quarta-feira, 20 de julho de 2011

Pro restante de 2011

Cruzmaltinos desse planeta,

a tripulação da caravela vai se formando. Hoje, 20 de julho, se encerra a janela de transferências para o exterior, o escrete cruzmaltino conseguiu se manter e ainda trouxe reforços. Parece que nosso manager de futebol Rodrigo Caetano é leitor do Corneta, pois os reforços vieram mesmo para as posições que nós identificávamos como carentes. Para a zaga, veio o mediano Renato Silva e o desconhecido - mas cheio de boas referências - Victor Ramos. Pode até parecer que é pouco, mas como eles chegam para ser reservas da melhor dupla de zaga do Brasil, está tranquilo. A lateral esquerda, que já vinha sendo detectada como problemática, saiu Ramon e chegou Julinho. Acho que podemos nos deter um pouco mais nessa questão.

Ramon pediu para ser dispensado para se casar. Nada contra o amor, mas isso deveria ter sido planejado melhor. A menos que a moçoila estivesse de barriga e o pai dela estivesse com uma garrucha nas tuas costas, dava pra esperar até dezembro. Mas ele decidiu se casar, ok. Até aí, tudo bem. Ele foi liberado e não enfrentou o Patético Goianiense. Na semana seguinte, nada mais natural que o treinador Monsieur o deixasse no banco por uma partida - vai lá saber o que o lateral aprontou na noite de núpcias. E foi aí que o canhoto meteu os pés pelas mãos. Reclamou publicamente e declarou à imprensa que não aceitaria a reserva injustamente. Peraí: você deixa o time na mão no meio do campeonato, toma uma punição pra lá de branda e ainda começa a estrilar? Fala sério! Isso é inadmissível. É se achar insubstituível. Convenhamos: Ramon não tem sido peça fundamental da equipe desde a série B, e só permanecia na equipe titular porque seu substituto - Márcio Careca - é daqueles jogadores que podemos chamar no máximo de "esforçado". Por outro lado, Julinho foi um dos destaques da Copa do Brasil. Lateral habilidoso, rápido, foi um dos principais responsáveis pela eliminação do São Paulo e quase complicou a vida do Vasco com seu gol em São Januário. Os boatos de que ele acertaria com o Corinthians me fizeram descartá-lo da lista de possíveis transferências - o que se mostrou precipitado - mas isso não o torna menos desejado, pelo contrário. Era um dos grandes laterais esquerdos disponíveis no mercado brasileiro - talvez o melhor - e chega agregando muita qualidade ao time. Minha impressão da história? Apesar das diversas negativas de Rodrigo Caetano, o Vasco já estava negociando com o lateral avaiano há algum tempo. Ramon, vendo que saíria do grupo de titulares, arrumou uma briga esfarrapada e forçou uma negociação com o Corinthians. No fim das contas, foi ótimo, já que nos facilitou a contratação de Julinho. Não guardo mágoas de Ramon, pode ser até que ele tenha agido por orientação do empresário ou coisa do tipo, mas nessa história ele saiu com fama de mimado e imaturo. Que os tempos no grande império da malocagem paulista ensinem alguma coisa ao promissor camisa 33.


No meio, ficamos sem modificações. Ou melhor, a novidade foi a permanência de Fellipe Bastos e Eduardo Costa. Estão longe de ser os volantes firmes que eu quero para disputar a Libertadores, mas ainda temos 6 meses para conseguirmos reforços pra competição continental, por enquanto está de bom tamanho. E para aqueles que duvidavam da qualidade do Reizinho: Quem é Rei não perde a majestade. Nesses 3 primeiros jogos, já tivemos um gol, duas assistências e apenas 9 passes errados. Nosso meio-campo é tão forte que jogadores como Enrico e Jéferson, que seriam titulares em muitos times da Série A, acabaram deixando o clube da colina.

Para o ataque, da arábia chega o veloz "Mestre" Kim. Não é o atacante dos meus sonhos, mas com certeza chega para incomodar o acomodado Chico Bento. Se souber correr conduzindo a bola, sem deixá-la pra trás, já está de bom tamanho. Assim, nosso time para o segundo semestre deve ser montado desse jeito:

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Já vencemos o Patético Goianiense e o Patético Babacaense. Que tal vencermos o Patético Mineiro para conseguirmos um Hat Trick? Mesmo com os desfalques de Fagner, Felipe e Juninho, é possível.

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Fiquei um tempo sem cornetar (mudança de cidade, essas coisas) e acabei não comentando o novo uniforme. Sinceramente? Não gostei. Já tive a oportunidade de ter a camisa em mãos e a impressão que dá é que o uniforme é pirata. O excesso de informações dos patrocinadores no peito e nas mangas poluem a camisa. A logo da CBF pela conquista da Copa do Brasil me pareceu tola, e ajudam a piorar o layout já tumultuado da parte superior do uniforme. Pra não dizerem que está tudo errado, gostei dos novos meiões, listrados. Mas no geral, essa bola a Penalty mandou pra fora.

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Em compensação, a camisa comemorativa da volta do Reizinho da Colina é genial. Já está na coleção!

sábado, 16 de julho de 2011

Esperando o carnaval chegar...

Essa semana o nosso querido clube faz aniversário. Porém, sopraremos as 109 velinhas já pensando na 110ª. Isso ficou bem claro nessa semana. Não apenas pelo jogo de hoje, horroroso por sinal, mas pelo comportamento da diretoria durante toda a semana. O Fluminense já abandonou 2011 e só quer saber de 2012.

Não é segredo pra ninguém que o Flu deve até a alma. A diretoria anterior depenou o clube. O dinheiro farto do patrocinador ajudou a mascarar os absurdos da administração de Horcardes e Cia.. O Flu hoje é um time quebrado, com uma dívida de quase 400 mi, sem jogadores próprios, e sem patrimônio. Pra piorar, a diretoria anterior adiantou as receitas da TV dos próximos anos, e ainda deixou desfalques que acabam levando a penhoras e multas judiciais.

Diante desse quadro tenebroso a atual diretoria, com alguma dose de razão, prioriza a organização das contas e a melhoria da estrutura. Por conta disso, jogou fora o primeiro semestre, com Libertadores e tudo, e agora, ao vender o nosso principal jogador e não contratar ninguém, estamos abrindo mão do segundo semestre.

Espero que ao menos essa pré-temporada de 7 meses sirva para prepararmos um bom time para o ano que vem, com alguns garotos (que o Abel, inteligentemente, vem lançando), reforços de verdade (nada de Rafael "bichado" Sóbis), e sem Márcio Rosário, Carlinhos, Júlio César, Souza, Araújo, Rodriguinho, etc e etc...

ST

domingo, 10 de julho de 2011

Muita briga e pouco futebol

O futebol é engraçado. Algumas vezes, após vitórias, achamos que vai tudo bem, e o tempo mostra que não é bem assim. Da mesma forma, derrotas podem dar a impressão de que está tudo errado, o que nem sempre é verdade. É claro que uma derrota em um Fla-Flu é sempre ruim. Mas, quando analisamos a partida, percebemos que não devemos desacreditar todo o trabalho por causa de um mau resultado.

O jogo não foi bom. Tricolores e rubro-negros não tem motivos para estarem eufóricos. Mas não dá pra negar que o gol foi o único lance de ataque do time da Gávea, que não criou nada antes ou depois disso.

O Flu foi superior durante todo o jogo. Marcou bem, mandou bola na trave, ameaçou com o Ciro, e acurralou o Flamengo. Mas faltou talento. O Flu foi guerreiro, correu, brigou, mas faltou um jogador que desequilibrasse. Sem jogadores como o Conca, Fred e Deco, o Flu se torna um time de operários, com muito brio, mas sem nenhum brilho.

Entendam, amigos, que não há neste comentário nenhum chororô. Não vale a pena gastarmos nosso tempo lamentando nossa falta de sorte ou reclamando do juiz - que não expulsou o Airton (que agrediu o Souza), não marcou pênalti no Marquinho (em lance com o Júnior César), e deixou que o Welinton e o Willians fizessem 15 faltas cada sem nenhum amarelinho. O adversário ganhou porque foi mais competente, e aproveitou a única chance que teve. O Flu correu e brigou, mas como o esporte era futebol, e não maratona ou judô, acabou perdendo. Vida que segue.

sábado, 9 de julho de 2011

O bolo cresce na hora certa


Tripulantes da Nau Vascaína,
O Campeonato Brasileiro tem dessas coisas. Após duas derrotas alarmantes frente ao Cruzeiro e ao Corinthians, tudo em paz na Colina, com a vitória sobre o Internacional neste fim de tarde, em São Januário. E isso me faz feliz, não somente pelos três pontos, mas por perceber que o time está reagindo na hora certa da competição. É como fazer um bolo. Primeiro, é necessário preparar a massa. E, por vezes, a massa tem que tomar umas pancadas, pra ficar bem sovada. Só antes de colocar no forno é que se coloca o fermento. Tem time que quer fazer a receita de forma invertida. Por isso, a massa vai desandar e o bolo não vai crescer como deveria. E a sova virá bem perto da trigésima oitava rodada...







Não quero ser avassalador como o São Paulo das primeiras rodadas. Nem empolgante como o Corinthians das últimas semanas. E, menos ainda, enganador como o Flamengo deste início de campeonato. Quero mesmo é ser campeão. E seguindo a matemática do nobre companheiro Rafael Saldanha, conseguimos mais do que os dois pontos, que ele calculava nesta “trinca da pesada” das últimas rodadas. Está sobrando até um ponto para aqueles 73 que nos levarão ao pentacampeonato.





Do jogo de hoje, Ricardo Gomes deve levar para as próximas rodadas a inteligência com que o time articulou o jogo ante aos avanços do Internacional, principalmente, no início da segunda etapa, quando o Colorado já estava em desvantagem no marcador. Lembrou-me muito a partida final contra o Coritiba, que a cada pressão que tomava, o Cruzmaltino respondia com um tento. E Dedé se encarregou de colocar água no chopp do time do Sul, que volta pra casa somente com frio. Ponto que é bom, nada. Falcão já devia saber que o céu não está pra boleiros com nomes de aves, como Pato, Ganso e ele próprio.

Agora é aproveitar a tabela e ganhar pontos na fase bônus com os Atléticos (ou “patéticos”) Paranaense e Mineiro. Com mais seis pontos, o bolo vascaíno receberá o fermento na hora certa para que cresça e nos leve a mais uma conquista em 2011.



Em tempo: gostei de ver o Diego Souza ficar no banco hoje. Não rendeu nada na quarta-feira, contra o Corinthians. Sabendo que existem sombras no elenco, quem sabe ele joga, como diante do Botafogo, no Estadual, e do Avaí, na Copa do Brasil.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Esse post NÃO será modificado


ESSE FOI UM POST EXPERIÊNCIA, ONDE COMENTEI TRÊS MOMENTOS. O ANTES, O DURANTE E O DEPOIS. O INÍCIO ÉO FINAL.

 Faltam pouco menos de dois minutos para chegar ao fim da partida. Fla, com um golaço de Botinelli mandando os bambi pra casa com 3 derrotas seguidas. Méritos para Luexemburgo que colocou Negueba e Leo Moura em cima do Juan, anulando o lateralzinho.
Fla vence por 1 a zero! É o vice-líder e continua invicto!!!
Vamos que vamos!!!



-- Quase no fim ---

INTERVALO  ZERO A ZERO
Acabou que meu sogro, sempre coerente, tratou de tirar da Band por conta do "sabichão" Neto - chato pracaralho! E ficamos ouvindo o Lofredo, na Sportv, outro mala. Esse, imagino que foi direcionado para o Rio e achou que iria ficar tirando onda de paulista, mas chegou 2009 com a arrebentação do Imperador. Pobre Lofredo, não tinha como explicar a falta de estrutura como a problema econômico.
O Flamengo jogou bem melhor que o SP, com lances bacanas dos principais jogadores. Juan, graças a Deus, tá mandando mal e, finalmente, fazendo alguma coisa pro Mengo que encheu o bolso dele de dinheiro enquanto passeava de chinelinho na Gávea - ninguém lembra, mas ele entrou só nos últimos dois jogos de 2009. Durante o campeonato inteiro, o lateralzinho ordinário, foi banco do Éverton. 
Agora, uma coisa que fica clara a cada jogo é como o ataque fica mais lento quando um canhoto corre pela direita e vice-versa. O Neves e o Gaúcho não enfiam a bola pelo flanco, vão naquela tentativa futsal de colocar a bola pra dentro e chutar de perna trocada. Sei não, podíamos ter variações para surpreender o time adversário.
Outra coisa é como o Carpegiane colocou bem o limitado Fernandinho nas costas do Leo Moura. O lateral sobe e a bola volta nas suas costas. O bom é que o Fernandinho é muito ruim. (E O CARPA BOTOU O RIVALDO, ÍDOLO, NO LUGAR DO ÚNICO CARA QUE PODERIA JOGAR COM ELE)
Ronaldinho Gaúcho jogou muito bem essa primeira etapa. Acredito que o Fla tenha que abrir logo o placar para esse clima bom não mudar. Já vi muito o Fla jogar melhor e de repente, no início do segundo tempo, o time adversário acha um gol e no fim, no máximo, damos por satisfeitos com um empate. Uma bosta!
Vamos que Vamos!!!!

- fim do primeiro tempo -

ANTES DO JOGO
Segundo Luciano do Valle, o torcedor RubroNegro está "sorridente". A transmissão começou do jeito que a nação gosta. Recebendo elogios sobre o "momento" do mengão. Porém, não me engana esse pessoal bairrista paulistano. No que falem bem do Flamengo no ar, secam na vontade interior.
Vejo a tabela e nesse momento, é possível que durma na segunda colocação do campeonato - o que não significa nada, por que amanhã, com a continuação da rodada, dois ou três podem passar o Fla. Vou postar esse texto agora e volto aqui no final do primeiro tempo. Para quem precisa recordar bons momentos, dá tempo de ver dois vídeos antes do jogo começar:


e

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A culpa é sua!

É, amigo leitor, não adianta fingir que não é contigo: a culpa é sua! Ou pelo menos, a culpa também é sua! Toda vez que você compra um produto pirata, ou uma bobagem qualquer, sem se importar aonde ela foi feita, você está contribuindo pra isso. Você pode até ficar feliz naquele momento, já que provavelmente economizou uns cruzeiros, mas se esquece que seu esse ato tem outras conseqüências. Esse produto, certamente made in China, foi produzido por trabalhadores que recebem uma miséria e não tem quase nenhum direito trabalhista. Além disso, você está contribuindo pra desindustrialização do Brasil e pro progresso da economia dos amarelos, que não respeitam as liberdades individuais, os direitos humanos e, pior ainda, compram nossos jogadores.

Conca deixa o Flu com 210 (ou 211, não tenho certeza) jogos. Não ultrapassa, portanto, os 215 jogos de Romerito, o estrangeiro que mais vezes defendeu o tricolor.

Ainda sobre isso: Dizem que o contrato será a realização financeira do nosso craque. No Flu ele só recebia R$ 500 mil por mês, fora os bichos e seu contrato com a Topper. Uma ninharia!

Lembra? Em 2005, o volante Marcão recebeu uma proposta irrecusável de um time do Oriente Médio. Deixou o Flu no meio do Campeonato Brasileiro e, menos de dois meses depois, já estava de volta. A realidade não correspondia com o que lhe haviam prometido. Quem sabe não acontece novamente?

Confesso que não posso opinar muito sobre o jogo de ontem. Assisti apenas por dever cívico, quase dormindo, com um olho meio aberto e o outro meio fechado. Talvez por isso, não entendi o Abel. Com o jogo dominado, 3 a 0 fácil, ele tirou o único atacante do time e um meia e pôs 2 volantes! Se alguém entendeu, por favor me explica.

Legal a reação do Ciro em seu primeiro gol. É a emoção de um jogador que era dado como craque no começo da carreira e acabou no Flu envolvido em uma troca pelo Willians! Quer desvalorização maior do que essa?

No fim de tudo, sabemos que, com ou sem nosso craque, o Fluminense segue firme. Como já dizia Nelson Rodrigues, o Flu tem vocação para a eternidade. A razão disso, e também de todo o meu sono, vocês podem ver na foto abaixo, dormindo com minha companheira Cristina. Esse mais novo tricolor é Iberê, meu primeiro filho, nascido na quarta, dia 29. Viva a vida!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Vamos acabar com a firula

Não me lembro de ter visto aquele zerinho ali na tabela do Brasileirão por tanto tempo. Permitam-me os entusiastas das estatísticas, mas usando a minha falha memória, realmente, não recordo de sete rodadas sem derrotas. A última vez que isso aconteceu foi em 2008, quando, na minha opinião, o Fla teve o melhor elenco dos últimos anos e só não se sagrou campeão em função de barbeiragens do Caio Júnior que insistiu na mula manca do Jaílton e em outras situações ridículas. Mas no ano, conseguimos ficar cinco rodadas invictos, perdendo, justamente, para o São Paulo, na sexta partida.
Apesar desse entusiasmo natural com a invencibilidade, seria débil pensar que estamos numa espécie de oásis. Até por que ainda não ganhamos de nenhum time significativamente grande como Cruzeiro, Santos ou Internacional.
O Estadual foi uma piada e as vitórias magras ou nos pênaltis não encheram os olhos da nação, assim como ganhar desses clubes médios já não fazem muito diferença. Da mesma forma, no atual certame, ganhamos do Avaí (quem?), das galináceas de Bê Agá e agora do coelhinho tímido de segunda. Ou seja, se é para acreditar que realmente estamós com tudo, temos que arrebentar com esses ditos bambambans do futebol brazuca. E com o R10 jogando um bolão, com sorriso no rosto e defenestrando os críticos, vamos engolir com suavidade e brilhantismo esse monte de clube que acha que joga futebol, mas que faz mesmo, é firula pra imprensa.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A Aula

Cruzmaltinos desse planeta,

não se desesperem com o resultado, não tirem as calças pela cabeça, também não foi pra tanto. Tomar 3x0 em casa é sempre horrível, ainda mais após dominar completamente o primeiro tempo. Levamos um gol de escanteio - sem tomar chute a gol antes - num vacilo da zaga que deixou o Leandro Guerreiro subir sozinho. Os outros dois vieram nos acréscimos, quando o time já tinha partido pro "tudo ou nada", em contra-ataques inevitáveis. É claro que vamos ficar putos. É claro que queríamos a vitória, sobretudo pelo que jogamos, mas eu sabia que era um jogo difícil e a derrota estava na minha conta dos 73 pontos. Analisemos então o que teve de positivo no jogo: a aula de futebol de Papai Joel.
Sou fã do Natalino desde sua passagem pelo Vasco no início dos anos 90. Sua filosofia "palhaçadinha zero", um futebol extremamente pragmático, sério e, acima de tudo, vitorioso. "Ah! Mas não tem viço!", dirão as viúvas de Cruijff e barcelonistas frustrados, ao que eu responderei "foda-se!". Futebol não é balé. Futebol é um esporte que permite dribles, passes, cruzamentos, fintas, mas que no fim premia quem faz mais gols e, principalmente, quem toma menos gols. Já diz a máxima do esporte: "Um bom ataque ganha o jogo. Uma boa defesa ganha o campeonato". Isso é o que o UruCuca nunca entendeu, e por isso ganha troféus imaginários de "Time com o futebol mais bonito do campeonato".
O brasileiro não entende bem essa lógica do jogo. Insiste com a coisa do "futebol-arte", do "futebol-bailarino"... Chegam ao ponto de louvar a geração derrotada de 1982 e se envergonhar dos tetra-campeões de 1994. Temos que parar com isso. Se o ponto forte do Vasco é a zaga, porque não jogar em cima disso? Porque não montar um time que pode até não vencer sempre, mas que jamais cede gols aos adversários? A Alemanha já ganhou 3 copas assim, e a Itália outras 4... Avante, Catanazo Cruzmaltino!

...

Agora, comentemos nosso time. Eu já falei, cansei de repetir, venho aqui novamente falar: Éder Luís é ruim demais! No futebol moderno, é cada vez mais difícil criar jogadas... Não pode um jogador de ataque desperdiçar 3, 4 oportunidades por jogo. Hoje a ruindade foi ainda maior... O Chico Bento velocista chegou ao cúmulo de dominar a bola e, ao sair correndo, esquecer a pelota pelo caminho... E fez isso mais de uma vez! Nosso esquema tático é extremamente dependente de um jogador velocista, por isso mesmo é uma temeridade colocarmos a responsabilidade de resolver nossos jogos nos pés de um jogador BURRO! Ainda bem que os boatos dão conta de jogadores sendo observados para essa função...


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Uma questão de postura

Cruzmaltinos desse planeta,

não me agrada ver o Vasco acuado. É claro que ganhar de 1x0 é um resultado satisfatório, e eu sempre vou pegar uma vitória, venha como vier. Mas não dá pra ter um time com o nosso potencial, fazer um gol e se trancar todo na defesa, ainda mais contra uma equipe como a do Atlético Goianiense.
O Dragão do Centro-Oeste faz parte do seleto grupo de equipes que trazem em suas camisetas uma etiqueta estampada "6 pontos". Qualquer time que deseje algo sério num campeonato brasileiro tem a obrigação de vencer os rubro-negros de Goiás - dentro e fora de casa. É o caso também de Atlético Paranaense, Avaí, Ceará e América Mineiro. São times que se darão por satisfeitos se conseguirem escapar do quase inevitável rebaixamento.
O gol relâmpago do maestro Felipe nos colocou em uma trincheira que parecia que jogávamos contra um combinado dos jogadores combados dos video-games futebolísticos, e não com um time do grupo dos 6 pontos. Quem acabou saindo consagrado foi nosso arqueiro Fernando Prass, como se enfrentássemos um ataque de Allejo e Janco Tianno!
Como diz o título, o problema não é de resultados, é uma questão de postura.


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No início do campeonato, fiz uma previsão rodada a rodada das possibilidades do Vasco, sem vacilar. Se não trepidarmos, chegaremos aos 73 pontos, número que nos coloca entre os dois primeiros de todas as edições que foram disputadas em pontos corridos com 20 clubes. No entanto, já vacilamos perdendo pontos pro Figueirense, e precisamos compensar isso. Nos próximos 3 jogos, são três pedreiras, e eu esperava somente 2 pontos. Uma vitória em casa contra o Cruzeiro no colocaria de volta para o trilho do penta-campeonato.

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Por favor, Dona Fifa. Você, que já proibiu as camisas com mensagens religiosas e as incitações à violência, faça um bem ao futebol: proíba a comemoração do João Sorrisão. Nós, torcedores, agradecemos.

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Hoje o nome ventilado em Sanjanu foi o do zagueiro Anderson Polga. Embora não seja um craque, o perfil me agrada. Experiente, sério, vencedor... Se vier pra somar ao elenco, sem estrelismos, não tenho dúvidas que é uma boa aquisição...

domingo, 26 de junho de 2011

Coração de torcedor

Se tem algo que me irrita, é quando alguém diz que os torcedores são “clientes do espetáculo”, e que em nome disso devemos ter estádios com ar-condicionado, lojas, poltronas, e etc. Uma ova! É claro que precisamos tratar bem o torcedor. Mas, tratar bem, para mim, significa ter acesso rápido ao estádio, um horário legal para o jogo (que, definitivamente, não é 10 da noite), alguma facilidade pra comprar os ingressos e cerveja gelada antes e DURANTE o jogo. Tudo isso, com segurança e a preço justo. Só. O resto é frescura, coisa de quem nunca entrou em uma arquibancada é quer estragar o divertimento dos outros.
Mas não quero tratar aqui das reformas dos estádios brasileiros, ou das exigências absurdas da Fifa. Hoje, eu quero falar da lógica que guia o coração do torcedor. Eu confesso que já fiz muita promessa pelo Flu. Já raspei a cabeça, assisti a jogos de joelhos, e me impus diversas outras privações em nome de alguma vitória (uma cláusula de sigilo me impede de contar maiores detalhes). Sempre acreditando que o meu sacrifício empurrava o time pra frente.
Também já aconteceu de algum compromisso inadiável me impedir de assistir a algum jogo importante. Em 2005, por exemplo, no momento da final do carioca, contra o Volta Redonda, eu fazia a prova de um concurso público. Nesses casos, o que faço é me dedicar 100% a minha tarefa, esperando que os jogadores tricolores também façam o mesmo.
Acho que foi esse o caso hoje. Foi essa devoção de torcedor que deu a vitória ao Flu. Isso porque, havia em campo, vestindo a camisa tricolor, um jogador dividido. Cabeça, tronco e membros em campo, mas o coração longe, angustiado. Porém, se enganam aqueles que crêem que um atleta nessas condições rende menos. Nosso herói, pelo contrário, se agigantou. Se desdobrou em campo em uma doação empolgante e comovente. Marcou, criou e brigou como um verdadeiro guerreiro. Correu não apenas para suprir a ausência de seu companheiro expulso. Correu na esperança de que, bem longe dali, os jogadores de seu time do coração fizesse o mesmo.
Não fizeram.
A torcida tricolor agradece ao Conca por mais um dia de alegria, e se solidariza com sua dor.