segunda-feira, 18 de junho de 2012

Histórico das quintas rodadas


Tricolores e hereges de outras cores,

Fiz um levantamento sobre como andava o Brasileirão na quinta rodada nos últimos 9 anos (desde que o sistema pontos corridos foi adotado). Abaixo, apresento os quatro primeiros de cada ano, com suas perspectivas pontuações, e destaco o desempenho do Fluminense.

2003
1º
Cruzeiro
13
2º
Atlético-MG
13
3º
Inter
10
4º
Paraná
8
17º
Fluminense
5

2004
1º
São Paulo
13
2º
São Caetano
13
3º
Vitória
10
4º
Goiás
10
15º
Fluminense
6

2005
1º
Santos
12
2º
Fluminense
12
3º
Juventude
11
4º
Cruzeiro
10

2006
1º
Santos
13
2º
Inter
13
3º
Cruzeiro
10
4º
Fluminense
10

2007
1º
Vasco
11
2º
Botafogo
11
3º
Corinthians
11
4º
Paraná
10
6º
Fluminense
8

2008
1º
Flamengo
13
2º
Cruzeiro
13
3º
Náutico
10
4º
Grêmio
10
20º
Fluminense
1

2009
1º
Inter
13
2º
Atlético-MG
11
3º
Vitória
9
4º
Santos
9
7º
Fluminense
8

2010
1º
Corinthians
13
2º
Ceará
11
3º
Fluminense
9
4º
Avaí
8

2011
1º
São Paulo
15
2º
Palmeiras
11
3º
Corinthians
11
4º
Figueirense
10
11º
Fluminense
6

2012
1º
Vasco
13
2º
Cruzeiro
11
3º
Atlético-MG
10
4º
Botafogo
9
7º
Fluminense
9

Considerações:
Pela primeira vez desde que a fórmula atual foi adotada, o Flu chega a 5ª rodada invicto.
O desempenho atual do Fluminense (9 pontos em 5 jogos) é similar ao de 2010 (perde apenas no número de vitórias) e inferior ao de 2005 e 2006.

Quando comparamos a classificação na quinta rodada com a posição final no campeonato, o Flu piorou em 4 oportunidades (2003, 2005, 2006, 2009) e melhorou em outras 5 (2004, 2007, 2008, 2010 e 2011).

Em 9 edições de pontos corridos, apenas em 3 (2003, 2010 e 2011) o campeão já estava entre os 4 primeiros colocados após a 5ª rodada. E desses, apenas o Cruzeiro (em 2003) já liderava o campeonato.

Dos 36 times que aparecem entre os primeiros no levantamento acima, apenas 9 conseguiram se manter entre os 4 até o final do campeonato (média de apenas 1 time por ano, sendo que em 2005 e 2007 nenhum time se manteve).
 
Dos atuais lideres: o Vasco fracassou em 2007, mas foi vice ano passado. O Cruzeiro aparece pela quinta vez entre os primeiros. Em 2003 e 2008 conseguiu se manter até o fim. Já em 2005 e 2006 fracassou. Em compensação, em 2009 e 2010, quando não figurava entre os primeiros no começo, chegou ao final do campeonato entre eles. Atlético-MG e Botafogo, apesar de já terem aparecido entre os primeiros em edições passadas (a equipe mineira duas vezes), nunca terminaram entre os 4.

Por ora, é isso. Durante a semana eu escrevo sobre o quê motivou essa minha pesquisa.

ST

sábado, 16 de junho de 2012

Goleada enganadora


Fiéis tricolores e hereges, 


Vejam só como é o futebol! Enquanto grande parte da torcida só via coisas ruins nos três empates seguidos, eu vinha aqui, feito um Quixote, elogiar a evolução tática do nosso amado tricolor. Dizia eu que os resultados não demorariam a aparecer, frente ao jogo coeso e sólido que apresentava a equipe. 

 Pois é. Hoje nada disso valeu. O Fluminense fez o seu pior jogo no Brasileiro e um dos piores em toda a temporada. Com Wallace e Carleto apagados, não tivemos saída pelas laterais. Os quatro homens de frente também não se entenderam, e até mesmo a zaga andou dando bobeira. A Portuguesa, embora limitada e desorganizada, foi melhor e não merecia perder. Muito menos ser goleada. 

Só levávamos algum perigo ao adversário nas raras subidas do Jean ao ataque. E não é que numa bola dessas achamos o primeiro gol? O volante encontrou o Fred que, enganou a marcação e com a categoria habitual finalizou, no rebote do goleiro Wellington Nem marcou. 1 a 0 foi o placar do primeiro tempo. 

Mal começou a segunda metade aproveitamos uma bobeira na marcação adversária e, de bola parada, marcamos o segundo (Anderson de cabeça). A Lusa, que seguia melhor, diminuiu em seguida. Quando o gol de empate parecia ser questão de tempo, eis que a bola chega mais uma vez no Fred, que se livra do zagueiro e marca o seu 85º gol pelo Flu (em 127 jogos). Já com jogo resolvido, Deco (que mesmo quando não é muito produtivo, esbanja classe) deu um passe magnífico pro Lanzini marcar mais um. 

Após esse jogo, será que a torcida tricolor voltará a acreditar no time, dando sossego pro Abel? Será que conseguiremos conciliar a vitória com um jogo agradável? Ou será que voltaremos ao mote de 2010 (jogar mal, poré, vencer)? A conferir, nos próximos capítulos.

ST

Diego Souza, o imprevisível


Tripulantes da nau vascaína,

Diego Souza não é craque. Diego Souza não é perna-de-pau. Diego Souza não é, no entanto, inclassificável. Diego Souza é imprevisível. Como em um jogo de roletas, você pode apostar no camisa 10 cruzmaltino e quebrar a banca. Ou perder tudo... E este é o problema do nosso meiocampista. Dono de um excelente porte e preparo físico, consegue ainda aliar a boa condição à habilidade, item diferencial para os atletas do futebol recente, mais afeitos às botinadas do futebol força. O gol de domingo na vitória frente ao Bahia, em Pituaçu, por 2 a 1, é prova disso. Belíssimo tento, coroando a melhor atuação da equipe do Vasco no primeiro tempo que, diga-se de passagem, podia ter virado com uns 4 a 0. E é por isso mesmo que permanece a pergunta: por que DS10 não usou seu repertório de jogadas na partida da Copa Libertadores contra o Corinthians, na única chance clara de gol para os dois times, em 180 minutos? Acredito, piamente, que foi pela imprevisibilidade do homem, o jogador-roleta que habita o meio-de-campo cruzmaltino. Ele é capaz de meter três golaços no Cruzeiro, ser expulso em jogo fora de casa contra o Libertad, de fazer chover, de fazer marolinha, de não fazer nada, de sequer ter aparecido em campo. E o que eu acho disso? – No mínimo preocupante.
Acostumado com camisas 10 do quilate de Edmundo, Roberto Dinamite e Bebeto, Diego Souza precisa se tornar mais constante para ocupar o espaço na galeria de craques do clube. Potencial tem de sobra, mas já provou, nas passagens pelo Atlético-MG e Palmeiras que não está preparado para o status de ídolo. Talvez, além do treinamento físico e tático, um preparo psicológico possa trazer bons frutos para o cara. Ele é bom de bola, mas necessita estar extremamente motivado para render o que a torcida espera. E a torcida espera muito dele. 


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 Em tempo (1) – Cristovão Borges não é técnico para o Vasco da Gama. Conseguiu tomar sufoco do Bahia na segunda etapa, que não teve melhor sorte por limitação do elenco, em um jogo que estava muito fácil para o cruzmaltino. O Vasco só é líder do certame porque manteve a base, que joga quase que sozinha. A paixão do técnico por cabeças-de-área é algo abominável e pode ser empecilho para a nau vascaína rumar para o pentacampeonato brasileiro. 

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 Em tempo (2) – Sei que pela linha editorial, devo me limitar a tratar de temas do Vasco da Gama, mas não podia deixar passar: Ronaldinho Gaúcho ainda consegue enganar clubes brasileiros. Pobre Atlético Mineiro...

domingo, 10 de junho de 2012

Estreia morna, no campo e na arquibancada


Fiéis tricolores e hereges de outras cores,

Apesar de estarmos na quarta rodada, podemos dizer que hoje o Flu estreou. Com a entrada de Deco, Wellington Nem e Fred, o nosso amado tricolor começa a apresentar a suas principais armas na busca do quarto título nacional.

É claro que ainda temos que melhorar. Valencia trará mais segurança lá atrás, Carlinhos tem mais a oferecer que o esforçado Carleto, Diguinho ajudará o meio a pensar (Jean é um bom jogador, mas às vezes é muito afobado), Fred e Wellington Nem ainda carecem de ritmo, Wagner e Thiago Neves ainda estão devendo este ano, e até mesmo Deco precisa melhorar fisicamente (caiu muito no segundo tempo). Mas, apesar de tudo isso, não vejo motivo pra pessimismo.

O Flu se apresentou bem, principalmente no primeiro tempo. Com um bom padrão de jogo, tocando bem a bola, e quase sempre seguro lá atrás. O Inter, como era de se esperar, armou uma retranca e se limitou a jogar nos contra-ataques. Faltou-nos poder de fogo (como já disse, a dupla de ataque se mostrou longe dos seus 100%) e mais ímpeto pra decidir o jogo (a arquibancada inexplicavelmente vazia parece ter contagiado aos jogadores).

Se, por um lado, esse empate em casa não era o resultado esperado (fomos melhores e até merecíamos a vitória), por outro, não assistimos a um Flu partindo desesperado e desorganizadamente pro ataque, como aconteceu tantas vezes ano passado. Aliás, a equipe mostra um equilíbrio e uma solidez defensiva maior que a do ano passado. Com os ajustes necessários e um pouco mais de gana pra vencer (tanto por parte dos jogadores, quanto dos torcedores), certamente faremos uma campanha brilhante.

Agora temos pela frente 3 adversários fracos (Portuguesa, Atlético-GO e Náutico). Chegou a hora da torcida esquecer de vez a Libertadores e empurrar o Fluzão rumo às cabeças. Vamô, Fluzão!  

ST