quarta-feira, 23 de junho de 2010

O Maestro voltou!

Cruzmaltinos desse planeta,

foi com esse grito que a torcida recebeu de volta o craque Felipe. A cerimônia aconteceu hoje de manhã e o jogador já deve estar disponível para o treinador PC Gusmão para disputar a Copa da Hora, em Florianópolis. Vocês sabem que o novo dono da camisa 6 da colina não era meu nome favorito para o reforço, por suas características de jogo muito semelhantes às de Carlos Alberto (com qualidade superior, é claro). No entanto, a chegada de Felipe é importantíssima por dois aspectos.
O primeiro, óbvio, é o aumento da qualidade de passe e drible de nosso time. Falar que Felipe não é craque é sintoma de doença mental em nível assustador. O passado de indisciplina do jogador não me preocupa. A idade levou os cabelos mas trouxe juízo ao jogador. Como ele mesmo disse: o Felipe que saiu era um garotão solteiro e deslumbrado, o que chega é um jogador experiente, casado e pai de dois filhos. Logo, teremos em campo um jogador que pode realmente reger os jovens cruzmaltinos, e que fora dele também será útil para levantar o moral da molecada.
O segundo é o aspecto simbólico: desde o fim do ano passado venho repetindo que o Vasco precisa urgentemente de um ídolo. Um ídolo não é simplesmente um bom jogador, nem mesmo um cara com liderança, mas sim um jogador que, além dessas características, também seja fortemente identificado com o clube. Mesmo tendo passado por Flamengo, Fluminense, Palmeiras e Atlético Paranaense, todo mundo sempre se referiu ao ex-lateral como "o Felipe do Vasco". Quando o jogador diz que está voltando para sua casa, ele só está confirmando esse vínculo entre sua história e a do clube. E não é algo ao acaso: nosso presidente-ídolo tem plena consciência disso.
Posso estar sendo acometido de um otimismo excessivo, mas vejo nesse 23 de junho de 2010 o início de uma nova era vencedora para o Gigante da Colina...

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A apresentação de Felipe também foi marcada por uma justíssima homenagem ao ex-jogador Pedrinho, craque que abandonou precocemente os gramados por causa das seguidas lesões. Foi das mãos de Pedrinho - amigo de infância e companheiro de geração do novo contratado - que Felipe recebeu a camisa 6 do Gigante da Colina.
A ideia de se homenagear Pedrinho surgiu há algumas semanas, nos fóruns e na comunidade oficial do Club no Orkut. Partiu da própria torcida, que gritou o nome de nosso ídolo (meu também, como vocês podem ver aqui) e conseguiu emocionar o ex-jogador.
Não sei não: PC Gusmão, Carlos Germano, Acácio, Pedrinho, Dinamite, Felipe... Se não der certo, não vai ser por falta de gente comprometida com o Vasco e sua história...


Na primeira entrevista, o craque se mostrou motivado e disposto a ser esforçar para ver o Vasco recuperado... Ótima notícia pro treineiro que quer disposição de um time que se preocupe em se defender bem.

5 comentários:

Saulo disse...

"vejo nesse 23 de junho de 2010 o início de uma nova era vencedora para o Gigante da Colina..."


Vascaíno é muito engraçado.

El Rafo Saldaña disse...

Não, engraçado é quem não tem time, aí escolhe um por ano só pra disfarçar q, na verdade, não gosta de futebol. Seu negócio é Ballet, manja rola!

Saulo disse...

HAHAHHAHAHAHA

Nunca fui fanático por nenhum time e NUNCA neguei isso, pelo contrário. Mas sempre joguei futebol e ainda hoje te supero com meu futebol-arte (e também no BOLÃO, LOL).


Vamos ver até onde o Vasco vai chegar...

Renato Saldanha disse...

O felipe, mas do que homenagear o Pedrinho (olha só os ídolos da galera...), devia seguir o seu exemplo. Ex-jogador.

Renato Saldanha disse...

Só mais uma coisa. Sobre o fato de o Felipe ser identificado com o time, em uma reportagem da Placar em 2004 (chamada "Ovelha Rubro-Negra")o Felipe afirmou com todas as letras: "O meu pai é vascaíno, e por isso eu comecei no Vasco. Mas eu sempre fui flamenguista.".