrado e com nossa história.

No dia em que homenageávamos um de nossos maiores ídolos, senão o maior deles, Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol, com a inauguração de uma estátua em nosso estádio, nossos atletas fizeram uma das piores partidas da história do Botafogo de Futebol e Regatas. O que dizer de nosso ataque inoperante, da besta do Victor Simões que está em péssima forma física e técnica? O que dizer de nosso meio de campo repleto de jogadores lentos e sem criatividade?? O que dizer de nossa zaga? Que são um bando de frouxos? Acredito que ainda seja pouco.

Não tem explicação uma equipe que se diz profissional deixar um jogador adversário passar como quiser por ela, sem esboçar a menor reação, a menor luta. Por que então convocar a torcida pra comparecer e encher o Engenhão? Não dá pra aceitar esse tipo de coisa, de maneira alguma. O ideal seria rescindir o contrato de 95% de nossos jogadores e mandá-los pra casa do Carvalho. Mas como isso redundaria no rebaixamento do Fogão, alguma coisa precisa ser feita: alguma espécie de injeção de ânimo, trabalho psicológico, prêmio extra pela escapatória. O que não dá é continuar como está, com o time caminhando a passos largos para a segunda divisão. E cair pra série B não dá, é inadmissível. Uma vez já foi o suficiente. Esse negócio de reincidência é com o Fluminense.

Hoje enfrentaremos o Emelec no Equador, pelo jogo de volta da segunda fase da Copa Sul- Americana. E eu vou ser bem franco. NÃO LIGO A MÍNIMA pra essa competição, de nada adiantará conquistarmos esse torneio chocho, se formos rebaixados. Prefiro duzentas mil vezes continuar na Primeira Divisão à conquistar essa taça. É óbvio q ficarei contente se passarmos para a próxima fase, mas a torcida não pode se iludir , porque assim como aconteceu na quarta-feira passada, ganhar do MELECA é mais do que obrigação, porque é um time mais que horroroso, sofrível.

Espero que pelo menos o jogo sirva para que a besta quadrada do Estevam Soares consiga ajeitar o time para o jogo de domingo contra o Goiás, no Serra Dourada, esse sim q vale a vida do Botafogo. Em caso de mais uma derrota, a permanência do treinador será um ato, mais que de resignação, de loucura.

Não podemos dispor de um jogador como o Jônatas. Por mais que ele não seja um atletaque dê a vida em campo, sabe o que fazer com a bola e tem o toque refinado. Se ele continuar afastado para o jogo em Goiânia, é sinal que nossa diretoria não é séria. Já a mesma medida em relação ao Eduardo foi corretíssima, ou melhor, já deveria ter sido adotada há mais tempo.

Somos o lanterna do segundo turno. Até o Fluminense conseguiu vencer nessa última rodada. E se não abrirmos os olhos, eles escapam e nós caímos. Seria vergonhoso demais.

Acorda Fogão!!!!!!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Jovens resolvem

Caríssimos tricolores, segue o Fluzão em uma semana derradeira. O jogo de quinta não é de grandes dificuldades, mas um resultado ruim pode levar por água abaixo o suspiro de tranquilidade adquirido na vitória do final de semana. Vitória esta sofridíssima, com mais uma excelente atuação de Rafael. Nossa muralha tá fechando o gol, seguro nas saídas de bola e operando novos milagres a cada jogo do Flu.

O jovem Alan enfim desencantou, marcando dois gols na peleja. Junto com Fábio Neves, deu muito mais movimentação ao ataque tricolor, desta vez bem municiado por um inspiradíssimo Darío Conca. Tanto que começaram as falácias de que “já está vendido”, “Palmeiras interessa”, “Traffic vai repassá-lo para outro clube”, etc etc. Nada anormal, sabendo-se do jogo que teremos no final de semana. Fazem de tudo para desestabilizar nosso amado tricolor, principalmente diante de um Fla x Flu tão importante como este. A “nova” sobre Fred também ilustra bem como gostam de plantar confusões em semana de clássico.

Mais uma vez nosso time não jogou bem, principalmente no setor defensivo. Finalmente Luiz Alberto foi vaiado, com muita justiça diga-se de passagem. Difícil escalar a defesa tricolor neste momento, ainda mais diante das últimas atuações de Gum e Cássio. Continuo preferindo um esquema com três zagueiros. Já que não dá pra ir na técnica, vamos encher a nossa área e dificultar um pouco a vida dos atacantes adversários.

Dieguinho entrou muito bem no intervalo e foi decisivo na vitória diante do Avaí. O jovem lateral renovou nosso lado esquerdo e esteve presente em quase todos os lances de perigo na segunda etapa. Curiosamente, atuou na última vitória tricolor, diante do Sport no Maracanã, em 6 de agosto pela 17ª rodada do Brasileirão. Paulo César, culpado no primeiro gol do Avaí, sentiu que vai ser barrado e já ensaia reclamações via imprensa. Manda muito mal em reagir dessa forma. Problemas se resolvem dentro de casa.

Nossa torcida mais uma vez deu um show de apoio e ainda acredita na permanência na série A. Os candidatos ao Z4 obviamente não são grandes equipes e a diferença de cinco pontos já foi mais assustadora. É acertar a casa e jogar com vontade. Só desse jeito as vitórias virão.

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Senhor Horcades, ao menos uma vez na vida, fique calado e não comente as declarações do presidente mulambo. Não precisamos motivar mais nossos adversários nesse momento. Todos sabem que a mulambada leva vantagem em confrontos diretos, em sua maioria jogos sem valor. Porém, em finais, perdem de goleada (10 x 3) fora a recente eliminação na Sul-Americana.

Saudações tricolores.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Como eu vinha dizendo...

Cruzmaltinos desse planeta,

o Vasco foi tema da coluna de Lédio Carmona, do globoesporte.com, nessa quarta-feira. Apesar de discordar de algumas coisas, um pedaço do texto me chamou a atenção. Reproduzo aqui:

Até uma esfiha do Habibs sabe que o time precisa de um lateral-direito, de dois zagueiros, de dois volantes, de mais um meia e de mais um atacante. Isso tudo já pensando em elenco por completo, não só no time titular.

Engraçado. Os reforços não são tão diferentes do que eu havia dito aqui no corneta. Eu havia pedido 5 titulares. Ele pediu 7 para compor o elenco inteiro. Enfim: será que era eu quem estava viajando??

Na comunidade do Vasco no Orkut, está sendo feita uma enquete: Se o Vasco estivesse na Série A, em que posição você acha que estariamos?
A esmagadora maioria acha que estariamos entre quinto e décimo primeiro. Eu, particularmente, acho que estariamos ali, entre quinto e sexto, com condições de beliscar uma vaga na Libertadores se alguém bobeasse. Outros acham que o time ficaria na zona da Sulamericana. Ok. Agora, achar que estariamos brigando para não cair, como Botafogo e Fluminense, isso é piada.

Com os reforços que eu (e o Lédio Carmona) pedimos, vocês acham que não estaremos brigando lá em cima?

Seleção de todos os (meus) tempos

Cruzmaltinos desse planeta,

volta e meia nos deparamos com listas de melhores jogadores do Vasco de todos os tempos. O problema é que temos um time com História, com H maiúsculo, e muitas vezes são escalados jogadores dos tempos míticos. Não estou desmerecendo o futebol de Barbosa, Danilo e Ipojucan, por exemplo, mas são muito poucos os que os viram jogar. Os registros são precários e acabamos ficando no "ouvi falarem/li o que disseram". A revista Placar, em 1994, fez uma votação com torcedores ilustres e elegeu a seleção vascaína de todos os tempos (até então): Barbosa, Augusto, Ricardo Rocha, Orlando e Jorge; Eli, Danilo, Roberto Dinamite, Romário e Ademir Menezes. (figura abaixo)

O diário Lance fez uma eleição no fim de 99 e elegeu como time do Século XX: Barbosa, Augusto, Bellini, Mauro Galvão e Felipe; Danilo, Ipojucan; Edmundo, Romário, Roberto Dinamite e Ademir. O técnico seria Antônio Lopes.
Em 2008, a Placar fez nova votação, e o time dos sonhos dos vascaínos foi escalado com: Barbosa, Augusto, Bellini, Ely e Mazinho; Danilo, Edmundo e Juninho Pernambucano; Ademir, Dinamite e Romário. O técnico era Flávio Costa.(figura abaixo)

Notaram? O time tem vários craques dos anos 40 e 50, do Expresso da Vitória. Mas eu nasci em 1981. Logo, decidi fazer um time dos sonhos. Não de todos os tempos. Dos meus tempos. Craques de bola que atuaram de 87 (quando começo a ter minhas primeiras lembranças) até hoje em dia. Vamos lá:

Goleiro: Carlos Germano. Sem sombra de dúvidas. Hélton, hoje no Porto, teve mais convocações pra Seleção Brasileira, mas o arqueiro dos anos 90 era seguro e competente, e ainda pegava pênaltis quando preciso. A 1 é dele.

Lateral Direito: Luís Carlos Winck. Veloz e eficiente nos cruzamentos, foi de seu pé que saiu a jogada do gol do título brasileiro de 1989, sobre o São Paulo no Morumbi. Não ficou tanto tempo assim em São Januário, mas garantiu a 2.

Zagueiros: Mauro Galvão. Ele não é só o melhor zagueiro que vi no Vasco. É o melhor zagueiro que já vi jogar. Ao lado dele, até Odvan foi parar na seleção. Categoria de sobra, inteligência abundante, posicionamento perfeito. Não tem outro pra ficar com a 3.

e Alexandre Torres. O filho do capitão do tri da seleção brasileira foi o zagueiro do tri carioca. Não se compara com seu pai, mas jogava com simplicidade e seriedade, duas qualidades sempre desejáveis em um zagueiro. A número 4 é dele.

Lateral esquerdo: Mazinho. Versátil, tanto que acabou sendo deslocado para o meio-campo em sua passagem pela Europa (e no meio conquistou o Tetra pela seleção brasileira). Estava no time bi campeão carioca em 87/88 e no campeão brasileiro de 89. Ganhou a número 6.

Volantes: Antes de mais nada, precisamos de um volante de contenção. Uma posição geralmente ocupada por cabeças de bagre. Foi com a 5 que se destacou o volante Leandro, que também estava no tri-carioca. Mesmo com suas passagens pelos mulambos e pelos chorões, ele conquista a posição.

Juninho Pernambucano não é um segundo volante clássico, mas conseguia marcar e sair jogando. Além disso, jogava com uma raça que colocou a torcida a seus pés. O Reizinho de São Januário é ídolo, e ainda pode passar pela colina mais uma vez... Ficou com a 8.

Meio Campo: Aqui entra o craque do time. Só poderia ser o maior ídolo da história do Vasco. Porém, não vi aquele garoto que conquistou o título de 1974 com suas bombas. Vi o jogador já mais experiente, que além de bater faltas dava lançamentos que colocavam seus companheiros do ataque sempre na boa. Com a 10, o presidente-ídolo Roberto Dinamite.

Para auxiliá-lo, fiquei numa dúvida ferrenha. Tivemos outros grandes craques. Três pelo menos poderiam vestir essa camisa. Acabei optando por Juninho Paulista, que esteve presente no jogo favorito de 10 entre 10 vascaínos. Ele vestiria a 11, mas acaba ficando com a 7, por motivos óbvios para aqueles que têm a cruz de malta no peito.

Ataque: Se Roberto foi o nosso maior craque, o que Edmundo fez em 1997 garantiria sua entrada em qualquer seleção. Não fosse os dois maiores invejosos do futebol brasileiro estarem no comando da seleção brasileira em 98 (Zico e Zagallo, é com vocês mesmo!), o animal teria arrebentado na copa da França. Ninguém tiraria a 9 dele.

E com a 11, fica o homem dos 1000 gols, o jogador com o maior número de gols em partidas oficiais em todos os tempos. Sim, estou falando de Romário. Mas não se apegue ao velho melancólico do final (?) da carreira. Lembrem-se daquele baixinho do início, que infernizava as defesas e logo foi contratado pelo PSV da Holanda.

Técnico: No comando desse time, fica um cara que foi injustiçado pelo Sapo que era nosso ex-Presidente. Um treinador que sabia como lidar com seus comandados e como armar o time. O cara que nos levou ao quarto título brasileiro e ao título da Mercosul, embora não apareça nos pôsters, por ter saído às vésperas das finais: Oswaldo de Oliveira.

No banco, ainda teriamos Hélton, Felipe, Ricardo Rocha, Dener, Bismarck e Bebeto. Dá pra encarar?

E você!? Mudaria alguma coisa?

PS: Reparem nas imagens da Placar: na primeira, de 1994, o time de todos os tempos veste o uniforme da época. Na segunda, de 2008, o time dos sonhos está com o uniforme dos anos 50. E aí? Com que roupa eu vou? Pra mim, o uniforme preto dos anos 50 é insuperável.